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08 de Setembro de 2014

Especial Arpen-SP 20 anos: A criação das Diretorias Regionais

Em 2002, a Associação dos Registradores das Pessoas Nascidas em São Paulo (Arpen-SP) continuava crescendo e inovando nos serviços prestados para o Registro Civil em São Paulo. Entretanto, para os registradores do interior do Estado era difícil conseguir se atualizar em todas as propostas e medidas da entidade. A distância entre a capital e os municípios interioranos era um empecilho para que a prestação de serviços registrais avançasse de forma homogênea. Para resolver o problema, no mesmo ano, a Arpen-SP instituiu de maneira inovadora as Diretorias Regionais, que até hoje são o braço da associação em todos os quadrantes do Estado.

A divisão do Estado em 15 regionais, cada uma delas representada por um diretor responsável, foi ideia do presidente da Arpen-SP na época, o hoje Tabelião de Notas Mateus Brandão Machado. A criação das diretorias foi impulsionada pela necessidade de informatização de todos os cartórios de Registro Civil de São Paulo, para que estes fossem integrados à intranet. Segundo Mateus Brandão Machado, "é importante ter uma liderança próxima. Antes tudo ficava muito centralizado na Capital. Então liguei para os Oficiais de cada região, de preferência os da sede e os convidei para serem Diretores Regionais. Em 15 dias isso já estava pronto e alguns diretores estão até hoje no cargo", lembrou o ex-presidente.

É o caso do Oficial Sebastião Santos da Silva, que desde 2002 é diretor da Regional de Sorocaba. "Naquele primeiro momento[nos primórdios da criação da Arpen-SP], as reuniões, palestras e instruções, por força das circunstâncias, eram quase restritas à Capital. Uma Associação paralela de registradores chegou até a ser criada com o intuito de valorizar o interior. Essa associação, apesar da boa intenção, foi absorvida pela Arpen-SP, pois a interiorização veio à tona com a criação das Diretorias Regionais", explicou o Oficial.

Para demarcar as divisões regionais, a Arpen-SP seguiu o modelo que já era adotado pelo Estado de São Paulo e, em um primeiro momento, ficou estabelecida a seguinte diretoria:

Região de São Paulo: Mateus Machado Brandão, Baixada Santista: Nélson Hidalgo Molero, Sorocaba: Sebastião Santos da Silva, São José dos Campos: Gilberto Motta Simões, Registro: Antônio José Alves, Marília: Antônio Francisco Parra, Bauru: Ademílson Luiz Mendes Novelli, Central do Estado: Sinval de Oliveira Salvador, Ribeirão Preto: Ademar Custódio, São José do Rio Preto: Jacyloé Emanuel Gonçalves Freire, Presidente Prudente: Plínio Alessi, Araçatuba: Sílvia Guarinon Corrêa Lodi , Campinas: José Emygdio de Carvalho Filho, Barretos: José Geraldo Spínola Guimarães e Franca: William Furlani.

Feita a divisão do Estado, os Diretores Regionais se tornaram representantes dos associados de sua região. "O Diretor Regional passou a ser o porta voz, aquele que comparecia às reuniões mensais e levava as reivindicações da classe até a diretoria, trazendo as respostas", comenta Antônio Francisco Parra, que também está desde 2002 na Diretoria da Regional de Marília.

Consequentemente, também coube a cada um dos novos diretores a responsabilidade de garantir a atualização e a informatização em todos os cartórios pertencentes à localidade. "Liguei aos colegas comunicando minha indicação como diretor e me colocando à disposição. Elaborei um cadastro de endereços e telefones para indagar as dificuldades de cada cartório. Na época nem todas as serventias tinham acesso à internet. Os e-mails não eram tão difundidos e divulgados como são nos dias atuais", explica Parra.

Para a ex-Diretora da Regional de Vale do Ribeira, Maria do Socorro Lima de Queiroz, as regionais aproximaram os registradores. "A criação das regionais trouxe a união para a classe e aproximou os colegas da região, criando um vínculo de amizade e solidariedade entre todos os registradores", disse. Já para Nélson Hidalgo, diretor da Regional de Santos e ex-presidente da Arpen-SP, as regionais ajudaram a expandir a qualificação dos serviços registrais. "A criação das regionais foi de suma importância para os pequenos cartórios do Estado e também foi fundamental para o desenvolvimento e ampliação do campo de atuação da Arpen-SP", disse.

Além de priorizar a integração e modernização dos cartórios e a implantação da intranet, a criação das Diretorias Regionais também foi importante para atualizar os registradores do interior de São Paulo. Os Diretores Regionais se mobilizaram para trazer cursos, eventos e reuniões da entidade para suas regiões. "A Arpen-SP se aproximou dos Oficiais que eram impossibilitados de se deslocarem para a Capital e, com certa liderança do Diretor Regional, todos puderam começar a participar de reuniões e cursos", disse Sebastião Santos da Silva. "Pude sentir isso de forma bastante direta, pois a partir do momento em que fui escolhido para ser Diretor da Regional de Sorocaba, tive a honra de colaborar e participar das iniciativas", completa o Oficial.

Para Sílvia Guarinon Corrêa Lodi , diretora da Regional de Araçatuba, "as diretorias regionais foram criadas para facilitar o intercâmbio entre os cartórios de cada comarca". A Oficiala considera o trabalho de liderança da diretoria como essencial para expandir o conhecimento entre a classe. "Devido ao trabalho contínuo e intenso dos cartórios algumas dúvidas podem surgir, especialmente entre os colegas mais novos da nossa região. Por isso, as diretorias regionais tem a sua importância, pois devem estar sempre prontas para dirimir as dúvidas que, por acaso, existam", disse.

