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09 de Janeiro de 2006
Clipping - Jornal Mogi News - "Crescem casamentos e caem divórcios em Mogi"
Estatísticas mostram que o casamento ainda é uma opção em alta
Os mogianos estão se casando mais nos últimos anos, segundo o levantamento feito com base no registro civil de 2004 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no mês passado. De 1999 para cá, o número de casamentos em cartórios civis cresceu 34,61%. Foram 1.765 casamentos em 99 contra 2.376 em 2004. Este quadro também se repete no restante do País com o aumento das uniões oficiais desde 2001.
Em 2004, foram 806.968 em todo o Brasil, o maior número registrado desde 1994. Segundo o IBGE, este crescimento resultou, em parte, da realização de casamentos coletivos em diversos Estados, decorrentes de parcerias estabelecidas entre as prefeituras, cartórios e igrejas para legalizar uniões consensuais.Enquanto o número de matrimônios aumentou, a quantidade de casais que desmancharam a união diminuiu: em 1999 foram 633 divórcios e 423 separações judiciais. No ano de 2004 estes números caíram para 418 e 356, respectivamente.
Numa época em que muitas tradições se perdem, as estatísticas mostram que o casamento ainda é uma opção em alta entre os casais. No entanto, a Igreja Católica vem registrando uma queda na realização de matrimônios. O pároco da Catedral de Santana, Claudionir Braga do Carmo, disse que a redução ocorreu em todas as paróquias da cidade. "E isto não é uma exclusividade de Mogi, ocorre em todo o Brasil. Houve realmente um decréscimo da quantidade de sacramentos do matrimônio. Hoje, vivemos numa sociedade pluralista, com diversas religiões e várias opções de casamento, e não mais somente a Igreja Católica".
Ele também acredita que - mesmo entre os batizados na Igreja Católica - existe uma mentalidade consumista, que muitas vezes ofusca o significado religioso do casamento: "O nosso papel é de evangelização, inclusive por meio do matrimônio, de mostrar que o matrimônio expressa a união de Cristo com a Igreja. Mas muitos acabam se esquecendo disso". Para o padre Cármine Mosca, da Paróquia São Sebastião, a falta de compreensão deste significado por parte de fiéis é a responsável pela pouca duração de muitas uniões. "A Igreja foca mais no valor da família, no projeto de comunhão fundamentado na Bíblia, indissolúvel. Mas muitos não chegaram ao entendimento do contexto bíblico e daí vêm as crises e a não continuidade do matrimônio".
Para Cármine, a diminuição do número de casamentos nas paróquias é reflexo de oscilações econômicas: "Se aumenta a dificuldade econômica e a pobreza, reduz a quantidade de casamentos. Muitos pagam o registro no civil e não no religioso porque acham que vai ficar caro. Mas a procura está voltando, principalmente dos que estavam amigados".
Fonte: Mogi News - Publicada em 08/01/2006
Os mogianos estão se casando mais nos últimos anos, segundo o levantamento feito com base no registro civil de 2004 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no mês passado. De 1999 para cá, o número de casamentos em cartórios civis cresceu 34,61%. Foram 1.765 casamentos em 99 contra 2.376 em 2004. Este quadro também se repete no restante do País com o aumento das uniões oficiais desde 2001.
Em 2004, foram 806.968 em todo o Brasil, o maior número registrado desde 1994. Segundo o IBGE, este crescimento resultou, em parte, da realização de casamentos coletivos em diversos Estados, decorrentes de parcerias estabelecidas entre as prefeituras, cartórios e igrejas para legalizar uniões consensuais.Enquanto o número de matrimônios aumentou, a quantidade de casais que desmancharam a união diminuiu: em 1999 foram 633 divórcios e 423 separações judiciais. No ano de 2004 estes números caíram para 418 e 356, respectivamente.
Numa época em que muitas tradições se perdem, as estatísticas mostram que o casamento ainda é uma opção em alta entre os casais. No entanto, a Igreja Católica vem registrando uma queda na realização de matrimônios. O pároco da Catedral de Santana, Claudionir Braga do Carmo, disse que a redução ocorreu em todas as paróquias da cidade. "E isto não é uma exclusividade de Mogi, ocorre em todo o Brasil. Houve realmente um decréscimo da quantidade de sacramentos do matrimônio. Hoje, vivemos numa sociedade pluralista, com diversas religiões e várias opções de casamento, e não mais somente a Igreja Católica".
Ele também acredita que - mesmo entre os batizados na Igreja Católica - existe uma mentalidade consumista, que muitas vezes ofusca o significado religioso do casamento: "O nosso papel é de evangelização, inclusive por meio do matrimônio, de mostrar que o matrimônio expressa a união de Cristo com a Igreja. Mas muitos acabam se esquecendo disso". Para o padre Cármine Mosca, da Paróquia São Sebastião, a falta de compreensão deste significado por parte de fiéis é a responsável pela pouca duração de muitas uniões. "A Igreja foca mais no valor da família, no projeto de comunhão fundamentado na Bíblia, indissolúvel. Mas muitos não chegaram ao entendimento do contexto bíblico e daí vêm as crises e a não continuidade do matrimônio".
Para Cármine, a diminuição do número de casamentos nas paróquias é reflexo de oscilações econômicas: "Se aumenta a dificuldade econômica e a pobreza, reduz a quantidade de casamentos. Muitos pagam o registro no civil e não no religioso porque acham que vai ficar caro. Mas a procura está voltando, principalmente dos que estavam amigados".
Fonte: Mogi News - Publicada em 08/01/2006