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15 de Julho de 2005
GM Online: Lentamente, os cartórios entram na era digital
"A mentalidade dos cartórios está mudando", diz Kulikovsky. "Antes, eles se afastavam da certificação digital e, agora, resolveram aderir". Quase todos os dias, representantes de cartórios de todo o Brasil participam de reuniões com a Certisign, com o objetivo de colher mais informações sobre o assunto e iniciar projetos. Kulikovsky estima que apenas 2% dos cartórios brasileiros já tenham uma grande base de documentos digitalizada, alto nível de informatização e possuam condições tecnológicas para entrar no negócio da certificação eletrônica imediatamente ou a curto prazo.
O avanço da certificação vai ser potencializado na medida em que os cartórios oferecerem serviços de geração de documentos eletrônicos. Nos últimos tempos, a adesão da Receita Federal à autenticação eletrônica, com a aceitação do uso do e-cpf e do e-cnpj, teve um efeito multiplicador para a nova tecnologia. Os bancos, por exemplo, também já avançaram muito mais do que os cartórios na certificação. "A certificação ainda custa caro", afirma Bruno de Magalhães, diretor da XSign, empresa de tecnologia que presta serviço para o 8º Ofício de Notas de Belo Horizonte, cartório que já trabalha rotineiramente com a certificação. "Com a Receita Federal entrando no mercado, houve uma popularização dos serviços digitais".
Algumas instituições bancárias, inclusive, caso do Unibanco, avançaram nos seus projetos de autenticação digital fora da Infra-Estrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil), autoridade certificadora raiz, sob controle do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), do governo federal. "Algumas instituições adotaram a certificação digital por causa de segurança e sem um interesse inicial na validade jurídica", diz Kulikovsky. "A preocupação com a validade jurídica, porém, é crescente e todo mundo vai ficar debaixo do guarda-chuva da certificadora raiz". O volume de certificados da ICP-Brasil, que opera desde 2002, gira em torno de 30 mil, dos quais perto de 50% foram emitidos pela Certisign. Fora da ICP-Brasil, o número de certificados é estimado em 300 mil.
Debaixo da ICP-Brasil existem, por enquanto, sete subautoridades certificadoras de primeiro nível no País. Além da Certisign, entram na lista Caixa Econômica Federal, Conselho de Justiça Federal, Receita Federal, Presidência da República, Serpro e Serasa. O sistema de certificação brasileiro segue o modelo de raiz única, centralizado na ICP-Brasil. O 8º Ofício de Notas de Belo Horizonte realiza, segundo Magalhães, o equivalente a 20% dos seus serviços físicos pelo meio digital. De cada 100 autenticações em papel, cerca de 20 são feitas digitalmente. Magalhães diz que o negócio é promissor, mas que a migração do mercado será lenta. "Além do pouco conhecimento tecnológico, os tabelionatos têm a cultura do papel, de trabalhar com documentos físicos", diz.
kicker: Só 2% dos cartórios do País têm condições tecnológicas para entrar imediatamente ou a curto prazo no negócio de certificação digital
Fonte: Gazeta Mercantil
O avanço da certificação vai ser potencializado na medida em que os cartórios oferecerem serviços de geração de documentos eletrônicos. Nos últimos tempos, a adesão da Receita Federal à autenticação eletrônica, com a aceitação do uso do e-cpf e do e-cnpj, teve um efeito multiplicador para a nova tecnologia. Os bancos, por exemplo, também já avançaram muito mais do que os cartórios na certificação. "A certificação ainda custa caro", afirma Bruno de Magalhães, diretor da XSign, empresa de tecnologia que presta serviço para o 8º Ofício de Notas de Belo Horizonte, cartório que já trabalha rotineiramente com a certificação. "Com a Receita Federal entrando no mercado, houve uma popularização dos serviços digitais".
Algumas instituições bancárias, inclusive, caso do Unibanco, avançaram nos seus projetos de autenticação digital fora da Infra-Estrutura de Chaves Públicas (ICP-Brasil), autoridade certificadora raiz, sob controle do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), do governo federal. "Algumas instituições adotaram a certificação digital por causa de segurança e sem um interesse inicial na validade jurídica", diz Kulikovsky. "A preocupação com a validade jurídica, porém, é crescente e todo mundo vai ficar debaixo do guarda-chuva da certificadora raiz". O volume de certificados da ICP-Brasil, que opera desde 2002, gira em torno de 30 mil, dos quais perto de 50% foram emitidos pela Certisign. Fora da ICP-Brasil, o número de certificados é estimado em 300 mil.
Debaixo da ICP-Brasil existem, por enquanto, sete subautoridades certificadoras de primeiro nível no País. Além da Certisign, entram na lista Caixa Econômica Federal, Conselho de Justiça Federal, Receita Federal, Presidência da República, Serpro e Serasa. O sistema de certificação brasileiro segue o modelo de raiz única, centralizado na ICP-Brasil. O 8º Ofício de Notas de Belo Horizonte realiza, segundo Magalhães, o equivalente a 20% dos seus serviços físicos pelo meio digital. De cada 100 autenticações em papel, cerca de 20 são feitas digitalmente. Magalhães diz que o negócio é promissor, mas que a migração do mercado será lenta. "Além do pouco conhecimento tecnológico, os tabelionatos têm a cultura do papel, de trabalhar com documentos físicos", diz.
kicker: Só 2% dos cartórios do País têm condições tecnológicas para entrar imediatamente ou a curto prazo no negócio de certificação digital
Fonte: Gazeta Mercantil