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22 de Maio de 2014
A Tribuna de Santos: Em pouco mais de um ano, cartórios registram 25 casamentos homossexuais
Pouco mais de um ano após a oficialização do casamento homossexual no Estado de São Paulo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os dois cartórios de Registro Civil de Santos realizaram 25 uniões entre pessoas do mesmo sexo no período de março de 2013 até hoje. Foram 10, sendo oito do sexo feminino e dois do masculino, no 1º Subdistrito, localizado na Rua Amador Bueno, no Centro da Cidade, e 15 no 2º, que fica na Avenida Washington Luiz.
Diante do preconceito ainda existente na sociedade, os números são expressivos, mas ainda estão longe de atingir a quantidade de uniões heterossexuais. Em Santos, por exemplo, enquanto 25 homossexuais decidiram oficializar a relação entre março de 2013 e este mês, 1.150 casais heteros disseram "sim" diante do Juiz de Paz.
Nos demais estados do País, a permissão do casamento gay aconteceu um pouco mais tarde, dois meses depois, em maio, justamente naquele que é considerado o mês das noivas. Na ocasião, o Distrito Federal chegou a registrar 18 uniões homoafetivas.
No prazo de um ano, foram 130 casamentos. O levantamento foi feito pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-Br) com dados dos 12 cartórios de Registro Civil.
Já em São Paulo, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) contabilizou, em março último, 701 casamentos homossexuais, realizados em 58 cartórios da capital paulista durante um ano.
Casal de São Vicente
Roberto César Ferreira, de 27 anos, foi um dos que oficializou o seu relacionamento com Lucas César Ferreira, de 21 anos, em março deste ano, em São Vicente. Juntos há 1 anos, eles sempre tiveram planos de se casar. Com a decisão do CNJ, era chegado o momento do sonho se transformar em realidade.
"Casamos no cartório, fizems um almoço em casa e depois seguimos para a nossa lua de mel em Maresia (litoral norte do Estado). Contamos com a participação de toda a família e amigos", afirmou Roberto Ferreira, que não sofreu preconceito no meio social em que vive.
A única discriminação foi percebida no dia de marcar a data do casamento, no cartório. "Sofremos preconceito de outros casais (heterossexuais) que também estavam agendando o casamento. Ouvimos eles comentando que 'aquilo era um absurdo'", destacou.
Após a união, o próximo passo é adotar uma criança. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levou o casal a trocar alianças. "A ideia é adotar nos próximos três ou cinco anos. Com a oficialização, fica mais fácil de conseguir", disse Roberto, satisfeito com a decisão do Conselho de Justiça. "Ficamos bem contentes, pois foi uma oportunidade de sermos iguais a todo mundo. Casamos com os mesmos direitos de todos".
por Lyne Santos
Diante do preconceito ainda existente na sociedade, os números são expressivos, mas ainda estão longe de atingir a quantidade de uniões heterossexuais. Em Santos, por exemplo, enquanto 25 homossexuais decidiram oficializar a relação entre março de 2013 e este mês, 1.150 casais heteros disseram "sim" diante do Juiz de Paz.
Nos demais estados do País, a permissão do casamento gay aconteceu um pouco mais tarde, dois meses depois, em maio, justamente naquele que é considerado o mês das noivas. Na ocasião, o Distrito Federal chegou a registrar 18 uniões homoafetivas.
No prazo de um ano, foram 130 casamentos. O levantamento foi feito pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-Br) com dados dos 12 cartórios de Registro Civil.
Já em São Paulo, a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) contabilizou, em março último, 701 casamentos homossexuais, realizados em 58 cartórios da capital paulista durante um ano.
Casal de São Vicente
Roberto César Ferreira, de 27 anos, foi um dos que oficializou o seu relacionamento com Lucas César Ferreira, de 21 anos, em março deste ano, em São Vicente. Juntos há 1 anos, eles sempre tiveram planos de se casar. Com a decisão do CNJ, era chegado o momento do sonho se transformar em realidade.
"Casamos no cartório, fizems um almoço em casa e depois seguimos para a nossa lua de mel em Maresia (litoral norte do Estado). Contamos com a participação de toda a família e amigos", afirmou Roberto Ferreira, que não sofreu preconceito no meio social em que vive.
A única discriminação foi percebida no dia de marcar a data do casamento, no cartório. "Sofremos preconceito de outros casais (heterossexuais) que também estavam agendando o casamento. Ouvimos eles comentando que 'aquilo era um absurdo'", destacou.
Após a união, o próximo passo é adotar uma criança. Esse foi, inclusive, um dos motivos que levou o casal a trocar alianças. "A ideia é adotar nos próximos três ou cinco anos. Com a oficialização, fica mais fácil de conseguir", disse Roberto, satisfeito com a decisão do Conselho de Justiça. "Ficamos bem contentes, pois foi uma oportunidade de sermos iguais a todo mundo. Casamos com os mesmos direitos de todos".
por Lyne Santos