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14 de Junho de 2005
Curso de Grafotécnica em Fernandópolis atinge limites do Estado de São Paulo
Próximo às divisas com os Estado de Minas Gerais e Mato Grosso, Arpen-SP realiza mais um curso de Grafotécnica e lota auditório do Hotel Águas Vivas Termas Clube
Cerca de 65 pessoas, entre Oficiais, escreventes e auxiliares da sub-região de Fernandópolis, pertencente a regional de São José do Rio Preto, prestigiaram no último sábado (11.06) mais um curso de Grafotécnica promovido pela Arpen-SP, que tem como objetivo principal o aperfeiçoamento de funcionários dos cartórios através de subsídios técnicos para detectar falsificações e adulterações de documentos.
Organizado pelo diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, e contando com o apoio da diretoria regional de São José do Rio Preto, através de seu diretor, Jacyloé Emanuel Gonçalves Freire, representado no evento por Elisângela Freire, e da Oficiala de Fernandópolis, Delza Maria Scarlate Cunha, o evento realizado no Hotel Águas Vivas Termas Clube contou com a presença do presidente da Arpen-SP, José Emygdio de Carvalho Filho, e também do diretor regional de Barretos, José Geraldo Spínola Guimarães.
Para o presidente da Arpen-SP, o curso realizado na cidade de Fernandópolis foi importante para atingir regiões nem sempre abrangidas pelos eventos da Associação. "Trazer este curso para a cidade de Fernandópolis foi importantíssimo para romper as barreiras dos grandes centros do interior paulista. Por ser o centro da região, São José do Rio Preto sempre recebeu os eventos da Arpen-SP e agora chegamos a esta região, facilitando ainda mais o acesso dos Oficiais dos pequenos municípios aos nossos cursos", enfatizou, ressaltando o fato de a regional de São José do Rio Preto possuir mais de 100 municípios.
Antes do início da palestra dos peritos contratados pela Arpen-SP, o presidente da Associação deu uma séria de recomendações aos presentes, enfatizando os trabalhos desenvolvidos pela Associação, os serviços disponíveis a seus associados e a necessidade de aprimoramento e investimento em capacitação profissional de funcionários através de cursos e materiais de orientação.
Para o diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, que é nascido na cidade de Fernandópolis, o curso de Grafotécnica em sua cidade natal foi à realização de um sonho. "É a primeira vez que alguém chega tão longe para realizar um evento e coube à Arpen-SP mais uma vez este pioneirismo. Agradeço ao presidente da Arpen-SP por ter atendido o meu pedido e a todos os que prestigiaram mais este evento de sucesso", afirmou.
O curso
A Grafotécnica, ramo da Documentoscopia que tem por objetivo o estudo e análise dos elementos constitutivos da escrita manual, com o intuito de individualizá-la, é uma das práticas mais exigidas no trabalho diário de auxiliares e escreventes dos cartórios extrajudiciais. Um bom treinamento e o conhecimento de algumas noções técnicas podem fazer com que muitas dores de cabeça sejam evitadas.
"Fundamos este curso há 14 anos, após um pedido do então Corregedor Geral da Justiça, Dr. Renato Gomes Corrêa, que desejava que passássemos aos funcionários dos cartórios algumas noções técnicas básicas, já que eles eram dotados de muita prática, mas pouco conhecimento técnico dos ramos das falsificações e adulterações", explica Orlando Gonzales Garcia.
O curso dura seis horas, mas Orlando explica que normalmente o horário é prolongado. "A técnica da Grafotécnica é muito detalhista e normalmente extrapolamos este período de seis horas, para que ninguém saia daqui com dúvidas ou com a sensação de que ficou faltando alguma coisa". Responsável por ministrar a primeira parte do curso, "muito teórica, mas extremamente necessária", o perito diz que as falsificações estão cada vez mais se aperfeiçoando. "Hoje quem faz a adulteração de documentos é um especialista, alguém que conhece o funcionamento de um cartório, as normas de trabalho e as técnicas de informática e digitalização cada vez mais estão se aperfeiçoando, por isso é mais do que necessário que as pessoas que trabalhem cartórios estejam cada vez mais atentas".
