Notícias
21 de Dezembro de 2004
Clipping - Jornal Hoje - Sem registro
Milhares de pais ainda deixam de registrar os filhos logo após o nascimento. Os números são de uma pesquisa divulgada hoje pelo Ibge.
O número de divórcios separações no país cresceu em quase 50% no ano passado. Já os casamentos tiveram um aumento de menos de 1%.
Aos oito meses de gravidez, a adolescente Vânia, de 16 anos, quer para filho o que ela própria não teve: um nome registrado em uma certidão de nascimento.
"Quando eu nasci minha mãe não quis registrar. Eu já deixei de fazer muita coisa por causa do registro", diz ela.
Segundo o IBGE, a situação em que Vânia se encontra vem diminuindo no Brasil nos últimos dez anos.
Em 1993, a estimativa é a de que 23,4% dos nascimentos tenham ficado sem registro. Em 2003, o percentual caiu para 21,6%, mas os técnicos do Ibge ainda consideram o número alto, principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil.
"São pessoas invisíveis que nascem morrem sem exercer a cidadania", diz Antonio Tadeu Oliveira, coordenador de estatísticas do Ibge.
Vânia também faz parte de um grupo que aumentou na última década. Segundo o Ibge, hoje no Brasil, de cada dez crianças que nascem, duas são filhas de mães com menos de 20 anos.
Em 1993, 17,3% dos bebês nasceram de mães com até 20 anos. Em 2003, o número subiu para 20,8%.
Se a quantidade de casamentos se manteve próxima das 750 mil cerimônias, em 1993 e 2003, as separações aumentaram.
Em 1993, foram 182,7 mil. Em 2003, os casamentos desfeitos somaram 241,9 mil. "O maior número de pedidos é feito pelas mulheres que não estão satisfeitas na união e se separam porque tem condições de se manter sozinha", explica Oliveira.
O número de divórcios separações no país cresceu em quase 50% no ano passado. Já os casamentos tiveram um aumento de menos de 1%.
Aos oito meses de gravidez, a adolescente Vânia, de 16 anos, quer para filho o que ela própria não teve: um nome registrado em uma certidão de nascimento.
"Quando eu nasci minha mãe não quis registrar. Eu já deixei de fazer muita coisa por causa do registro", diz ela.
Segundo o IBGE, a situação em que Vânia se encontra vem diminuindo no Brasil nos últimos dez anos.
Em 1993, a estimativa é a de que 23,4% dos nascimentos tenham ficado sem registro. Em 2003, o percentual caiu para 21,6%, mas os técnicos do Ibge ainda consideram o número alto, principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil.
"São pessoas invisíveis que nascem morrem sem exercer a cidadania", diz Antonio Tadeu Oliveira, coordenador de estatísticas do Ibge.
Vânia também faz parte de um grupo que aumentou na última década. Segundo o Ibge, hoje no Brasil, de cada dez crianças que nascem, duas são filhas de mães com menos de 20 anos.
Em 1993, 17,3% dos bebês nasceram de mães com até 20 anos. Em 2003, o número subiu para 20,8%.
Se a quantidade de casamentos se manteve próxima das 750 mil cerimônias, em 1993 e 2003, as separações aumentaram.
Em 1993, foram 182,7 mil. Em 2003, os casamentos desfeitos somaram 241,9 mil. "O maior número de pedidos é feito pelas mulheres que não estão satisfeitas na união e se separam porque tem condições de se manter sozinha", explica Oliveira.