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16 de Agosto de 2012
TJ-MG abraça projeto Pai Presente
Há um ano, uma ação do Centro de Reconhecimento de Paternidade (CRP) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) auxilia famílias no reconhecimento de crianças por seus genitores, oferecendo aos filhos a oportunidade de ter o nome do pai no registro civil. É o programa Pai Presente, que vem transformando a vida das pessoas com celeridade, eficiência e simplicidade.
Conforme o juiz Fernando Humberto dos Santos, coordenador do CRP e titular da Vara de Registros Públicos de Belo Horizonte, o Pai Presente realiza exames de DNA pedidos por todas as varas mineiras e tem a meta de se expandir. A iniciativa foi um estímulo para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançasse programa homônimo, com base em listagens de alunos de escolas públicas cujos registros não continham o nome do pai.
Em Minas, o Pai Presente do CNJ, abarcado pelo TJMG, inicialmente visava a atender mais de 40 mil estudantes belo-horizontinos nessas condições. A lista foi elaborada por um censo escolar do Instituto Anísio Teixeira, do Ministério de Educação e Cultura, mas cedo se constatou que o universo de potenciais beneficiados era superior a essa cifra. "Com a divulgação do CRP, surgiu uma demanda espontânea, que já ultrapassou os números iniciais. Estima-se que exista mais que o dobro de alunos de escolas públicas na mesma situação", afirma o juiz.
Dois pilares
O magistrado esclarece que o Pai Presente se apoia em dois pilares: o Processo Judicial Eletrônico (Projudi) e o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG. Com o Projudi, evita-se o dispêndio de papel e ganha-se em agilidade, pois as informações são transmitidas por meio de documentos digitalizados. Já o Nupad assumiu a realização dos exames de DNA, procedimento exigido por alguns pais para reconhecerem seus filhos.
A equipe, treinada para tentar persuadir mães e pais relutantes a respeitar o direito dos filhos e para ouvir atentamente as demandas do público, já se habituou a ajudar a solucionar questões como erros no registro civil e retificação de documentos. "Não trabalhamos com o processo judicial, mas com questões administrativas, porém o leque de atividades está ficando cada vez mais variado. Os funcionários testemunham a satisfação dos usuários de nossos serviços", explica o juiz.
Apoio
Para o magistrado, o Pai Presente é uma iniciativa "simpática" aos olhos da população. Ele relata que a adesão da sociedade fica evidente na boa vontade dos cartórios para cooperar e nas palestras que ele é convidado a dar em escolas e associações.
Santos diz que outras parcerias com o poder público e com entidades internacionais seriam bem-vindas. Ele esclarece que está tentando viabilizar colaborações com faculdades de direito, psicologia e biomedicina para que estudantes possam trabalhar voluntariamente, e acrescentou que encaminhou o projeto ao presidente Herculano Rodrigues e à 3ª Vice-Presidência. A expectativa do magistrado é que o Pai Presente se torne o embrião de um programa ainda mais abrangente.
Com 24 anos de magistratura, o juiz avalia que demorou para compreender que o papel da Justiça não é limitar-se a agir apenas quando provocada. "Por muito tempo pensei, como vejo ocorrer com alguns colegas, que a prestação social não era função do Judiciário, mas é preciso reconhecer que todos temos uma hipoteca social que precisa ser resgatada", defende.
O endereço do Centro de Reconhecimento de Paternidade é praça Afonso Arinos, 200, 5º andar.
Conforme o juiz Fernando Humberto dos Santos, coordenador do CRP e titular da Vara de Registros Públicos de Belo Horizonte, o Pai Presente realiza exames de DNA pedidos por todas as varas mineiras e tem a meta de se expandir. A iniciativa foi um estímulo para que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançasse programa homônimo, com base em listagens de alunos de escolas públicas cujos registros não continham o nome do pai.
Em Minas, o Pai Presente do CNJ, abarcado pelo TJMG, inicialmente visava a atender mais de 40 mil estudantes belo-horizontinos nessas condições. A lista foi elaborada por um censo escolar do Instituto Anísio Teixeira, do Ministério de Educação e Cultura, mas cedo se constatou que o universo de potenciais beneficiados era superior a essa cifra. "Com a divulgação do CRP, surgiu uma demanda espontânea, que já ultrapassou os números iniciais. Estima-se que exista mais que o dobro de alunos de escolas públicas na mesma situação", afirma o juiz.
Dois pilares
O magistrado esclarece que o Pai Presente se apoia em dois pilares: o Processo Judicial Eletrônico (Projudi) e o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG. Com o Projudi, evita-se o dispêndio de papel e ganha-se em agilidade, pois as informações são transmitidas por meio de documentos digitalizados. Já o Nupad assumiu a realização dos exames de DNA, procedimento exigido por alguns pais para reconhecerem seus filhos.
A equipe, treinada para tentar persuadir mães e pais relutantes a respeitar o direito dos filhos e para ouvir atentamente as demandas do público, já se habituou a ajudar a solucionar questões como erros no registro civil e retificação de documentos. "Não trabalhamos com o processo judicial, mas com questões administrativas, porém o leque de atividades está ficando cada vez mais variado. Os funcionários testemunham a satisfação dos usuários de nossos serviços", explica o juiz.
Apoio
Para o magistrado, o Pai Presente é uma iniciativa "simpática" aos olhos da população. Ele relata que a adesão da sociedade fica evidente na boa vontade dos cartórios para cooperar e nas palestras que ele é convidado a dar em escolas e associações.
Santos diz que outras parcerias com o poder público e com entidades internacionais seriam bem-vindas. Ele esclarece que está tentando viabilizar colaborações com faculdades de direito, psicologia e biomedicina para que estudantes possam trabalhar voluntariamente, e acrescentou que encaminhou o projeto ao presidente Herculano Rodrigues e à 3ª Vice-Presidência. A expectativa do magistrado é que o Pai Presente se torne o embrião de um programa ainda mais abrangente.
Com 24 anos de magistratura, o juiz avalia que demorou para compreender que o papel da Justiça não é limitar-se a agir apenas quando provocada. "Por muito tempo pensei, como vejo ocorrer com alguns colegas, que a prestação social não era função do Judiciário, mas é preciso reconhecer que todos temos uma hipoteca social que precisa ser resgatada", defende.
O endereço do Centro de Reconhecimento de Paternidade é praça Afonso Arinos, 200, 5º andar.