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12 de Maio de 2005

Clipping - Jornal Diário de Pernambuco: "Informação facilita registro de empresas"

As exigências contratuais e a quantidade de documentos solicitados muitas vezes complica a vida de quem pretende abrir uma nova empresa. A desinformação é o principal entrave para o registro de novos negócios. A maioria não tem idéia sobre os processos de fechamento das empresas, alteração contratual, ou mudança de sede. Para diminuir esses problemas a Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) começou ontem uma série de seminários para empreendedores, advogados e contabilistas, responsáveis pelo registro das empresas. Segundo a coordenadora de atendimento ao usuário, Alessandra Ferreira, a Jucepe recebe cerca de 800 pessoas por dia em busca de informações, ou para entregar e receber documentos.

Só no ano passado, 3.458 empresas foram extintas no Estado, enquanto 16.621 foram constituídas. Em 2003, foram 3.125 as empresas que fecharam suas portas e 14.811 iniciaram suas atividades. Este ano, até o mês passado, 991 empresas cancelaram seus registros na Jucepe, ao passo em que outras 6.472 começaram seus trabalhos. O presidente da Jucepe, Marcelo Côrte Real, defende a aproximação da junta com a sociedade. "A Jucepe estava muito fechada, por isso resolvemos desenvolver um fórum permanente de debate sobre questões importantes para empreendedores", afirma.

O seminário de estréia, realizado no auditório da Junta Comercial, abordou o tema da constituição de uma Sociedade Limitada e o Registro Civil das empresas. A platéia, composta em sua maioria por advogados e contabilistas, lotou o auditório da Jucepe. Segundo Corte Real, esses são os profissionais que mais interagem com o órgão. Por isso mesmo, é essencial o diálogo entre os dois lados. "Com essa troca de idéias todos saem ganhando" afirma o presidente. Esta foi a primeira vez que a Jucepe realizou um seminário aberto a advogados e contabilistas. O próximo encontro programado pela autarquia vai acontecer no dia 10 de junho, quando advogados e juízes vão debater a lei de falência. "O seminário é uma via de mão dupla para aparar arestas entre a Jucepe e o público. Esse relacionamento quebra a imagem burocrática geralmente atribuída aos órgãos públicos", afirma o professor de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ivanildo Figueiredo, um dos palestrantes no encontro.

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