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30 de Agosto de 2004

Capixabas casam mais tarde e se divorciam mais

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE revelou que homens e mulheres estão casando mais velhos. Em 1991, os homens casavam, em média, com 27 anos e as mulheres, com 23. Em 2002, o cenário mudou: homens estão casando com 30 anos e mulheres com 26 anos, respectivamente.

Observou-se no ano de 2002 que 69% das uniões legais ocorreram entre pessoas até 29 anos de idade, sendo que entre as mulheres a maior taxa de casamento ocorreu no grupo etário de 20 a 24 anos, 27,4%.

Para os homens esta taxa se repete só que no grupo de 25 a 29 anos (28,4%). É importante notar que as taxas de nupcialidade feminina são, sistematicamente, mais baixas do que as masculinas a partir do grupo etário 25 a 29 anos, o que demonstra que os homens ficam mais suscetíveis ao casamento em idades mais avançadas do que as mulheres, sinalizando um comportamento de maior vulnerabilidade ante à solidão para as pessoas do sexo masculino.

Seguindo a análise sobre a idade dos cônjuges, verificou-se em 2002, no Brasil, que, em média, aproximadamente 12% dos cônjuges eram menor de 20 anos de idade, ao passo que entre as pessoas idosas, a proporção de casamentos entre pessoas com mais de 60 anos foi de 2%.

De um modo geral, apenas 10% das uniões legais ocorreram entre pessoas com mais de 39 anos de idade. A idade média ao casar, levando-se em consideração o conjunto das uniões, vem aumentando sistematicamente desde o início da década de 90.

Em 2002, a idade média entre as mulheres foi de 26,7 e entre os homens de 30,3 anos, contra 23,7 e 27 anos, respectivamente, para mulheres e homens, no ano de 1991.

Como em anos anteriores, a maior proporção de casamentos foi entre solteiros, com 87,0%, seguida de casamentos com um dos cônjuges solteiro, com 10,5% do total.

Embora o casamento entre solteiros tenha predominado ao longo de décadas, ele vem cedendo lugar aos outros tipos de união, sobretudo, entre as pessoas divorciadas e solteiras que tiveram uma participação relativa de 8,3% no total de
casamentos.

O número de dissoluções de casamentos, seja por separação judicial ou por divórcio, vem aumentando gradativamente em nosso país. No período que vai de 1991 a 2002, o volume de separações subiu de 76 223 para a 99 693 e o de divórcios de 81 128 para 126 503, refletindo variações de 30,7% e 55,9%, respectivamente.

Fonte: www.direitodefamilia.com.br

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