Em 12 anos, diversos cursos foram difundidos pela Arpen-SP, garantindo a qualificação dos registradores. "Foram realizados diversos cursos, tais como reconhecimento de firma e autenticação, grafotécnica, qualidade ao atendimento, formação de escreventes e auxiliares, cursos de nascimento, casamento, óbito, procuração e tantos outros, aplicados por abnegados colegas", relembra Antônio Francisco Parra. "Lembro-me que o 1º Simpósio do Registro Civil foi realizado aqui em Marília, com a presença de toda a diretoria executiva e de ilustres palestrantes", completa o Oficial.

As necessidades específicas dos cartórios de cada região passaram a ser ouvidas e discutidas nas Reuniões Regionais, garantindo um aumento da interação entre todos os registradores. "O pessoal começou a participar mais ativamente das reuniões, principalmente para tirar dúvidas e trocar experiências", relembra Maria do Socorro Lima. O caráter de interação social também é destacado pela Oficiala Sílvia Lodi. "Além de nos aprimorarmos, os cursos também são importantes para revermos os colegas mais antigos e conhecermos os novos que estão chegando", comenta.


As Visitas Regionais

Posteriormente, a Arpen-SP também iniciou as Visitas Regionais, ocasiões em que os diretores regionais, durante uma semana, visitavam todas as serventias localizadas dentro da região em que eram designados como responsáveis. Também foram desenvolvidas revistas especiais focadas inteiramente nas visitas. A primeira edição, lançada em 2004, foi conduzida pelo diretor da Regional de Marília, Antônio Francisco Parra.


"Neste período que estou como diretor regional, tive a oportunidade de percorrer aproximadamente 1.700 km com o jornalista Alexandre, da Arpen-SP. Durante uma semana, visitamos praticamente todas as 50 cidades e cartórios da Regional", relembra o Oficial. "Quando aconteciam as visitas, os colegas podiam ter o contato mais próximo com o presidente e com sua diretoria. E após a reunião, sempre havia um encontro alegre e festivo, de confraternização, onde os colegas podiam se conhecer melhor. Também nessas reuniões, os diretores das demais regionais trocavam ideias e experiências. São boas as lembranças dessas reuniões", complementa.

O periódico era dividido em capítulos descrevendo todos os dias de visitas e mostrando fotos de todos os cartórios pertencentes às regionais. Em relação ao conteúdo informativo, a revista mostrava a história das cidades, curiosidades locais, pontos turísticos existentes e personalidades que nasceram na região. Segundo Maria do Socorro Lima, participante do especial da Regional do Vale do Ribeira em 2006, as visitas proporcionam interação e conhecimento. "Além de ser gostoso conhecer as pessoas e os locais visitados, também vimos de perto as dificuldades e condições reais de cada serventia. Isso foi muito importante porque eles sentiram a presença da Arpen-SP atuando e dando um suporte técnico para eles", disse.


Para Antônio Francisco Parra, a experiência foi importante, pois proporcionou uma aproximação entre os registradores. "Foi gratificante este contato com os colegas, conhecendo as instalações das serventias, o zelo na prática dos atos e suas dificuldades. Uma coisa é você falar com o colega pelo telefone, ouvir suas reivindicações e suas queixas. Outra coisa é você estar presente e ver aquilo que ele está lhe relatando in loco", explica Parra. O oficial também enaltece todas as melhoras surgidas com a criação das regionais. "Quero agradecer a Arpen-SP por ter me dado essa oportunidade de vivenciar com meus colegas durante todo esse período, fazendo com que nossa amizade crescesse e também nossos conhecimentos se expandissem, visto que quando trocamos experiências o conhecimento sempre evolui", finaliza o Oficial.


Novas Visitas Regionais


Com o objetivo de auxiliar os cartórios do interior, o presidente da Arpen-SP, Ademar Custódio, anunciou que a Associação organizará novas visitas regionais pelo Estado de São Paulo. Ribeirão Preto foi a primeira regional a receber as visitas. Em seguida será a vez da Regional de São José do Rio Preto. "Fico feliz em ver as serventias bem conservadas, e com o aumento da complementação dos cartórios deficitários, as instalações estarão ainda melhores", comenta Ademar Custódio. O presidente da Arpen-SP também considera importante a socialização entre os registradores. "É uma visita de colega para colega e somos sempre bem recepcionados pelos oficiais e funcionários", completa.


Veja as 16 Diretorias Regionais da Arpen-SP:


Araçatuba: Silvia Guarinon Corrêa Lodi

Araraquara: Alberto Scarpa Varanda

Barretos: Gláucia Fabrini Cruger

Bauru: Alexandre Mateus de Oliveira

Campinas: João Francisco Barelli

Franca: Maria Salete Gomes Teixeira
Itapeva: José Marcelo Malta

Marília: Francisco Parra

Presidente Prudente: Izaías Gomes Ferro Júnior

Ribeirão Preto: Leonardo Munari de Lima

Santos: Nélson Hidalgo Molero

São José dos Campos: Marcello Verderamo

São José do Rio Preto: Matheus Bressani Barbosa

São Paulo: Gilce Galindo de Lima

Sorocaba: Sebastião Santos da Silva

Vale do Ribeira: Luana Varzella Mimary Nassaro

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