Notícias
17 de Maio de 2010
Clipping - Jornal Correio Mariliense - Marília ganha, em média, cerca de 1.000 novas famílias por ano - Entrevista com o Diretor da Arpen-SP, Antonio Francisco Parra
E ao contrário da tendência de que maio é o mês com maior número de casamentos, por ser considerado o mês da noiva, na cidade é dezembro que os noivos preferem se casar
Foi-se o tempo em que os homens fugiam do compromisso formal e as mulheres do ritual em prol da independência que demorou anos para ser conquistada. Segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Cartório de Registro Civil de Marília, em média, por ano, são realizados na cidade cerca de mil casamentos civis. Entre os 12 meses, a variação vai de 80 a 160 casamentos por mês, e, diferente do esperado, não é maio a data de mais matrimônios, mas sim dezembro.
O casamento, como ponto de partida para uma nova família, demonstra o ritmo do crescimento urbano e social do município. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade já conta com 225.238 habitantes, unidos por aproximadamente 60 mil núcleos familiares. Segundo Antonio Francisco Parra, oficial de registro civil, em média são cerca de 1.000 casamentos por ano. No ano passado foram realizados 1.070 casamentos, contra 1.139 em 2008. Já neste ano, até agora, já ocorreram 36 uniões.
"Aqui na cidade percebemos que dezembro sempre registra mais casamentos, com uma média de 150. Até ontem (quinta-feira) tínhamos marcados para maio 95 casamentos". Os dias preferidos para assumir o compromisso civil dos casais são quinta e sextas-feiras e o sábado.
Ele acredita que assim como no restante do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), dezembro se destaca em razão das férias, pagamento do décimo terceiro salário e as festas de confraternização do período.
Mesmo com essa pequena queda, de 6,05% , de um ano para outro, Parra ressalta que nos últimos anos a média de casamentos tem aumentado. "O número de casamentos está dentro do previsto. Comparando-se os últimos cinco anos, verifiquei que os casamentos têm tido mais altas que baixas. Acredito que esse aumento médio se dá em razão de vários fatores, como a conversão das uniões estáveis em casamento e a gratuidade para aqueles que declaram com responsabilidade a insuficiência de recursos para pagar a habilitação", declara.
Dezembro: o mês das noivas
A pedagoga Letícia de Campos Lauretti da Silva se casou em 12 dezembro do ano passado. Ela diz que ela e marido preferiram esse mês em razão da situação financeira e do período de férias. "Em dezembro sempre sobra mais dinheiro e, além disso, tem as férias". Ela conta que do namoro ao casamento foram cinco anos de convivência. "Um tempo de conhecimento, de sabermos o que realmente queríamos um do outro. O casamento foi muito esperado e tudo correu como esperávamos. É o fortalecimento de nossa união", comenta. Ela também se casou no religioso.
Preparação e ansiedade
A secretária Vanessa da Silva conta os dias para o casamento com Rafael Gustavo da Silva. Eles estão juntos há seis anos e desde o ano passado vêm fazendo economia para terem `um casamento dos sonhos´. "Vamos nos casar em outubro de 2011, mas já organizamos tudo, até a contratação do Buffet. Temos uma conta no banco em conjunto, e todos os meses depositamos uma quantia para as despesas com o casamento. Vamos casar no civil e no religioso no salão da festa. Acho mais prático fazer os dois juntos".
Números nacionais
De acordo com dados do IBGE, divulgados em novembro de 2009, o número de casamentos legais registrados no país em 2008 aumentou 34,8% em comparação aos contabilizados em 1998 e 4,7% em relação a 2007. A última pesquisa mostrou que, só no ano passado, aproximadamente 67 milhões de brasileiros entregaram-se ao matrimônio. Isso sem contar quem decide morar junto, sem nenhum documento legal, e ainda assim realiza algum tipo de comemoração para celebrar a união.
Comparando 1998 e 2008, o número de casamentos de pessoas maiores de 15 anos no país cresceu 34,8%, superando o crescimento vegetativo da população nessa faixa de idade, que ficou em 21,4%. Os índices de mulheres que se casam são maiores nos dois grupos etários mais jovens ( 15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Os homens tiveram taxa mais elevada no grupo etário entre 25 e 29 anos (32,7%), sendo este valor mais elevado que o observado em 1998 (29,3%).
Outro dado curioso apresentado pelo estudo é que o número de casamento entre pessoas com mais de 60 anos aumentou nos últimos dez anos: 4% dos casamentos de 2008 contemplavam homens de 60 a 64 anos, mas apenas 1,6% das uniões tinham mulheres desta mesma idade.
