Notícias

14 de Junho de 2005

Clipping - Jornal Nacional - Solteiras

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada hoje mostrou o aumento do número de brasileiras que vivem sozinhas.

A música aproximou Luciana e Rafael, juntos há seis anos.

"Essa coisa que casamento no papel, pra gente não é a prioridade. O que importa é a relação", diz o músico Raphael Gemal.

Uniões como esta, não oficializadas, cresceram entre os brasileiros nos últimos 30 anos.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em 1970, eram 4,39%. Em 2000, pularam para 16,53%. Já o casamento formal diminuiu de 60%, em 70, para 45%, em 2000.

A pesquisa da Fundação Getúlio Vargas foi baseada nos dados do censo do IBGE.

O número de homens sozinhos se manteve estável: 31,29% para 31,62%. Mas aumentou entre as mulheres: de 35,5% para 38,4%.

"As mulheres ficam mais sozinhas porque elas estão vivendo mais do que os homens e também porque elas conquistaram no mercado de trabalho a oportunidade de escolher o seu destino", diz o economista Marcelo Neri.

No ranking entre os estados, o Distrito Federal e o Rio lideram com o maior número de mulheres desacompanhadas acima dos 20 anos de idade. No Distrito Federal são 44,32%, no Rio, 43,1%
Já nas capitais, a liderança de mulheres sozinhas fica com Salvador: 50,9% E está em Belo Horizonte o maior número de homens sozinhos: 39,16%. São Paulo registra o maior número de desquitadas por ter uma renda mais alta: 3,04%.

A pesquisa mostra que quanto maior o nível de escolaridade e também o tamanho dos municípios, menor o número de casamentos, sejam eles formais ou não. Os dados possibilitam análises interessantes como por exemplo, até que ponto a renda interfere no estado civil das pessoas.

No caso das mulheres, é decisiva. As sozinhas ganham até 62% a mais do que as casadas.

Assine nossa newsletter