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28 de Junho de 2011
Leia o discurso proferido pelo Oficial de Registro Civil de Jacareí no ato do primeiro casamento homossexual da história do Brasil
O ato que hoje vamos aqui praticar é muito singelo, mas ao mesmo tempo é muito significativo. O que restou hoje para este cartório fazer é tão somente entregar uma certidão, um documento público. Mas por de trás da frieza do papel, nas entrelinhas de suas palavras técnicas, estão às pessoas e os sentimentos humanos.
A certidão que hoje temos para entregar é das melhores que este cartório tem para oferecer, é a certidão de casamento, a certidão que torna pública a existência de uma união entre duas pessoas que decidiram carregar o fardo da vida juntas, decidiram compartilhar suas tristezas e suas alegrias. Essa união que guarda uma particularidade que a torna muito diferente, está fundada no afeto,porque não dizer, como já disse o magistrado, está fundada no Amor.
André e Sérgio, o cartório não pode assegurar e garantir a felicidade de vocês, mas pode deixar aberto o caminho para a busca dessa felicidade, sem obstáculos artificiais e que não fazem sentido no mundo contemporâneo. Há quem diga que esse casamento é o fim da família, o desvirtuamento dos valores morais, a mim não cabe julgar, muito menos o que já está julgado pelo Supremo Tribunal Federal, pelo meritíssimo juiz de direito Fernando Henrique Pinto e pelo parecer do promotor de justiça, Dr. José Luiz Bednarski. Ficou claro que esse casamento é uma ampliação da família, um tijolo a menos no muro da exclusão, uma janela aberta para a felicidade.
Se esse casamento é de extrema importância pessoal para a vida do André e Sérgio, importante ressaltarmos também a ampla dimensão social e humana do ato. Os cônjuges não quiseram apenas regularizar sua situação particular, mas demonstraram muita coragem para enfrentar preconceitos e assumirem publicamente, perante a imprensa, aqui presente, que é justo e que vale a pena assumir o seu amor e registrá-lo em cartório. Servindo, assim, de exemplo para muitos, na afirmação da liberdade, na conquista dos direitos civis.
Por isso, André e Sérgio, não é mais preciso perguntar se vocês querem se receber em casamento, isso já está claro, foi por vocês conquistado, foi por vocês construído, a este cartório só cabe registrar. Em nome da lei e de minha autoridade como Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais eu certifico e dou fé que vocês estão casados.
A certidão que hoje temos para entregar é das melhores que este cartório tem para oferecer, é a certidão de casamento, a certidão que torna pública a existência de uma união entre duas pessoas que decidiram carregar o fardo da vida juntas, decidiram compartilhar suas tristezas e suas alegrias. Essa união que guarda uma particularidade que a torna muito diferente, está fundada no afeto,porque não dizer, como já disse o magistrado, está fundada no Amor.
André e Sérgio, o cartório não pode assegurar e garantir a felicidade de vocês, mas pode deixar aberto o caminho para a busca dessa felicidade, sem obstáculos artificiais e que não fazem sentido no mundo contemporâneo. Há quem diga que esse casamento é o fim da família, o desvirtuamento dos valores morais, a mim não cabe julgar, muito menos o que já está julgado pelo Supremo Tribunal Federal, pelo meritíssimo juiz de direito Fernando Henrique Pinto e pelo parecer do promotor de justiça, Dr. José Luiz Bednarski. Ficou claro que esse casamento é uma ampliação da família, um tijolo a menos no muro da exclusão, uma janela aberta para a felicidade.
Se esse casamento é de extrema importância pessoal para a vida do André e Sérgio, importante ressaltarmos também a ampla dimensão social e humana do ato. Os cônjuges não quiseram apenas regularizar sua situação particular, mas demonstraram muita coragem para enfrentar preconceitos e assumirem publicamente, perante a imprensa, aqui presente, que é justo e que vale a pena assumir o seu amor e registrá-lo em cartório. Servindo, assim, de exemplo para muitos, na afirmação da liberdade, na conquista dos direitos civis.
Por isso, André e Sérgio, não é mais preciso perguntar se vocês querem se receber em casamento, isso já está claro, foi por vocês conquistado, foi por vocês construído, a este cartório só cabe registrar. Em nome da lei e de minha autoridade como Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais eu certifico e dou fé que vocês estão casados.