O índice de casamento entre solteiros foi de 82,7%. Em seguida aparecem os casamentos entre homens divorciados com mulheres solteiras (7,4%); a união de mulheres divorciadas com homens solteiros (4,1%) e o casamento entre divorciados (2,7%).
Foi-se o tempo em que os homens fugiam do compromisso formal e as mulheres do ritual em prol da independência que demorou anos para ser conquistada. Segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Cartório de Registro Civil de Marília, em média, por ano, são realizados na cidade cerca de mil casamentos civis. Entre os 12 meses, a variação vai de 80 a 160 casamentos por mês, e, diferente do esperado, não é maio a data de mais matrimônios, mas sim dezembro.
O casamento, como ponto de partida para uma nova família, demonstra o ritmo do crescimento urbano e social do município. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade já conta com 225.238 habitantes, unidos por aproximadamente 60 mil núcleos familiares. Segundo Antonio Francisco Parra, oficial de registro civil, em média são cerca de 1.000 casamentos por ano. No ano passado foram realizados 1.070 casamentos, contra 1.139 em 2008. Já neste ano, até agora, já ocorreram 36 uniões.
"Aqui na cidade percebemos que dezembro sempre registra mais casamentos, com uma média de 150. Até ontem (quinta-feira) tínhamos marcados para maio 95 casamentos". Os dias preferidos para assumir o compromisso civil dos casais são quinta e sextas-feiras e o sábado.
Ele acredita que assim como no restante do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), dezembro se destaca em razão das férias, pagamento do décimo terceiro salário e as festas de confraternização do período.
Mesmo com essa pequena queda, de 6,05% , de um ano para outro, Parra ressalta que nos últimos anos a média de casamentos tem aumentado. "O número de casamentos está dentro do previsto. Comparando-se os últimos cinco anos, verifiquei que os casamentos têm tido mais altas que baixas. Acredito que esse aumento médio se dá em razão de vários fatores, como a conversão das uniões estáveis em casamento e a gratuidade para aqueles que declaram com responsabilidade a insuficiência de recursos para pagar a habilitação", declara.
Dezembro: o mês das noivas
A pedagoga Letícia de Campos Lauretti da Silva se casou em 12 dezembro do ano passado. Ela diz que ela e marido preferiram esse mês em razão da situação financeira e do período de férias. "Em dezembro sempre sobra mais dinheiro e, além disso, tem as férias". Ela conta que do namoro ao casamento foram cinco anos de convivência. "Um tempo de conhecimento, de sabermos o que realmente queríamos um do outro. O casamento foi muito esperado e tudo correu como esperávamos. É o fortalecimento de nossa união", comenta. Ela também se casou no religioso.
Preparação e ansiedade
A secretária Vanessa da Silva conta os dias para o casamento com Rafael Gustavo da Silva. Eles estão juntos há seis anos e desde o ano passado vêm fazendo economia para terem `um casamento dos sonhos´. "Vamos nos casar em outubro de 2011, mas já organizamos tudo, até a contratação do Buffet. Temos uma conta no banco em conjunto, e todos os meses depositamos uma quantia para as despesas com o casamento. Vamos casar no civil e no religioso no salão da festa. Acho mais prático fazer os dois juntos".
Números nacionais
De acordo com dados do IBGE, divulgados em novembro de 2009, o número de casamentos legais registrados no país em 2008 aumentou 34,8% em comparação aos contabilizados em 1998 e 4,7% em relação a 2007. A última pesquisa mostrou que, só no ano passado, aproximadamente 67 milhões de brasileiros entregaram-se ao matrimônio. Isso sem contar quem decide morar junto, sem nenhum documento legal, e ainda assim realiza algum tipo de comemoração para celebrar a união.
Comparando 1998 e 2008, o número de casamentos de pessoas maiores de 15 anos no país cresceu 34,8%, superando o crescimento vegetativo da população nessa faixa de idade, que ficou em 21,4%. Os índices de mulheres que se casam são maiores nos dois grupos etários mais jovens ( 15 a 19 anos e 20 a 24 anos). Os homens tiveram taxa mais elevada no grupo etário entre 25 e 29 anos (32,7%), sendo este valor mais elevado que o observado em 1998 (29,3%).
Outro dado curioso apresentado pelo estudo é que o número de casamento entre pessoas com mais de 60 anos aumentou nos últimos dez anos: 4% dos casamentos de 2008 contemplavam homens de 60 a 64 anos, mas apenas 1,6% das uniões tinham mulheres desta mesma idade.
O índice de casamento entre solteiros foi de 82,7%. Em seguida aparecem os casamentos entre homens divorciados com mulheres solteiras (7,4%); a união de mulheres divorciadas com homens solteiros (4,1%) e o casamento entre divorciados (2,7%).