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08 de Outubro de 2009

Segurança da Informação: Quadrilhas vendem acesso a dados sigilosos de brasileiros

Há pouco mais de um ano, foi ao ar no SBT uma denúncia de quadrilhas que estão vendendo senhas de acesso ao Infoseg, um grande banco de dados nacional com as informações pessoais de 100 milhões de brasileiros.

Esse BD é usado por órgãos como Polícia Federal, Receita Federal, STF etc, e para demonstrar a seriedade da coisa, o SBT comprou uma senha de acesso por R$ 2.000,00, e acessou dados pessoais do Presidente da República, Ministros e grandes empresários brasileiros.

Ao final da reportagem, a autoridade responsável pelo sistema informou que iria fazer modificações técnicas com o intuito de coibir tal ato, e ainda usou como desculpa o fato de que são invadidos até computadores da NASA, portanto, o Infoseg não estaria imune.

Como humilde conhecedor de segurança da informação, digo que esta afirmação é completamente infundada, pois hoje em dia temos dispositivos de controles biométricos, ou seja, por impressão digital ou até mesmo pela retina ocular, que eliminariam de vez a prática deste crime nos moldes que é mostrado na reportagem.

Bem, o fato é que um ano depois, o SBT volta ao local e descobre que as senhas continuam sendo vendidas, ou seja, bandidos continuam tendo acesso a dados pessoais de cidadãos de bem.

Enquanto isso, na sala de justiça, fala-se que foi feito um investimento na ordem de 2 milhões de reais para melhorar a segurança. Ora, 2 milhões para esse tipo de coisa, se tratar-se apenas de compras de equipamentos, não resolve nada. O que resolve sim é um investimento maciço em treinamento técnico para os servidores públicos responsáveis pela manutenção da segurança de informações confidenciais sob a guarda do governo federal, e até mesmo intercâmbio de informações e experiência com órgãos de outros países, tais como o FBI, CIA, Mossad (serviço secreto israelense), pois estes estão anos a frente de nós.

Ao mesmo tempo, deve-se apurar os fatos, e demitir sumariamente os gestores responsáveis por esse crítico vazamento de informações, já que trata-se também de crime contra a segurança nacional.

Enquanto isso não acontece, assistam acima o vídeo da reportagem original feita em agosto de 2008, e na continuação do post o outro vídeo publicado hoje, que mostra como andam as coisas 1 ano depois da denúncia original.

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