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24 de Janeiro de 2007

Clipping - O Estado de São Paulo - Idade média do paulistano é a maior em 100 anos

A cidade de São Paulo está recebendo menos imigrantes nos últimos anos, as mulheres continuam como a maioria da população e a idade média do paulistano é a maior dos últimos 100 anos. É o que mostra o levantamento divulgado ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A capital tem um novo recorde populacional: 10,812 milhões de habitantes. Até 2010, o índice de crescimento anual de 1,1%, verificado nos anos 80, deve ser reduzido à metade: 0,5%. O motivo é que a capital, que apresentava maior volume de entradas do que de saídas de imigrantes, inverteu a dinâmica. E reduziu o número de moradores por domicílio: 3,2 por residência, ante 4,1, em 1980.

As mulheres continuam a compor a maioria da população, representando contingente 9% superior ao dos homens. 'Isso decorre principalmente de sua maior sobrevivência', diz o estudo. De acordo com a Fundação, na faixa de 60 anos ou mais a população de mulheres é cerca de 48% superior.

Mas a idade média do paulistano também aumentou. Em 2007, segundo a Seade, a população ficou mais adulta e sua idade mediana está em 31,3 anos. O fato de as mulheres engravidarem menos colabora para esse dado. Segundo o estudo, nos anos 80 a mulher paulistana tinha em média 3,2 filhos, número que hoje não passa de 2.

Outro ponto positivo: a reversão em número de mães com menos de 18 anos. Em 1980, elas representavam 3,3% do total de nascimentos; em 98 esse porcentual cresceu para 7,6%, e só reduziu recentemente para 6,2%. Entretanto, aumentou o número de mães com mais de 35 anos, passando de 9,2%, em 1980, para 13,8%. A pesquisa constata ainda que no ano passado nasceram em média 491 crianças por dia - 30% a menos do que o registrado em 1982, ano em que, segundo a Seade, ocorreu o maior volume de nascimentos da história (702 por dia). Portanto, nos 453 anos, São Paulo terá mais 179 mil habitantes e os nomes mais ouvidos serão: Pedro, Gabriel, João, Júlia, Maria Eduarda e Giovana.

No ano passado, de acordo com a Fundação, ocorreram 175 óbitos por dia, em média, número equivalente ao observado no final do anos 80, quando a população paulistana era 15% menor. O estudo ressalta que houve diminuição nos índices de mortalidade infantil: 3,6% ante 21% no início dos anos 80.

O estudo avalia, por fim, a questão dos casamentos e divórcios, e comprova que os homens são mais suscetíveis a casarem mais de uma vez do que as mulheres (11,2% contra 7,4%). Em 2006, houve em média 149 casamentos legais por dia.

NÚMEROS

2 filhos
é a média da mãe paulistana atual, ante 3,2 nos anos 80

179 mil
devem nascer este ano. Nomes mais comuns: Pedro, Gabriel, João, Júlia, Maria Eduarda e Giovana

149 casamentos legais
foram registrados por dia em 2006. Homens casam mais velhos

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