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18 de Março de 2005
Clipping - Jornal do Brasil: "Quase 350 correm para regularização"
Ansiedade, perguntas e disposição marcaram a ação do projeto Pai-Legal na Escola, realizada pela Promotoria de Defesa da Filiação (Profide) do Ministério Público do DF, ontem, na Vila Estrutural. Cerca de 340 mães, pais e avós estavam dispostos a regularizar a documentação dos alunos, mais especificamente, a certidão de nascimento.
Desde 1992, com a publicação da Lei nº 8.560, todas as crianças passaram a ter direito ao reconhecimento de paternidade. Foi para garantir esse direito que Merivalda Santana Santos compareceu ontem debaixo de chuva ao atendimento na Casa de Cultura da Vila Estrutural com a certidão dos três netos, cujo pai desapareceu desde dezembro do ano passado, tendo registrado somente Fábio Santana da Costa, de um ano e oito meses. Os outros dois, de cinco e três anos, não têm o nome do pai na certidão. A filha está presa e Merivalda enfrenta dificuldades para cuidar dos netos. Quer, além do reconhecimento, uma pensão. "Não tem nada mais justo. Ele [pai das crianças]tem uma filha que ganha tudo de marca e os daqui nem coisa da feira tem", reclama Merivalda. Já Maria Oneide de Carvalho quer o nome do pai, que está preso, na certidão dos filhos, de seis e oito anos.
De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Simone Magalhães Coelho, funcionária do MP, em muitos casos o pai vem junto com a mãe e facilita o trabalho do Ministério Público, como no caso de Messias, de 4 anos, que estava com o pai, Antônio Félix da Cunha. "Quero resolver isso rápido", disse o pai que, em 30 dias, terá a nova certidão do filho em mãos.
No caso de Paulo César Bonifácio Pinto, o pai não está presente mas a mãe Eunice aguardava há 12 anos, idade do filho, uma oportunidade para mudar essa situação. Paulo trouxe do colégio onde estuda, no Guará, o papel de que sua mãe precisava e agora torce para obter nova certidão de nascimento. "Minha mãe sempre falava do meu pai, acho que vai ser bom encontrá-lo, espero que mude alguma coisa", diz Paulo.
Na última edição do projeto Pai- Legal, no Paranoá, em outubro de 2004, mais de 500 mães apareceram e mais de 300 pedidos de DNA ainda tramitam em processos do MP. O próximo atendimento está previsto para acontecer, em maio, no Recanto das Emas. A coordenadora Maria Simone alerta para a importância das mães levarem informações e a qualificação do suposto pai, para que o Ministério Público possa fazer a sua parte.
Fonte: Jornal do Brasil
Desde 1992, com a publicação da Lei nº 8.560, todas as crianças passaram a ter direito ao reconhecimento de paternidade. Foi para garantir esse direito que Merivalda Santana Santos compareceu ontem debaixo de chuva ao atendimento na Casa de Cultura da Vila Estrutural com a certidão dos três netos, cujo pai desapareceu desde dezembro do ano passado, tendo registrado somente Fábio Santana da Costa, de um ano e oito meses. Os outros dois, de cinco e três anos, não têm o nome do pai na certidão. A filha está presa e Merivalda enfrenta dificuldades para cuidar dos netos. Quer, além do reconhecimento, uma pensão. "Não tem nada mais justo. Ele [pai das crianças]tem uma filha que ganha tudo de marca e os daqui nem coisa da feira tem", reclama Merivalda. Já Maria Oneide de Carvalho quer o nome do pai, que está preso, na certidão dos filhos, de seis e oito anos.
De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Simone Magalhães Coelho, funcionária do MP, em muitos casos o pai vem junto com a mãe e facilita o trabalho do Ministério Público, como no caso de Messias, de 4 anos, que estava com o pai, Antônio Félix da Cunha. "Quero resolver isso rápido", disse o pai que, em 30 dias, terá a nova certidão do filho em mãos.
No caso de Paulo César Bonifácio Pinto, o pai não está presente mas a mãe Eunice aguardava há 12 anos, idade do filho, uma oportunidade para mudar essa situação. Paulo trouxe do colégio onde estuda, no Guará, o papel de que sua mãe precisava e agora torce para obter nova certidão de nascimento. "Minha mãe sempre falava do meu pai, acho que vai ser bom encontrá-lo, espero que mude alguma coisa", diz Paulo.
Na última edição do projeto Pai- Legal, no Paranoá, em outubro de 2004, mais de 500 mães apareceram e mais de 300 pedidos de DNA ainda tramitam em processos do MP. O próximo atendimento está previsto para acontecer, em maio, no Recanto das Emas. A coordenadora Maria Simone alerta para a importância das mães levarem informações e a qualificação do suposto pai, para que o Ministério Público possa fazer a sua parte.
Fonte: Jornal do Brasil