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19 de Julho de 2005
Pais de nacionalidades diferentes seqüestram filhos após divórcio e os levam para outros países
Sempre que um casal se divorcia, surge a questão crucial: quem ficará com a guarda dos filhos? Freqüentemente, essa decisão é confiada à Justiça devido à falta de entendimento dos pais. Porém, um número cada vez maior de disputas judiciais se torna internacional. Isso ocorre porque pai e mãe têm diferentes nacionalidades e um deles resolve fugir com as crianças para o país de origem. Estima-se que existam atualmente em todo o mundo 350 mil casos de meninos e meninas seqüestrados por um dos pais e levadas para outro país. Só nos Estados Unidos há 10 mil processos envolvendo esse tipo de crime. Na França, calcula-se um valor próximo de 1,5 mil por ano. No Brasil, não há estatísticas sobre a ocorrência. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) tem apenas seis casos registrados, mas o número é bem maior. "Muitos pais preferem não comunicar os órgãos oficiais antes de tentar outras formas de negociação", revelou o advogado Ricardo Zamariola Júnior. Vagna Bandeira Abbas foi uma das vítimas brasileiras. Em 1997, seus dois filhos, Benali, então com 3 anos, e Ramez, de 1 ano, foram levados para o Líbano pelo pai, o engenheiro Atef Said Abbas. De lá para cá, Vagna só viu seus filhos uma vez. "Na minha visita ao Líbano, um funcionário da embaixada brasileira disse para eu não entrar em discussão com a família do pai ou com a Justiça libanesa, pois eles usam a religião como escudo e isso é um ponto final", contou Vagna.
Fonte: ANDI
Fonte: ANDI