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06 de Maio de 2014

G1: Duas mulheres conseguem registrar recém-nascida com nome das mães

Em Goiânia, duas mulheres lutaram para que a filha, Helena, fosse registrada no nome das duas mães.

Helena nasceu da história de amor de duas mulheres, que sempre lutaram pelo reconhecimento da relação. Para casar, Thaise e Michelle tiveram que recorrer à Justiça. Depois, para gerar Helena do jeito que sonhavam, foi outra briga na Justiça e no Conselho Regional de Medicina. "Eu doando o óvulo e ela fazendo a gestação, uma união mesmo", conta Michelle Prudente, assistente administrativa.

No fim da gestação elas voltaram ao fórum, pois queriam a filha tivesse o nome das duas. Mais uma vez tiveram apoio.

Assim como qualquer outra família, depois do nascimento do bebê, Michelle foi ao cartório de Goiânia para registrar a filha. A diferença é que na certidão de nascimento estão os nomes das duas mães, como determina a Justiça de Goiás.
No lugar de pai e mãe, apenas a palavra filiação, e em vez de avós paternos e maternos, apenas avós.
Para Chyntia Barcellos, vice-presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da OAB, a decisão da Justiça goiana é um avanço que poderá beneficiar outros casais homoafetivos. "É um marco rumo à pluralidade das famílias e, com certeza, este fato servirá de entendimento pra outros juízes com outros casos semelhantes".
"Agora ela é sujeito da história da nossa família. Sujeito da história de um país mais tolerante. Então agora, legítimo, legitimada: é nossa filha", comemora Thaise.

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