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18 de Março de 2005

Clipping - Empresas & Negócios: "Mutirão em Campinas marca início dos exames de DNA"

As Secretarias do Estado da Saúde e da Justiça iniciam, neste sábado, dia 19, parceria para zerar a demanda por exames de paternidade por DNA no interior do estado. O Hospital das Clínicas de Campinas, da Secretaria do de Estado de Saúde, será o primeiro a realizar, das 8h às 17h, mutirão de atendimento a famílias que aguardam pelo teste.
Neste mutirão de Campinas serão atendidas 250 famílias. Outros mutirões, programados para 10 de abril, 7 de maio e 25 de junho, devem acabar com a espera de 2.730 famílias na região. Em seis meses, hospitais de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté também realizarão a coleta de sangue para identificação de paternidade por meio de teste de DNA.
"A idéia é fazer mutirões para acabar ou diminuir bem a fila nestas regiões, para que a seguir a coleta entre em um ritmo normal, sem grande espera", afirma Antônio Carlos Nasi, coordenador do projeto na Secretaria da Saúde. A próxima cidade a começar os exames será Sorocaba, com um mutirão marcado para os dias 14 e 15 de maio, para atender a uma demanda reprimida de 1.600 famílias. Para as outras cidades as datas ainda estão sendo definidas.
Saúde e Justiça têm funções definidas na parceria. A Saúde disponibilizará as dependências físicas dos hospitais e o pessoal qualificado para coletar e encaminhar as amostras de sangue para exame. À Justiça caberá agendar os exames, fornecer o material, dar apoio técnico e logístico, analisar as amostras e emitir os laudos de perícia por intermédio do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc).
Com esta medida a expectativa é beneficiar famílias carentes que procuram pelo atendimento da Procuradoria de Assistência Judiciária e não têm recursos para custear os exames de teste de paternidade em clínicas particulares (o custo médio é de R$ 1.000). Os pedidos de exame são encaminhados ao Imesc pela procuradoria. Antes do convênio, todos os solicitantes de exames de paternidade tinham de se deslocar até a sede do Instituto, situada na capital.
O sangue será coletado com uma técnica prática. A amostra será colhida em um cartão, que vai guardar a gota de sangue retirada a partir de um furo no dedo do usuário.
A nova tecnologia aplicada no laboratório do Imesc também permitirá o aumento da capacidade de emissões de laudos. Hoje, são expedidos, em média, 1.200 laudos por mês. A meta é, até o final do ano, fornecer 6.000 laudos por mês, acabando com a demanda reprimida e reduzindo o tempo de espera para dois meses (SP notícias).

Fonte: Empresas & Negócios

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