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11 de Dezembro de 2006
Clipping - O Estado de São Paulo - Escola faz mutirão de reconhecimento de paternidade
Objetivo é aumentar auto-estima de alunos com registro civil completo
Alunos de Itaquera, na zona leste de São Paulo, já têm compromisso marcado para hoje. No calendário, nada de festa com os amigos ou encontro com namoradas. Cinqüenta estudantes de duas escolas estaduais do bairro vão participar de um mutirão que poderá permitir a identificação de seus pais e o conseqüente registro do nome na certidão de nascimento.
A partir das 14 horas, o trabalho de reconhecimento de paternidade será realizado para crianças e adolescentes que freqüentam as escolas Tales Castanho e Aparecido Rahal. A maratona de novos registros é promovida pela Secretaria Estadual de Educação e o Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo os organizadores, esse é o primeiro passo para auxiliar os mais de 91 mil alunos da rede pública estadual da cidade que não tem o nome do pai na certidão. "É um projeto piloto que iniciamos em Itaquera. Só em dois colégios identificamos mais de 200 estudantes que não tinham a paternidade reconhecida nos documentos de identificação", afirmou a juíza e coordenadora do projeto, Ana Luíza Villa Nova. "Do total, 74 mostraram interesse em participar e conseguimos achar os pais de 50 alunos. Agora a proposta é expandir o mutirão para outras regiões."
AUTO-ESTIMA E DESEMPENHO
De acordo com a Secretaria de Educação, o objetivo também é melhorar o desempenho escolar dos alunos. Estudos indicam que com a certidão "completa" os estudantes tem melhor auto-estima maior e, conseqüentemente, melhores notas na escola.
Para incentivar a adesão ao projeto, as mães das crianças matriculadas na rede foram chamadas pela diretoria de ensino para entrevistas com oficiais do registro civil. Após localizar o suposto pai, ele também foi notificado e convidado a comparecer amanhã. Do total, 50 confirmaram presença.
A nova certidão ficará pronta no prazo máximo de dez dias. "As diretoras da escola perceberam que podem participar muito mais da vida dos estudantes. Nós, da Justiça, facilitamos o acesso aos serviços judiciários. Muitas pessoas nem sabiam por onde começar a procura", diz a juíza Ana Luíza.
"No final das contas, a gente promove o encontro de pais e filhos que, muitas vezes, nem se conheciam. É muito satisfatório", diz a coordenadora.
NÚMEROS
5 milhões
de alunos estudam em escolas estaduais
357 mil
do total não têm paternidade reconhecida
1,3 milhão
de estudantes estão na capital
91 mil
desses alunos da capital não têm o nome do pai na certidão
Alunos de Itaquera, na zona leste de São Paulo, já têm compromisso marcado para hoje. No calendário, nada de festa com os amigos ou encontro com namoradas. Cinqüenta estudantes de duas escolas estaduais do bairro vão participar de um mutirão que poderá permitir a identificação de seus pais e o conseqüente registro do nome na certidão de nascimento.
A partir das 14 horas, o trabalho de reconhecimento de paternidade será realizado para crianças e adolescentes que freqüentam as escolas Tales Castanho e Aparecido Rahal. A maratona de novos registros é promovida pela Secretaria Estadual de Educação e o Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo os organizadores, esse é o primeiro passo para auxiliar os mais de 91 mil alunos da rede pública estadual da cidade que não tem o nome do pai na certidão. "É um projeto piloto que iniciamos em Itaquera. Só em dois colégios identificamos mais de 200 estudantes que não tinham a paternidade reconhecida nos documentos de identificação", afirmou a juíza e coordenadora do projeto, Ana Luíza Villa Nova. "Do total, 74 mostraram interesse em participar e conseguimos achar os pais de 50 alunos. Agora a proposta é expandir o mutirão para outras regiões."
AUTO-ESTIMA E DESEMPENHO
De acordo com a Secretaria de Educação, o objetivo também é melhorar o desempenho escolar dos alunos. Estudos indicam que com a certidão "completa" os estudantes tem melhor auto-estima maior e, conseqüentemente, melhores notas na escola.
Para incentivar a adesão ao projeto, as mães das crianças matriculadas na rede foram chamadas pela diretoria de ensino para entrevistas com oficiais do registro civil. Após localizar o suposto pai, ele também foi notificado e convidado a comparecer amanhã. Do total, 50 confirmaram presença.
A nova certidão ficará pronta no prazo máximo de dez dias. "As diretoras da escola perceberam que podem participar muito mais da vida dos estudantes. Nós, da Justiça, facilitamos o acesso aos serviços judiciários. Muitas pessoas nem sabiam por onde começar a procura", diz a juíza Ana Luíza.
"No final das contas, a gente promove o encontro de pais e filhos que, muitas vezes, nem se conheciam. É muito satisfatório", diz a coordenadora.
NÚMEROS
5 milhões
de alunos estudam em escolas estaduais
357 mil
do total não têm paternidade reconhecida
1,3 milhão
de estudantes estão na capital
91 mil
desses alunos da capital não têm o nome do pai na certidão