Perita Criminal da Secção de Documentoscópia de Departamento de Polícia Científica do Estado de São Paulo, Maria Regina Hellmeister G. Garcia é a responsável pela segunda parte do curso, na qual são apresentadas casos reais de falsificação, fazendo com que os participantes treinem na prática a teoria aprendida na primeira metade do curso. "Nesta parte do curso estimulamos o pessoal a opinar sobre documentos que foram alvos de contestações judiciais. São casos reais, onde normalmente o detalhe faz a diferença e o conhecimento da técnica passa a ser crucial", explica.
Com a experiência de 14 anos ministrando aulas para a Arpen-SP, o Colégio Notarial e outras entidades, Maria Regina afirma que hoje os casos de falsificações nos cartórios do Estado de São Paulo são bem menores do que na época em que o curso foi idealizado. "Antes comentava com o Orlando que a cada dia uma fraude era cometida nos cartórios de São Paulo. Hoje já não é mais assim, mas as pessoas precisam ter em mente que os criminosos especialistas estão sempre se aprimorando".
A parte final do curso, mas não menos importante, é destinada à apreciação de documentos de identificação. Aqui, os peritos explicam quais os cuidados que os funcionários devem tomar na hora de aceitarem documentos como a carteira de identidade, CNH, carteira de identidade de estrangeiro, passaporte ou identidades profissionais. "Apesar de ser a última parte do curso, pode-se dizer que é uma das mais importantes. Quando o falsário consegue que seu documento seja aceito como original e abre um cartão de firma, as portas do cartório se abrem para qualquer tipo de fraude", finaliza Maria Regina.
A diretoria da Associação agradece imensamente ao trabalho do diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, e do diretor regional de São José do Rio Preto, Jacyloé Emanuel Gonçalves Freire, bem como de sua representante, Elisângela Freire, sem os quais tornaria-se inviável a promoção e o pleno sucesso do curso realizado na cidade de Fernandópolis.
Cerca de 65 pessoas, entre Oficiais, escreventes e auxiliares da sub-região de Fernandópolis, pertencente a regional de São José do Rio Preto, prestigiaram no último sábado (11.06) mais um curso de Grafotécnica promovido pela Arpen-SP, que tem como objetivo principal o aperfeiçoamento de funcionários dos cartórios através de subsídios técnicos para detectar falsificações e adulterações de documentos.
Organizado pelo diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, e contando com o apoio da diretoria regional de São José do Rio Preto, através de seu diretor, Jacyloé Emanuel Gonçalves Freire, representado no evento por Elisângela Freire, e da Oficiala de Fernandópolis, Delza Maria Scarlate Cunha, o evento realizado no Hotel Águas Vivas Termas Clube contou com a presença do presidente da Arpen-SP, José Emygdio de Carvalho Filho, e também do diretor regional de Barretos, José Geraldo Spínola Guimarães.
Para o presidente da Arpen-SP, o curso realizado na cidade de Fernandópolis foi importante para atingir regiões nem sempre abrangidas pelos eventos da Associação. "Trazer este curso para a cidade de Fernandópolis foi importantíssimo para romper as barreiras dos grandes centros do interior paulista. Por ser o centro da região, São José do Rio Preto sempre recebeu os eventos da Arpen-SP e agora chegamos a esta região, facilitando ainda mais o acesso dos Oficiais dos pequenos municípios aos nossos cursos", enfatizou, ressaltando o fato de a regional de São José do Rio Preto possuir mais de 100 municípios.
Antes do início da palestra dos peritos contratados pela Arpen-SP, o presidente da Associação deu uma séria de recomendações aos presentes, enfatizando os trabalhos desenvolvidos pela Associação, os serviços disponíveis a seus associados e a necessidade de aprimoramento e investimento em capacitação profissional de funcionários através de cursos e materiais de orientação.
