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26 de Janeiro de 2006
Clipping - Jornal da Globo - Bom atendimento, respeito ao consumidor e preço justo são os fatores que determinam a credibilidade de uma empresa
A crise política explica o pessimismo manifestado por formadores de opinião aqui no Brasil.
Eles foram ouvidos numa pesquisa realizada também em outros dez países, e na comparação internacional mostraram-se os que menos confiam no governo e nos políticos.
No mercado financeiro, o sobe e desce da bolsa é um termômetro das expectativas em relação à economia.
Uma pesquisa feita pela Edelman, uma empresa de relações públicas, com 150 formadores de opinião brasileiros, funciona como termômetro da confiança em empresas e instituições.
Alexandre Alfredo, da Edelman, descreve essa elite: "é quem discute o PIB, quem faz o PIB movimentar. Esse tipo de público é quem dá as diretrizes para o Brasil, como é que vai ser o país no dia de amanhã".
O governo, por exemplo, anda com a imagem desgastada. No ano passado, houve casos que desgastaram bastante a imagem da instituição.
Ainda estão frescas as memórias de Zé Dirceu dizendo "eu não fui cassado por corrupção, eu não sou corrupto". Ou de Severino Cavalcanti, afirmando que optou, sim, pela renúncia.
Com esse cenário político, em um ano, a confiança no governo caiu pela metade no Brasil. Passou de 42% para 21%. É o menor resultado entre os onze países pesquisados.
Nos Estados Unidos, o índice é de 38%. A China, único país não-democrático da lista, é onde o governo tem maior confiança, na opinião dos formadores de opinião consultados: 83%.
No Brasil, pior ainda que a confiança no governo é a que os formadores de opinião têm nos políticos: apenas 3%.
Para o cientista político Fernando Abrúcio, "a elite social tem um papel positivo de mostrar que as instituições estão erradas, mas por enquanto não conseguiu se mobilizar para dizer como mudá-las. Enquanto a elite social não mostrar como mudar as instituições, o efeito cascata para os mais pobres, para mudar o sistema não ocorrerá".
O estudo mostra um abismo de confiança entre o mundo político e o corporativo, principalmente no Brasil. O grau de confiança dos formadores de opinião nas empresas, em geral, é de 62%. Mas quando se detalha a opinião dos entrevistados, aparecem diferenças também dentro do mundo dos negócios.
As empresas de tecnologia, que, de alguma forma, representam o futuro mais cômodo, mais ágil e mais inteligente têm 88% de confiança entre os brasileiros. Já o segmento empresarial que menos desperta confiança é o de planos de saúde e serviços hospitalares: 41%.
A pesquisa também aponta uma mudança de mentalidade entre os líderes de opinião. Sai o capitalismo selvagem, entra a responsabilidade social. Foram 98% dos entrevistados que valorizam empresas que cultivam boas relações trabalhistas.
Bom atendimento, respeito ao consumidor e preço justo são os fatores que determinam a credibilidade de uma empresa.
Marilena Lazzarini, coordenadora do Idec, acredita que "as empresas hoje estão começando a carregar a bandeira da responsabilidade social corporativa. E essa responsabilidade social ela é formada por vários componentes: o respeito ao meio ambiente, o respeito aos seus empregados, aos trabalhadores da empresa, à comunidade, aos direitos do consumidor e outras questões".
Eles foram ouvidos numa pesquisa realizada também em outros dez países, e na comparação internacional mostraram-se os que menos confiam no governo e nos políticos.
No mercado financeiro, o sobe e desce da bolsa é um termômetro das expectativas em relação à economia.
Uma pesquisa feita pela Edelman, uma empresa de relações públicas, com 150 formadores de opinião brasileiros, funciona como termômetro da confiança em empresas e instituições.
Alexandre Alfredo, da Edelman, descreve essa elite: "é quem discute o PIB, quem faz o PIB movimentar. Esse tipo de público é quem dá as diretrizes para o Brasil, como é que vai ser o país no dia de amanhã".
O governo, por exemplo, anda com a imagem desgastada. No ano passado, houve casos que desgastaram bastante a imagem da instituição.
Ainda estão frescas as memórias de Zé Dirceu dizendo "eu não fui cassado por corrupção, eu não sou corrupto". Ou de Severino Cavalcanti, afirmando que optou, sim, pela renúncia.
Com esse cenário político, em um ano, a confiança no governo caiu pela metade no Brasil. Passou de 42% para 21%. É o menor resultado entre os onze países pesquisados.
Nos Estados Unidos, o índice é de 38%. A China, único país não-democrático da lista, é onde o governo tem maior confiança, na opinião dos formadores de opinião consultados: 83%.
No Brasil, pior ainda que a confiança no governo é a que os formadores de opinião têm nos políticos: apenas 3%.
Para o cientista político Fernando Abrúcio, "a elite social tem um papel positivo de mostrar que as instituições estão erradas, mas por enquanto não conseguiu se mobilizar para dizer como mudá-las. Enquanto a elite social não mostrar como mudar as instituições, o efeito cascata para os mais pobres, para mudar o sistema não ocorrerá".
O estudo mostra um abismo de confiança entre o mundo político e o corporativo, principalmente no Brasil. O grau de confiança dos formadores de opinião nas empresas, em geral, é de 62%. Mas quando se detalha a opinião dos entrevistados, aparecem diferenças também dentro do mundo dos negócios.
As empresas de tecnologia, que, de alguma forma, representam o futuro mais cômodo, mais ágil e mais inteligente têm 88% de confiança entre os brasileiros. Já o segmento empresarial que menos desperta confiança é o de planos de saúde e serviços hospitalares: 41%.
A pesquisa também aponta uma mudança de mentalidade entre os líderes de opinião. Sai o capitalismo selvagem, entra a responsabilidade social. Foram 98% dos entrevistados que valorizam empresas que cultivam boas relações trabalhistas.
Bom atendimento, respeito ao consumidor e preço justo são os fatores que determinam a credibilidade de uma empresa.
Marilena Lazzarini, coordenadora do Idec, acredita que "as empresas hoje estão começando a carregar a bandeira da responsabilidade social corporativa. E essa responsabilidade social ela é formada por vários componentes: o respeito ao meio ambiente, o respeito aos seus empregados, aos trabalhadores da empresa, à comunidade, aos direitos do consumidor e outras questões".