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14 de Março de 2014
TJ-PR: Projeto Justiça no Bairro devolve cidadania a morador de rua
Essa semana o Paraná se emocionou com a história de um morador de rua que teve seus documentos furtados e, por isso, continuava obrigado a viver à margem da sociedade. Éder da Silva fez de morada uma marquise na Avenida Sete de Setembro, no centro de Curitiba. Ali ele acomodou todos os pertences dele: um colchão estendido sobre um tapete, uma cadeira usada como criado-mudo e guarda-roupa, e vários livros dispostos com cuidado ao lado da Bíblia Sagrada.
A organização e asseio de Éder com aquele pedaço de calçada que ele chamava carinhosamente de "lar" durante cinco meses, chamou a atenção dos comerciantes e locais e da imprensa. O caso ganhou repercussão e várias pessoas tentaram ajudá-lo, mas as tentativas esbarravam na falta dos documentos.
Foi aí que a situação dele chegou ao conhecimento do Projeto Justiça do Bairro, coordenado pela desembargadora Joeci Machado Camargo. "Eu tive conhecimento dessa situação através de uma assessora do Ministério Público que trabalha no Centro de Atendimento e Conciliação do Justiça no Bairro, que viu a história na imprensa e foi até o local para averiguar a situação e fazer a coleta dos dados dele", conta a desembargadora Joeci.
Com os dados em mãos, rapidamente a magistrada determinou que fosse feita a busca do cartório onde Éder tinha sido registrado. "Tão logo descobrimos que o assento do registro de nascimento dele se encontrava no 2º Ofício de Londrina, eu determinei, por intermédio do Justiça no Bairro, que fosse providenciada uma segunda via do documento e encaminhada para a Secretaria do Projeto", explica Joeci.
Com a certidão, o Tribunal de Justiça foi até onde ele se encontrava para leva-lo ao Instituto de Identificação para dar entrada na Carteira de Identidade. "Quando mostramos a ele a certidão, a primeira reação de Éder foi a desconfiança. Ele não acreditou que aquilo tudo fosse verdade. Quando ele reconheceu a assessora que havia falado com ele dias antes, se emocionou dizendo que já tinha perdido a esperança de que o Poder Público pudesse fazer alguma coisa por ele", narra a coordenadora.
O Projeto Justiça no Bairro leva atendimento jurídico à população economicamente vulnerável desde o ano de 2003, com atividade jurisdicional descentralizada tem o objetivo principal de garantir o efetivo exercício da cidadania. "Hoje o Tribunal de Justiça cumpriu o seu papel social, devolvendo a cidadania a alguém que estava excluído da sociedade", conclui Joeci Machado Camargo.
A organização e asseio de Éder com aquele pedaço de calçada que ele chamava carinhosamente de "lar" durante cinco meses, chamou a atenção dos comerciantes e locais e da imprensa. O caso ganhou repercussão e várias pessoas tentaram ajudá-lo, mas as tentativas esbarravam na falta dos documentos.
Foi aí que a situação dele chegou ao conhecimento do Projeto Justiça do Bairro, coordenado pela desembargadora Joeci Machado Camargo. "Eu tive conhecimento dessa situação através de uma assessora do Ministério Público que trabalha no Centro de Atendimento e Conciliação do Justiça no Bairro, que viu a história na imprensa e foi até o local para averiguar a situação e fazer a coleta dos dados dele", conta a desembargadora Joeci.
Com os dados em mãos, rapidamente a magistrada determinou que fosse feita a busca do cartório onde Éder tinha sido registrado. "Tão logo descobrimos que o assento do registro de nascimento dele se encontrava no 2º Ofício de Londrina, eu determinei, por intermédio do Justiça no Bairro, que fosse providenciada uma segunda via do documento e encaminhada para a Secretaria do Projeto", explica Joeci.
Com a certidão, o Tribunal de Justiça foi até onde ele se encontrava para leva-lo ao Instituto de Identificação para dar entrada na Carteira de Identidade. "Quando mostramos a ele a certidão, a primeira reação de Éder foi a desconfiança. Ele não acreditou que aquilo tudo fosse verdade. Quando ele reconheceu a assessora que havia falado com ele dias antes, se emocionou dizendo que já tinha perdido a esperança de que o Poder Público pudesse fazer alguma coisa por ele", narra a coordenadora.
O Projeto Justiça no Bairro leva atendimento jurídico à população economicamente vulnerável desde o ano de 2003, com atividade jurisdicional descentralizada tem o objetivo principal de garantir o efetivo exercício da cidadania. "Hoje o Tribunal de Justiça cumpriu o seu papel social, devolvendo a cidadania a alguém que estava excluído da sociedade", conclui Joeci Machado Camargo.