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07 de Março de 2012
Justiça soluciona 12 mil casos de paternidade em 2011
O Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo (IMESC), órgão vinculado a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, apresentou balanço das atividades realizadas em 2011. Dentre as ações, destacam-se os números alcançados na realização dos testes de investigação de paternidade.
Segundo levantamento do Instituto, mais de 10.900 mil famílias compareceram ao IMESC para a realização da coleta do sangue utilizado no teste. Joyce da Silva Ferreira Castelano, mãe de M.E.M., de quatro anos, é um exemplo dos muitos casos de pessoas que chegam até a justiça para a confirmação de paternidade de seus filhos.
Seu ex-marido, mesmo já tendo registrado a menina em seu nome, questiona a paternidade da criança, já que a gravidez foi descoberta após a separação do casal. Para Joyce, que compareceu ao Instituto após ser convocada pela Justiça, o resultado do exame será indiferente.
"Ele registrou minha filha quando ainda estava no hospital, mas nunca deu atenção a ela. Não quero o pai próximo dela, não quero pensão. Se ele agiu com falsidade por anos, não vai ser pai agora", afirmou Joyce, que diz ter certeza sobre a paternidade da filha.
Ao todo, 11.965 laudos foram concluídos no ano passado. De acordo com levantamento feito pelo Instituto, cerca de 23% do total de laudos expedidos em 2010 e 2011 (23.953) concluíram pela não paternidade do suposto pai.
Não comparecimento
No ano passado foram agendados mais de 23 mil exames de DNA, todos atendendo solicitações do Poder Judiciário de São Paulo. Mais da metade das pessoas convocadas, no entanto, não compareceram ao Instituto de Medicina Social para a realização do exame.
Segundo a superintendente do IMESC, Márcia Pereira Dobarro Facci, o alto número de ausências se deve, sobretudo, a dois fatores: a dificuldade de pessoas de baixa renda se deslocarem até o local do exame e ao fato de uma das partes convocadas pela justiça - normalmente o suposto pai - se sentir contrariada em realizar o teste.
Mutirão
O ano de 2011 foi marcado pela realização de dois grandes mutirões para coleta do sangue utilizado no teste de investigação de paternidade. Em Ribeirão Preto, mais de 3 mil pessoas foram atendidas no final de semana dos dias 11 e 12 de junho, totalizando 760 famílias. Já em São José do Rio Preto cerca de 3.500 pessoas participaram da ação, somando 887 famílias.
Os mutirões são organizados após a identificação das localidades em que há um maior acúmulo no número de exames que devem ser realizados. A iniciativa tem como objetivo garantir a rápida resolução dos casos de investigação da paternidade.
Sobre o IMESC
O Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo é considerado um dos maiores centros de investigação de paternidade da América Latina. Atualmente, o IMESC conta com 12 pólos regionais de atendimento, no interior e no litoral, localizados nas cidades de Américo Brasiliense, Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté.
A coleta de forma descentralizada foi iniciada em 2005, com o objetivo de facilitar a realização do exame de DNA por pessoas residentes em cidades distantes da capital.
Dentre as demais atribuições do IMESC está a realização de perícias, exames de personalidade e de capacidade profissional. O Instituto promove ainda a formação e treinamento de pessoal especializado em cursos e congressos na área da Medicina Legal, Medicina Social, Medicina do Trabalho, Criminologia, Criminalística, Identificação, História da Medicina e Ética Profissional.
Segundo levantamento do Instituto, mais de 10.900 mil famílias compareceram ao IMESC para a realização da coleta do sangue utilizado no teste. Joyce da Silva Ferreira Castelano, mãe de M.E.M., de quatro anos, é um exemplo dos muitos casos de pessoas que chegam até a justiça para a confirmação de paternidade de seus filhos.
Seu ex-marido, mesmo já tendo registrado a menina em seu nome, questiona a paternidade da criança, já que a gravidez foi descoberta após a separação do casal. Para Joyce, que compareceu ao Instituto após ser convocada pela Justiça, o resultado do exame será indiferente.
"Ele registrou minha filha quando ainda estava no hospital, mas nunca deu atenção a ela. Não quero o pai próximo dela, não quero pensão. Se ele agiu com falsidade por anos, não vai ser pai agora", afirmou Joyce, que diz ter certeza sobre a paternidade da filha.
Ao todo, 11.965 laudos foram concluídos no ano passado. De acordo com levantamento feito pelo Instituto, cerca de 23% do total de laudos expedidos em 2010 e 2011 (23.953) concluíram pela não paternidade do suposto pai.
Não comparecimento
No ano passado foram agendados mais de 23 mil exames de DNA, todos atendendo solicitações do Poder Judiciário de São Paulo. Mais da metade das pessoas convocadas, no entanto, não compareceram ao Instituto de Medicina Social para a realização do exame.
Segundo a superintendente do IMESC, Márcia Pereira Dobarro Facci, o alto número de ausências se deve, sobretudo, a dois fatores: a dificuldade de pessoas de baixa renda se deslocarem até o local do exame e ao fato de uma das partes convocadas pela justiça - normalmente o suposto pai - se sentir contrariada em realizar o teste.
Mutirão
O ano de 2011 foi marcado pela realização de dois grandes mutirões para coleta do sangue utilizado no teste de investigação de paternidade. Em Ribeirão Preto, mais de 3 mil pessoas foram atendidas no final de semana dos dias 11 e 12 de junho, totalizando 760 famílias. Já em São José do Rio Preto cerca de 3.500 pessoas participaram da ação, somando 887 famílias.
Os mutirões são organizados após a identificação das localidades em que há um maior acúmulo no número de exames que devem ser realizados. A iniciativa tem como objetivo garantir a rápida resolução dos casos de investigação da paternidade.
Sobre o IMESC
O Instituto de Medicina Social e Criminologia de São Paulo é considerado um dos maiores centros de investigação de paternidade da América Latina. Atualmente, o IMESC conta com 12 pólos regionais de atendimento, no interior e no litoral, localizados nas cidades de Américo Brasiliense, Araçatuba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté.
A coleta de forma descentralizada foi iniciada em 2005, com o objetivo de facilitar a realização do exame de DNA por pessoas residentes em cidades distantes da capital.
Dentre as demais atribuições do IMESC está a realização de perícias, exames de personalidade e de capacidade profissional. O Instituto promove ainda a formação e treinamento de pessoal especializado em cursos e congressos na área da Medicina Legal, Medicina Social, Medicina do Trabalho, Criminologia, Criminalística, Identificação, História da Medicina e Ética Profissional.