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06 de Dezembro de 2006

Clipping - O Estado de São Paulo - Ana Rosa, registrada no hospital

Há três semanas, a pequena Ana Rosa de Oliveira Cardoso nasceu prematura. Há uma semana, existe legalmente. Sua mãe, Nádia Oliveira Silva, desempregada, de 29 anos, não precisou ir ao cartório de registro civil, nem levar testemunhas ou pagar pelo serviço. Registrou a menina dentro do Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona Leste de São Paulo, onde a menina nasceu.

Isso porque, desde março de 2003, enfrentar a fila de um cartório de registro civil é opcional para os pais do Estado de São Paulo. A partir dessa data as maternidades públicas paulistas têm os serviços dos cartórios dentro do próprio hospital, sem custos para a família.

Antes, no entanto, Nádia demorou três meses para registrar o filho mais velho, Kaique Silva de Araújo, de 7 anos. 'Quando ele nasceu e peguei o teste do pezinho, já tinha passado o prazo que era de 15 dias e tive de pagar R$ 38', lembra.

A medida contribuiu para a redução das subnotificações de registros no Estado. 'Antes chegávamos a receber crianças sem registro, agora isso não acontece mais', garante a diretora técnica do hospital, Eliane Henriques Moreira Alfani.

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