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14 de Março de 2005
Arpen-SP na Folha de São Paulo - Acesso a países incentiva mudança
Entre as facilidades proporcionadas pela adoção do sobrenome da mulher está a possibilidade de conseguir entrar em países europeus ou asiáticos. Foi o que pensaram o mecânico Everson de Amorim Araújo Saettini, 27, e o vendedor Deverson Terceiro Lourenço Higashi, 18.
"Como a família dela [Leni Regina de Barros Saettini, 25, publicitária] é muito tradicional, para evitar confusão, coloquei o nome dela no meu. Como ela é descendente de italianos, é mais fácil ingressar [na Itália] porque ela tem parentes lá. Então até para conseguir o visto é mais fácil."
Deverson Higashi é aficionado pela cultura oriental e pretende seguir a mulher, Vanda Marie Higashi, 24, bióloga, quando ela for ao Japão. "Resolvi acrescentar [o sobrenome] para tentar o visto e porque sempre gostei da cultura [japonesa]. Coleciono revistas de mangá e até meus e-mails tinham sobrenomes japoneses."
A parte inconveniente, para o casal, é a documentação. "Esse novo nome tem que ser assumido em todos os documentos, no banco, em tudo. As pessoas têm um trabalho. Dá uma dorzinha de cabeça, um transtorno", afirma Rodrigo Valverde Dinamarco, oficial de registro civil.
Força paterna
O pastor evangélico Deiá de Andrade já celebrou cerca de 180 casamentos. Só em um deles o noivo preferiu adotar o nome da mulher, "por achar legal". Talvez a explicação para a pouca receptividade masculina, diz o pastor, seja a regulamentação recente.
"Se pensarmos em todos os sobrenomes, eles vêm do pai. O patronímico é sempre uma herança e uma marca de uma filiação paterna. Muitas vezes a família precisa de um homem para levar o nome adiante como uma forma de fantasia da família continuar simbolicamente através da continuidade do nome", afirma a psicanalista Walkiria Helena Grant, do Instituto de Psicologia da USP.
Frases
Nunca pensei em não colocar o nome dele. A gente fala que a família é pequena, mas é a família Antelmi. Quero que meus filhos tenham o mesmo nome"
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PRISCILA BRIGAGÃO ANTELMI
publicitária
"Queria colocar o nome dela. Não mudei porque o funcionário do cartório disse que tinha uma taxa"
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GUSTAVO ANTELMI
publicitário
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Autor: Da Agência Folha, em Santos - da Coordenadora Assistente da Agência Folha
"Como a família dela [Leni Regina de Barros Saettini, 25, publicitária] é muito tradicional, para evitar confusão, coloquei o nome dela no meu. Como ela é descendente de italianos, é mais fácil ingressar [na Itália] porque ela tem parentes lá. Então até para conseguir o visto é mais fácil."
Deverson Higashi é aficionado pela cultura oriental e pretende seguir a mulher, Vanda Marie Higashi, 24, bióloga, quando ela for ao Japão. "Resolvi acrescentar [o sobrenome] para tentar o visto e porque sempre gostei da cultura [japonesa]. Coleciono revistas de mangá e até meus e-mails tinham sobrenomes japoneses."
A parte inconveniente, para o casal, é a documentação. "Esse novo nome tem que ser assumido em todos os documentos, no banco, em tudo. As pessoas têm um trabalho. Dá uma dorzinha de cabeça, um transtorno", afirma Rodrigo Valverde Dinamarco, oficial de registro civil.
Força paterna
O pastor evangélico Deiá de Andrade já celebrou cerca de 180 casamentos. Só em um deles o noivo preferiu adotar o nome da mulher, "por achar legal". Talvez a explicação para a pouca receptividade masculina, diz o pastor, seja a regulamentação recente.
"Se pensarmos em todos os sobrenomes, eles vêm do pai. O patronímico é sempre uma herança e uma marca de uma filiação paterna. Muitas vezes a família precisa de um homem para levar o nome adiante como uma forma de fantasia da família continuar simbolicamente através da continuidade do nome", afirma a psicanalista Walkiria Helena Grant, do Instituto de Psicologia da USP.
Frases
Nunca pensei em não colocar o nome dele. A gente fala que a família é pequena, mas é a família Antelmi. Quero que meus filhos tenham o mesmo nome"
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PRISCILA BRIGAGÃO ANTELMI
publicitária
"Queria colocar o nome dela. Não mudei porque o funcionário do cartório disse que tinha uma taxa"
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GUSTAVO ANTELMI
publicitário
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
Autor: Da Agência Folha, em Santos - da Coordenadora Assistente da Agência Folha