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08 de Dezembro de 2005
Arpen-SP participa de homenagem ao Imperador do Japão em São Paulo
A diretoria da Arpen-SP esteve presente nesta quinta-feira (08.12) em cerimônia realizada na residência oficial do Cônsul Geral do Japão, em São Paulo, Sr. Masuo Nishibayashi e senhora, para homenagear o aniversário do Imperador japonês Akihito, atual monarca do Trono do Crisântemo, que será comemorado no próximo dia 23 de dezembro, feriado nacional no Japão.
Estiveram presentes no evento o presidente da Associação, Odélio Antônio de Lima, a vice-presidente, Marlene Marchiori - 37° Subdistrito - Aclimação, e as Oficiais, Geny de Jesus Macedo Morelli - 1° Subdistrito - Sé, e Ilzete Verderamos Marques, 33° Subdistrito - Alto da Mooca.
O Imperador do Japão é o símbolo do Estado e, de acordo com a Constituição japonesa, não possui poderes relacionados ao governo. A Família Imperial Japonesa vem de uma linhagem secular, sendo a mais antiga dinastia do mundo, e tem como símbolo a flor de Crisântemo O Imperador Akihito, ascendeu ao trono em 7 de Janeiro de 1989 devido ao falecimento de seu pai, o Imperador Hirohito (conhecido como Imperador Showa). Com o entronamento, o Imperador Akihito iniciou uma nova era no calendário japonês, a Era Heisei. O ano de 2005 equivale ao 17º ano da Era Heisei no calendário japonês.
O atual monarca japonês, Akihito, tem garantida a sucessão em seu primogênito Naruhito, de 45 anos. Mas o herdeiro seguinte seria seu irmão, o príncipe Akishino, seis anos mais novo. Desde o nascimento deste último, em 1965, a descendência da família imperial japonesa só teve meninas. Em razão disso, o Governo do Japão criou um Gabinete para reformar, em 2006, a atual Lei de Sucessão, cuja última data de revisão ocorreu em 1947, e que considera herdeiros apenas os filhos homens nascidos do ramo familiar direto do imperador, para que se permita a Aiko, única filha dos príncipes herdeiros Naruhito e Masako, ocupar o Trono do Crisântemo.
História
A População da colônia japonesa no Brasil, censo de 1988, é de 1.228.000 pessoas, sendo que no Estado de São Paulo é de 887.000 pessoas, e somente na cidade de São Paulo, aproximadamente 326.000 pessoas e cerca de 170.000 na região da Grande São Paulo.
A imigração japonesa no Brasil teve início em 18 de junho de 1908 com a vinda de 733 pessoas que compunham 165 famílias de agricultores e mais 48 pessoas que vieram sem os seus familiares, perfazendo um total de 781 pessoas a bordo do vapor "KASATO-MARU", que aportou às 09:30 horas no cais nº 14, atualmente armazém 16, no Porto de Santos. Permaneceram por alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes, atual Museu do Imigrante, na Capital, antes de seguir viagem para as fazendas de café no interior do Estado de São Paulo e outros estados.
O contrato de imigração entre os dois países foi firmado em 06 de novembro de 1907, em São Paulo, e assinado pelo Sr. Ryu Mizuno, Diretor Presidente da Cia. de Imigração Kôkoku do Japão e pelo Dr. Carlos Botelho, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo.
A imigração japonesa ao Brasil continuou até a eclosão da II Guerra Mundial em 1941, quando somava um número de 188.986 imigrantes. Após o término da II Guerra Mundial foi retomado o processo de imigração, em 1952, estendendo-se por 10 anos, período em que vieram cerca de 50 mil imigrantes agricultores. E, a leva auge do pós guerra foi em 1959, vindo 7.041 imigrantes.
No início da década de 1960 o Japão entrava numa fase de grande prosperidade e de rápido crescimento econômico, e, como a economia brasileira também estava em ascenção o Brasil não mais necessitava de trabalhadores agrícolas estrangeiros.
Essa época marcou certa transformação nas relações nipo-brasileiras, pois de uma fase de predomínio da imigração, passou-se a uma outra, calcada no intercâmbio econômico. Isso quer dizer que no decorrer dos anos, o comércio entre os dois países cresceu, aumentando o número de investimentos e intensificando-se as cooperações econômica e técnica entre os dois países.
No período que se seguiu, o Brasil adotou a política de receber somente imigrantes que dispunham de capacidade financeira e que aplicassem em empreendimentos agrícolas, ou profissionais qualificados no setor industrial. Nessas condições aportaram nas terras brasileiras alguns milhares de japoneses.
E, por volta de 1977, o número de descendentes japoneses já era de 765.710 pessoas e a posição social destes cada vez mais elevada.
No caminho percorrido, a par do progresso, houve inúmeras dificuldades e dramas. Os imigrantes trabalharam arduamente, enfrentando clima, língua e costumes diferentes, e não poucos tombaram vitimados pela doença. Em muitos e diversos aspectos, esses imigrantes defrontaram-se com as diferenças culturais.
Contudo, com um único objetivo de dar uma melhor formação escolar aos seus filhos, os imigrantes japoneses dedicaram-se com afinco na agricultura.
Atualmente, a colônia japonesa, não somente continua dando a sua contribuição na área agrícola brasileira, assim como os seus descendentes estão atuando nas diversas áreas: política, médica, empresarial, judicial, meio acadêmico e de outras várias profissões.
A população de japoneses e seus descendentes na cidade de São Paulo está estimada em mais de 326.000 pessoas. Podemos constatar que a luta dos imigrantes japoneses não foi em vão. A presença da cultura japonesa no Brasil é cada vez mais nítida em suas variadas formas, que vão desde a mais avançada tecnologia até os sofisticados sabores da culinária japonesa.
