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31 de Maio de 2005
Depois de dois anos, mulher consegue registrar seu nascimento
Depois de uma batalha judicial de dois anos, a desempregada Andréia Clemente de Souza conseguiu na semana passada, aos 23 anos, um direito garantido por lei: o registro de seu nascimento. Na família de Andréia há 15 pessoas sem documento, entre elas a mãe da jovem, Rosângela Bruna, e as filhas de Andréia, segundo O Globo. Munida apenas da declaração da maternidade onde nasceu, em Santa Cruz, Andréia foi ao Fórum da região e obteve um pedido de busca nos cartórios de registro de pessoas naturais do Rio. Obteve em todos um "nada consta" _uma prova de que ela nunca fora registrada em algum deles. O objetivo disso é evitar a chamada duplicidade, ou seja, que uma pessoa que já tem registro seja registrada novamente. O registro de Andréia foi emitido no dia 16 deste mês. A moça conta que, quando recebeu a certidão, sentiu uma mistura de alegria e desapontamento. No documento não constam os nomes dos pais. A mãe de Andréia, Rosângela, não é registrada. E o pai perdeu os documentos há muito tempo e nunca tirou segunda via. Em Paciência, na Zona Oeste do Rio, onde a jovem vive, ainda há casos de crianças e adultos sem registro de nascimento. Muitos procuram a paróquia da região, Igreja de Jesus Salvador do Mundo, em busca de ajuda.
Fonte: Última Instância
Fonte: Última Instância