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01 de Outubro de 2012
Arrependidas, 56 pessoas tentam anular casamento religioso em MT
Maioria pretende se casar de novo, segundo Tribunal Eclesiástico do estado.
Entre os motivos alegados estão traição, impotência sexual e ignorância.
Por traição, impotência sexual, ignorância e outros motivos, 56 pessoas tentam anular casamento religioso junto ao Tribunal Eclesiático Interdiocesano de Mato Grosso, que fica em Cuiabá. A maioria é mulher e pretende se casar de novo na Igreja Católica, de acordo com o padre Luiz Izidoro Molento, presidente da instituição. O processo de nulidade, que tramita em sigilo, pode demorar de um a três anos para ser concluído, dependendo da complexidade, como afirma o padre.
Segundo ele, desde que o Tribunal foi criado em Mato Grosso, em agosto de 2011, uma união foi considerada nula, um ano após a implantação da instituição. "Tem 15 em fase discussória, um passo para a fase final", disse, ao explicar que há casos de homens que se casam porque a mulher estava grávida e se sentiram na obrigação. "Há aqueles que se casam por imaturidade psicológica, sem pensar nas consequências, e quem casa por obrigação, só para dar satisfação para a família", enfatizou o padre ao G1.
Apesar de não constar como uma falha que pode levar à anulação, "a infidelidade é a prova de que a pessoa não queria se casar com a outra e como não queria se casar arrumou outra". Conforme o padre, durante a tramitação processual é dado o direito para que as duas partes se manifestem. No entanto, dependendo do caso, é concedida a anulação mesmo que uma delas não estiver de acordo. "É um direito de quem quer se separar", frisa.
Os interessados em anular o casamento vão desde pessoas que se casaram há menos de um ano, até quem já ficou mais de 20 anos casados. No entanto, a maioria é mulher. Das 56 pessoas, 34 são mulheres. A maioria, porém, já está divorciada e mora em casa separada.
Divorciado há mais de 20 anos, um advogado que preferiu não ter o nome divulgado é um dos que buscam anular o casamento após ter sido traído pela mulher depois de poucos meses de casamento. Ele disse ao G1 que se casou com 19 anos e que a mulher o traiu, mas que, mesmo perdoando a infidelidade, ela o deixou para ficar com outra pessoa, com quem se casou e teve filhos. "Já estou divorciado há 22 anos e quero anular o casamento para me casar de novo e constituir uma família, como prevê a lei de Deus", destacou.
No processo de declaração de nulidade são analisados 18 'defeitos' do casamento, de acordo com o padre Luiz Izidório. Entre eles, a impotência sexual; idade menor do que a permitida pela igreja, que é de 14 para mulher e 16 para homem; grau de parentesco; ignorância quanto ao matrimônio em si e honestidade pública, quando uma das partes mantém um concubinato notório e público.
Também é passiva de nulidade uma união com pessoas de religiões extremamente diferentes, como do judaísmo e islamismo, por exemplo. Além disso, podem ingressar com pedido de anulação alguém que tenha sido condenado por matar o marido da mulher apenas para concretizar o casamento.
Entre os motivos alegados estão traição, impotência sexual e ignorância.
Por traição, impotência sexual, ignorância e outros motivos, 56 pessoas tentam anular casamento religioso junto ao Tribunal Eclesiático Interdiocesano de Mato Grosso, que fica em Cuiabá. A maioria é mulher e pretende se casar de novo na Igreja Católica, de acordo com o padre Luiz Izidoro Molento, presidente da instituição. O processo de nulidade, que tramita em sigilo, pode demorar de um a três anos para ser concluído, dependendo da complexidade, como afirma o padre.
Segundo ele, desde que o Tribunal foi criado em Mato Grosso, em agosto de 2011, uma união foi considerada nula, um ano após a implantação da instituição. "Tem 15 em fase discussória, um passo para a fase final", disse, ao explicar que há casos de homens que se casam porque a mulher estava grávida e se sentiram na obrigação. "Há aqueles que se casam por imaturidade psicológica, sem pensar nas consequências, e quem casa por obrigação, só para dar satisfação para a família", enfatizou o padre ao G1.
Apesar de não constar como uma falha que pode levar à anulação, "a infidelidade é a prova de que a pessoa não queria se casar com a outra e como não queria se casar arrumou outra". Conforme o padre, durante a tramitação processual é dado o direito para que as duas partes se manifestem. No entanto, dependendo do caso, é concedida a anulação mesmo que uma delas não estiver de acordo. "É um direito de quem quer se separar", frisa.
Os interessados em anular o casamento vão desde pessoas que se casaram há menos de um ano, até quem já ficou mais de 20 anos casados. No entanto, a maioria é mulher. Das 56 pessoas, 34 são mulheres. A maioria, porém, já está divorciada e mora em casa separada.
Divorciado há mais de 20 anos, um advogado que preferiu não ter o nome divulgado é um dos que buscam anular o casamento após ter sido traído pela mulher depois de poucos meses de casamento. Ele disse ao G1 que se casou com 19 anos e que a mulher o traiu, mas que, mesmo perdoando a infidelidade, ela o deixou para ficar com outra pessoa, com quem se casou e teve filhos. "Já estou divorciado há 22 anos e quero anular o casamento para me casar de novo e constituir uma família, como prevê a lei de Deus", destacou.
No processo de declaração de nulidade são analisados 18 'defeitos' do casamento, de acordo com o padre Luiz Izidório. Entre eles, a impotência sexual; idade menor do que a permitida pela igreja, que é de 14 para mulher e 16 para homem; grau de parentesco; ignorância quanto ao matrimônio em si e honestidade pública, quando uma das partes mantém um concubinato notório e público.
Também é passiva de nulidade uma união com pessoas de religiões extremamente diferentes, como do judaísmo e islamismo, por exemplo. Além disso, podem ingressar com pedido de anulação alguém que tenha sido condenado por matar o marido da mulher apenas para concretizar o casamento.