Para o diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, que é nascido na cidade de Fernandópolis, o curso de Grafotécnica em sua cidade natal foi à realização de um sonho. "É a primeira vez que alguém chega tão longe para realizar um evento e coube à Arpen-SP mais uma vez este pioneirismo. Agradeço ao presidente da Arpen-SP por ter atendido o meu pedido e a todos os que prestigiaram mais este evento de sucesso", afirmou.
O curso
A Grafotécnica, ramo da Documentoscopia que tem por objetivo o estudo e análise dos elementos constitutivos da escrita manual, com o intuito de individualizá-la, é uma das práticas mais exigidas no trabalho diário de auxiliares e escreventes dos cartórios extrajudiciais. Um bom treinamento e o conhecimento de algumas noções técnicas podem fazer com que muitas dores de cabeça sejam evitadas.
"Fundamos este curso há 14 anos, após um pedido do então Corregedor Geral da Justiça, Dr. Renato Gomes Corrêa, que desejava que passássemos aos funcionários dos cartórios algumas noções técnicas básicas, já que eles eram dotados de muita prática, mas pouco conhecimento técnico dos ramos das falsificações e adulterações", explica Orlando Gonzales Garcia.
O curso dura seis horas, mas Orlando explica que normalmente o horário é prolongado. "A técnica da Grafotécnica é muito detalhista e normalmente extrapolamos este período de seis horas, para que ninguém saia daqui com dúvidas ou com a sensação de que ficou faltando alguma coisa". Responsável por ministrar a primeira parte do curso, "muito teórica, mas extremamente necessária", o perito diz que as falsificações estão cada vez mais se aperfeiçoando. "Hoje quem faz a adulteração de documentos é um especialista, alguém que conhece o funcionamento de um cartório, as normas de trabalho e as técnicas de informática e digitalização cada vez mais estão se aperfeiçoando, por isso é mais do que necessário que as pessoas que trabalhem cartórios estejam cada vez mais atentas".
Perita Criminal da Secção de Documentoscópia de Departamento de Polícia Científica do Estado de São Paulo, Maria Regina Hellmeister G. Garcia é a responsável pela segunda parte do curso, na qual são apresentadas casos reais de falsificação, fazendo com que os participantes treinem na prática a teoria aprendida na primeira metade do curso. "Nesta parte do curso estimulamos o pessoal a opinar sobre documentos que foram alvos de contestações judiciais. São casos reais, onde normalmente o detalhe faz a diferença e o conhecimento da técnica passa a ser crucial", explica.
Com a experiência de 14 anos ministrando aulas para a Arpen-SP, o Colégio Notarial e outras entidades, Maria Regina afirma que hoje os casos de falsificações nos cartórios do Estado de São Paulo são bem menores do que na época em que o curso foi idealizado. "Antes comentava com o Orlando que a cada dia uma fraude era cometida nos cartórios de São Paulo. Hoje já não é mais assim, mas as pessoas precisam ter em mente que os criminosos especialistas estão sempre se aprimorando".
A parte final do curso, mas não menos importante, é destinada à apreciação de documentos de identificação. Aqui, os peritos explicam quais os cuidados que os funcionários devem tomar na hora de aceitarem documentos como a carteira de identidade, CNH, carteira de identidade de estrangeiro, passaporte ou identidades profissionais. "Apesar de ser a última parte do curso, pode-se dizer que é uma das mais importantes. Quando o falsário consegue que seu documento seja aceito como original e abre um cartão de firma, as portas do cartório se abrem para qualquer tipo de fraude", finaliza Maria Regina.
A diretoria da Associação agradece imensamente ao trabalho do diretor regional de Ribeirão Preto, Ademar Custódio, e do diretor regional de São José do Rio Preto, Jacyloé Emanuel Gonçalves Freire, bem como de sua representante, Elisângela Freire, sem os quais tornaria-se inviável a promoção e o pleno sucesso do curso realizado na cidade de Fernandópolis.