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26 de Julho de 2011

Clipping - Correio Popular (RAC/Campinas) - Bragança Paulista e Piracicaba têm casamentos gay

Em Bragança, juíza autorizou casamento homossexual; em Piracicaba, autorização da união deve ser pronunciada até 1° de agosto

As cidades de Bragança Paulista e Piracicaba terão casamentos gays. A juíza Fernanda Yumi Furukawa Hata, da Comarca de Bragança Paulista autorizou o casamento homossexual na cidade. O primeiro casamento gay de Piracicaba também está nas mãos de um juiz corregedor e deve ser pronunciado a qualquer momento até, no máximo, dia 1° de agosto.

Bragança Paulista

A Decisão contou com parecer favorável do Ministério Público. Lavratura do registro de casamento será feita no próximo dia 25 de julho. Será o quinto casamento gay do Brasil, e o terceiro do Estado de São Paulo.

A juíza autorizou nesta semana o pedido de conversão de união estável do casal Márcio Aparecido de Oliveira (31) e Anderson Luís Pinzan (24) em casamento. A decisão, que contou com parecer favorável da promotora de justiça Kelly Cristina Avares Fedel, é a quinta do Brasil favorável ao casamento entre homossexuais, a terceira no Estado de São Paulo.

A lavratura do registro de casamento será realizada no próximo dia 25 de julho pelo Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais do município de Bragança Paulista (SP) aos cuidados do Oficial Sidemar Juliano que já realizou a publicação dos proclamas e providenciará as averbações nos registros dos nascimentos das partes.

O gerente comercial Márcio Aparecido de Oliveira e o recepcionista Anderson Luís Pinzan se casarão no regime da comunhão parcial de bens e passarão a se chamar Márcio Aparecido Pinzan de Oliveira e Anderson Luís Pinzan de Oliveira.

No Estado de São Paulo já foram autorizados casamentos homossexuais em Jacareí e São Bernardo do Campo. Santa Catarina e Rio de Janeiro foram os estados responsáveis pelos dois outros casamentos homossexuais brasileiros já autorizados.

Piracicaba

Piracicaba pode ter o primeiro casamento gay do município. A decisão está nas mãos do juiz corregedor e deve ser pronunciada a qualquer momento até, no máximo, dia 1° de agosto. Os noivos, P.F., de 26 anos, e M.A., de 28, mantém a união homoafetiva desde dezembro de 2007 e aguardam ansiosos pela decisão judicial.

"Nossa união estável que pode ser convertida em casamento garantirá os direitos comuns de todos os casais, como pensão, herança, comunhão de bens e previdência. É uma garantia e uma proteção", comentou P.A, que é vendedor.
Caso eles recebam a aprovação, este será o terceiro casamento homossexual no estado de São Paulo e o quinto no Brasil. "Fiquei surpreso. Achei que já estava sendo uma prática comum, apesar de ainda recente. Estamos felizes e acreditamos que muitos casais podem fazer o mesmo", disse M.A, agente de saúde.

O casal preferiu não ser identificado para não haver nenhuma exposição. No entanto, eles contaram que nunca sofreram preconceito por parte de familiares, amigos e colegas de trabalho. "Mas sempre há alguns probleminhas e preferimos evitar. Nossa família nos apoia e isso é que importa", falou P.A.

A oficialização do casamento civil também pode facilitar a adoção de crianças por duas pessoas do mesmo sexo. "É um reconhecimento como família gays que possuem filhos adotivos. Pensamos em adotar no próximo ano, mas para isso precisaremos de alguma ajuda. Será uma luta, estamos dispostos a isso", frisou o agente de saúde.

Início

M.A contou que o primeiro contato aconteceu por meio da internet. "Nos conhecemos pelos sites de conversa. Nos tornamos amigos e aos pouquinhos foi nascendo uma relação. Depois de um ano namorando, passamos a morar juntos e hoje somos uma família".

Eles dividem a casa e juntos realizam todo o trabalho do lar. A rotina é considerada um pouco difícil porque os dois trabalham. "Mas temos uma vida normal. Trabalhamos, pagamos as contas, compramos um imóvel juntos recentemente e gostamos de sair. O casamento não mudará nossa relação, apenas nos trará um conforto maior", comentou M.A.

Qualquer casal homossexual pode pedir o reconhecimento da união civil em cartório, ou juridicamente comprovar a união estável afim de usufruir dos direitos comuns a casais heterossexuais.

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