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18 de Maio de 2005

Clipping - Jornal O Estado de São Paulo: "São Caetano perde morador e Bertioga é só crescimento"

São Caetano, na região do ABC, perdeu moradores entre 2000 e 2005, passando de 140 mil para 137 mil habitantes. Bertioga, no litoral, foi a cidade que mais cresceu em termos de população, com taxa de 8,4% ano. Os dados são da Fundação Seade, que também analisou mudanças populacionais no Estado.
A maioria das cidades com decréscimo de população é pequena, com menos de 10 mil habitantes. São Caetano, com 137 mil, é a única maior que se encaixa nesse quadro. O principal motivo para essa queda, segundo a gerente de Indicadores e Estudos Populacionais, Bernadette Waldvogel, é que o município do ABC não tem para onde crescer e as pessoas vão para cidades vizinhas, como Santo André. Só 8% dos municípios paulistas perderam população entre 2000 e 2005.
Enquanto isso, Bertioga, diz Bernadette, passou por um boom imobiliário na década de 90 e, desde 1991, vem apresentando a maior taxa de crescimento populacional. É que, com o aquecimento do mercado imobiliário de luxo, com condomínios como a Riviera de São Lourenço, o setor de serviços criou empregos, aumentando a população fixa. Hoje, a cidade tem 44.500 moradores.
A Fundação Seade também destacou o crescimento de Vargem Grande Paulista, Bady Bassitt, Santana de Parnaíba e Caieiras, cujas taxas anuais são maiores do que 5%. Itaoca, no Vale do Ribeira, teve o maior decréscimo populacional (-1,7% ao ano). Chegou a 2.866 habitantes em 2005.
Em 1991, eram 3.938. Ribeira, São João do Pau d´Alho, Santa Rita d´Oeste e Santana da Ponte Pensa registraram decréscimo em torno de 1%.
Só nove municípios paulistas têm mais de 500 mil habitantes.
Os maiores são São Paulo, com 10,744 milhões de habitantes, Guarulhos, com 1,2 milhão, e Campinas, que tem 1 milhão. A maioria das cidades (81,2%) tem menos de 50 mil habitantes e abriga 17,4% da população estadual.
Borá continua a menor cidade, com 831 habitantes, a única com população inferior a mil pessoas.
A taxa de crescimento não passa de 0,8%.

Autor: Flavio Leonel e Marisa Folgato

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