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14 de Maio de 2012

Adoção de Sorocaba busca a formalidade

Os grupos de apoio têm papel importante no processo de adoção. Em Sorocaba, criado em 2003 por voluntários, pais adotivos e pretendentes à adoção, o Gaaso - Grupo de Apoio à Adoção de Sorocaba, busca a formalização junto à sociedade local. Segundo Rita de Cássia Cação Lari, 36 anos, que está há um mês à frente do grupo, o Gaaso deve ganhar força nos próximos dois meses. "O grupo está na informalidade, porém, até por pressão de alguns órgãos e sobre a nova legislação sobre adoção, com a ajuda da OAB de Sorocaba, a gente está providenciando a formalização disso", comenta Rita, mãe de dois filhos adotivos.

Rita conta que alguns desafios ainda são encontrados para a manutenção do grupo. "Hoje eu atribuo que falta divulgação, o comprometimento das pessoas que participam - e do poder judiciário - em enxergar que o grupo pode dar o apoio que eles precisam e para os pais pretendentes à adoção", relata. "A gente vê que existem diversos encontros nacionais, regionais e municipais de adoção; então esses encontros enfatizam que os grupos fazem parte do processo, que eles podem ajudar nas reuniões que antecedem o processo de adoção, dando suporte, auxílio e até mesmo incentivando a adoção tardia, como o grupo de São Paulo que faz um trabalho muito legal sobre esse tema.

Nas reuniões do Gaaso são realizadas palestras com promotores, juízes, psicólogos e, sempre que possível, são abordadas temáticas diferenciadas. "A gente tenta, mas como ainda é um grupo pequeno as pessoas acabam debatendo assuntos individuais", explica. Atualmente, as reuniões do Gaaso ocorrem sempre às terceiras terças-feiras do mês, às 20h, no colégio Objetivo (rua da Penha, 1.181, Centro, Sorocaba). Participam, em cada encontro, em média, de 8 a 10 pretendentes à adoção ou interessados no assunto.

Mudança de cultura

Na capital, o Gaasp - Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo lançou o projeto "Prolar - projeto específico para adoções necessárias", idealizado por Maria Antonieta Pisano Motta, coordenadora do Gaasp, que consiste desenvolver dentro dos habilitados aqueles que estão abertos às adoções necessárias, que são, além das crianças com mais idade, os grupos de irmãos, as questões interraciais e crianças com deficiência. Segundo Mônica Natale, membro fundador do grupo, o projeto foi encaminhado para a Coordenadoria da Infância e Juventude de São Paulo, foi aprovado e deverá ser implantado na região de Santo Amaro. "A gente está tentando verbas do Governo, mas esse projeto já foi feito somente com apoio de empresas e parceiros e deu certo", comenta. O foco do trabalho, segundo Natale, é a mudança de perfil e de toda uma cultura em torno da adoção. "Nos últimos cinco anos tivemos uma mudança de perfil de 20%. Em 2010 essa margem foi para 40% e em 2011 foi de 33%", comemora. O grupo atende em média, no pós-adotivo, por volta de 15 pessoas. Nas reunião mensais a presença é 80 pessoas, em média, além dos atendimentos particulares e por telefone. "A gente acaba preparando esses pretendentes e eles acabam adotando perfis que não eram o perfil de início, ou se era, se estavam abertos a uma adoção tardia, eles acabam de preparando melhor para isso, sempre no intuito de não haver devoluções", comenta. (Simone Sanches)

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