Graças a essa dedicação, o nível das relações entre os dois países é fruto dos esforços desses imigrantes e seus descendentes brasileiros que vieram trabalhando para o estreitamento dessa amizade e hoje são a verdadeira ponte que liga o Japão e o Brasil.
Estiveram presentes no evento o presidente da Associação, Odélio Antônio de Lima, a vice-presidente, Marlene Marchiori - 37° Subdistrito - Aclimação, e as Oficiais, Geny de Jesus Macedo Morelli - 1° Subdistrito - Sé, e Ilzete Verderamos Marques, 33° Subdistrito - Alto da Mooca.
O Imperador do Japão é o símbolo do Estado e, de acordo com a Constituição japonesa, não possui poderes relacionados ao governo. A Família Imperial Japonesa vem de uma linhagem secular, sendo a mais antiga dinastia do mundo, e tem como símbolo a flor de Crisântemo O Imperador Akihito, ascendeu ao trono em 7 de Janeiro de 1989 devido ao falecimento de seu pai, o Imperador Hirohito (conhecido como Imperador Showa). Com o entronamento, o Imperador Akihito iniciou uma nova era no calendário japonês, a Era Heisei. O ano de 2005 equivale ao 17º ano da Era Heisei no calendário japonês.
O atual monarca japonês, Akihito, tem garantida a sucessão em seu primogênito Naruhito, de 45 anos. Mas o herdeiro seguinte seria seu irmão, o príncipe Akishino, seis anos mais novo. Desde o nascimento deste último, em 1965, a descendência da família imperial japonesa só teve meninas. Em razão disso, o Governo do Japão criou um Gabinete para reformar, em 2006, a atual Lei de Sucessão, cuja última data de revisão ocorreu em 1947, e que considera herdeiros apenas os filhos homens nascidos do ramo familiar direto do imperador, para que se permita a Aiko, única filha dos príncipes herdeiros Naruhito e Masako, ocupar o Trono do Crisântemo.
História
A População da colônia japonesa no Brasil, censo de 1988, é de 1.228.000 pessoas, sendo que no Estado de São Paulo é de 887.000 pessoas, e somente na cidade de São Paulo, aproximadamente 326.000 pessoas e cerca de 170.000 na região da Grande São Paulo.
A imigração japonesa no Brasil teve início em 18 de junho de 1908 com a vinda de 733 pessoas que compunham 165 famílias de agricultores e mais 48 pessoas que vieram sem os seus familiares, perfazendo um total de 781 pessoas a bordo do vapor "KASATO-MARU", que aportou às 09:30 horas no cais nº 14, atualmente armazém 16, no Porto de Santos. Permaneceram por alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes, atual Museu do Imigrante, na Capital, antes de seguir viagem para as fazendas de café no interior do Estado de São Paulo e outros estados.
O contrato de imigração entre os dois países foi firmado em 06 de novembro de 1907, em São Paulo, e assinado pelo Sr. Ryu Mizuno, Diretor Presidente da Cia. de Imigração Kôkoku do Japão e pelo Dr. Carlos Botelho, Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo.
A imigração japonesa ao Brasil continuou até a eclosão da II Guerra Mundial em 1941, quando somava um número de 188.986 imigrantes. Após o término da II Guerra Mundial foi retomado o processo de imigração, em 1952, estendendo-se por 10 anos, período em que vieram cerca de 50 mil imigrantes agricultores. E, a leva auge do pós guerra foi em 1959, vindo 7.041 imigrantes.
No início da década de 1960 o Japão entrava numa fase de grande prosperidade e de rápido crescimento econômico, e, como a economia brasileira também estava em ascenção o Brasil não mais necessitava de trabalhadores agrícolas estrangeiros.
Essa época marcou certa transformação nas relações nipo-brasileiras, pois de uma fase de predomínio da imigração, passou-se a uma outra, calcada no intercâmbio econômico. Isso quer dizer que no decorrer dos anos, o comércio entre os dois países cresceu, aumentando o número de investimentos e intensificando-se as cooperações econômica e técnica entre os dois países.
No período que se seguiu, o Brasil adotou a política de receber somente imigrantes que dispunham de capacidade financeira e que aplicassem em empreendimentos agrícolas, ou profissionais qualificados no setor industrial. Nessas condições aportaram nas terras brasileiras alguns milhares de japoneses.
E, por volta de 1977, o número de descendentes japoneses já era de 765.710 pessoas e a posição social destes cada vez mais elevada.
No caminho percorrido, a par do progresso, houve inúmeras dificuldades e dramas. Os imigrantes trabalharam arduamente, enfrentando clima, língua e costumes diferentes, e não poucos tombaram vitimados pela doença. Em muitos e diversos aspectos, esses imigrantes defrontaram-se com as diferenças culturais.
Contudo, com um único objetivo de dar uma melhor formação escolar aos seus filhos, os imigrantes japoneses dedicaram-se com afinco na agricultura.
Atualmente, a colônia japonesa, não somente continua dando a sua contribuição na área agrícola brasileira, assim como os seus descendentes estão atuando nas diversas áreas: política, médica, empresarial, judicial, meio acadêmico e de outras várias profissões.
A população de japoneses e seus descendentes na cidade de São Paulo está estimada em mais de 326.000 pessoas. Podemos constatar que a luta dos imigrantes japoneses não foi em vão. A presença da cultura japonesa no Brasil é cada vez mais nítida em suas variadas formas, que vão desde a mais avançada tecnologia até os sofisticados sabores da culinária japonesa.
Graças a essa dedicação, o nível das relações entre os dois países é fruto dos esforços desses imigrantes e seus descendentes brasileiros que vieram trabalhando para o estreitamento dessa amizade e hoje são a verdadeira ponte que liga o Japão e o Brasil.