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03 de Setembro de 2004
Clipping - Gazeta - Falta de documento traz prejuízos
Uma certidão de nascimento sem o nome do pai muitas vezes também é fruto de descuido no momento do registro no cartório. Assim aconteceu com o motorista Cristóvão dos Anjos Martins, 46. No momento de fazer o registro, sua mãe pediu para que um primo fosse ao cartório. Martins cresceu e, quando foi fazer seus documentos, percebeu que apenas constava na certidão o nome de sua mãe.
"A culpa foi do meu primo mas ninguém em casa questionou. Eu também nunca pensei em mudar o registro", conta. Ele acredita que não teve essa iniciativa porque sempre teve seu pai perto, morando na mesma casa. "Convivi toda a minha vida com ele. Não senti a falta do nome", acredita.
Mas, ao contrário do que aconteceu com Martins, o descuido na hora de registrar uma criança também pode gerar problemas sérios depois que ela se torna adulta. Maria Aparecida Alves de Oliveira está na iminência de ser presa por causa disso. Ela conta que morava na rua com os pais e não tinha nenhum documento. Como apanhava muito do pai (que era alcóolatra), uma mulher resolveu encaminhá-la para o SOS Criança e, mais tarde, para um orfanato público. "Foi lá que fizeram o meu registro. Só tinha o nome da mãe".
Hoje, com 22 anos, Maria Aparecida está grávida e precisou retirar identidade para ir ao médico fazer pré-natal. Ao chegar na Delegacia Civil do CPA 4, foi informada de que aquele documento não lhe pertencia. "Me disseram que a certidão se refere a outra pessoa que tem o mesmo nome e sobrenome, inclusive nasceu no mesmo dia e horário", conta.
Ela relata ainda que agora terá que reunir testemunhas para comprovar que seu registro foi feito pelo orfanato e que ela é a mesma pessoa da certidão. "O problema é que apreenderam minha carteira de trabalho, minha certidão de nascimento e meu título de eleitor. Estou sem nenhum documento e preciso ir ao médico", lamenta Maria. Ela não mora hoje com o pai da criança que espera há dois meses. "Mas, certamente, ela será registrada também com o nome do pai", avisa Maria Aparecida.
Fonte: A Gazeta
"A culpa foi do meu primo mas ninguém em casa questionou. Eu também nunca pensei em mudar o registro", conta. Ele acredita que não teve essa iniciativa porque sempre teve seu pai perto, morando na mesma casa. "Convivi toda a minha vida com ele. Não senti a falta do nome", acredita.
Mas, ao contrário do que aconteceu com Martins, o descuido na hora de registrar uma criança também pode gerar problemas sérios depois que ela se torna adulta. Maria Aparecida Alves de Oliveira está na iminência de ser presa por causa disso. Ela conta que morava na rua com os pais e não tinha nenhum documento. Como apanhava muito do pai (que era alcóolatra), uma mulher resolveu encaminhá-la para o SOS Criança e, mais tarde, para um orfanato público. "Foi lá que fizeram o meu registro. Só tinha o nome da mãe".
Hoje, com 22 anos, Maria Aparecida está grávida e precisou retirar identidade para ir ao médico fazer pré-natal. Ao chegar na Delegacia Civil do CPA 4, foi informada de que aquele documento não lhe pertencia. "Me disseram que a certidão se refere a outra pessoa que tem o mesmo nome e sobrenome, inclusive nasceu no mesmo dia e horário", conta.
Ela relata ainda que agora terá que reunir testemunhas para comprovar que seu registro foi feito pelo orfanato e que ela é a mesma pessoa da certidão. "O problema é que apreenderam minha carteira de trabalho, minha certidão de nascimento e meu título de eleitor. Estou sem nenhum documento e preciso ir ao médico", lamenta Maria. Ela não mora hoje com o pai da criança que espera há dois meses. "Mas, certamente, ela será registrada também com o nome do pai", avisa Maria Aparecida.
Fonte: A Gazeta