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26 de Janeiro de 2007
Clipping - Folha de São Paulo - Gabriel e Maria são nomes preferidos entre paulistanos
Gabriel, Pedro e João para os meninos. Maria, Ana e Giovana para as meninas. Foram estes os nomes preferidos por pais que batizaram seus filhos no ano passado na cidade de São Paulo, segundo levantamento divulgado ontem pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) sobre a população paulistana.
O estudo é baseado em dados dos cartórios de registro civil e visa traçar um perfil dos habitantes da maior cidade do país, com 10.789.058 moradores.
Segundo a pesquisa, 179 mil crianças nasceram em São Paulo no ano passado, o que dá uma média de 491 novos bebês por dia -em 1982, foram 702. A média de filhos por mãe caiu, de 3,2 em 1980 para 2 em 2006.
Para Maria Vicentina do Amaral Dick, professora de onomástica (estudo da história dos nomes) da USP, a predominância de nomes comuns entre os preferidos de 2006 (veja quadro nesta página) revela o conservadorismo da sociedade paulistana. "São nomes que classifico de perenes."
Ritmo de crescimento de São Paulo cairá ainda mais
Estimativa do Seade aponta que população da cidade aumentará 3,9% até 2020
Pela projeção, cidade terá 11.210.909 habitantes, ante os 10.789.058 atuais; vizinhas da Grande SP lideram avanço populacional
Estimativa populacional calculada pelo Seade para todos os municípios do Estado aponta crescimento de apenas 3,9% na população da cidade de São Paulo até 2020, o segundo menor índice entre as cidades com mais de 200 mil habitantes -Santos, com 0,8%, é a primeira colocada- e menos de 1/4 da expansão calculada para o Estado no período, de 16,6%.
Pela projeção, a cidade deverá ter 11.210.909 habitantes daqui a 13 anos (atualmente, são 10.789.058). Até 2010, a população deve crescer anualmente 0,5% em média, menos que a metade do 1,1% observado na década de 80. De 2015 a 2020, a taxa de crescimento será de apenas 0,19% -a média do Estado no período será de 0,90%.
Conforme o Seade, um dos principais fatores da reversão é a queda na migração nos últimos 20 anos -tendência que deve ser mantida, diz o estudo.
Na opinião da demógrafa Rosana Baeninger, coordenadora do Núcleo de Estudos da População da Unicamp, o surgimento de novos pólos econômicos regionais contribuiu para diminuir a migração para a capital paulista. "O próprio interior paulista também se desenvolveu e reteve a sua população. Hoje, vemos pessoas da capital em direção ao interior", disse.
Vizinhança
A pequena expansão demográfica da capital paulista, segundo projeção da Seade para 2020, não encontra eco nas suas vizinhas da Grande São Paulo. Barueri, que crescerá 49,1%, Itaquaquecetuba (45,5%) e Suzano (42,3%) lideram o avanço populacional entre as cidades com mais de 200 mil habitantes no Estado.
Fora da Grande São Paulo, a cidade cuja população mais deve crescer até 2020 é Sorocaba, com 27,8%, seguida de Franca, com 25,9%.
O "boom" no entorno de São Paulo resulta de outro fenômeno: a maior mobilidade entre as cidades vizinhas e o município-pólo, segundo Baeninger. "As cidades precisam se preparar para a migração entre si, esse ir e vir da população de cidades da sua região, que vem trabalhar e estudar."
No Estado, pela primeira vez desde o início do século 20, o crescimento anual da população ficará abaixo de 1% ao ano, entre 2015 e 2020, quando a expansão deverá ser de 0,9%. O número menor de filhos por mulher e a queda da migração explicam a redução do ritmo do crescimento, segundo a Seade.
O estudo é baseado em dados dos cartórios de registro civil e visa traçar um perfil dos habitantes da maior cidade do país, com 10.789.058 moradores.
Segundo a pesquisa, 179 mil crianças nasceram em São Paulo no ano passado, o que dá uma média de 491 novos bebês por dia -em 1982, foram 702. A média de filhos por mãe caiu, de 3,2 em 1980 para 2 em 2006.
Para Maria Vicentina do Amaral Dick, professora de onomástica (estudo da história dos nomes) da USP, a predominância de nomes comuns entre os preferidos de 2006 (veja quadro nesta página) revela o conservadorismo da sociedade paulistana. "São nomes que classifico de perenes."
Ritmo de crescimento de São Paulo cairá ainda mais
Estimativa do Seade aponta que população da cidade aumentará 3,9% até 2020
Pela projeção, cidade terá 11.210.909 habitantes, ante os 10.789.058 atuais; vizinhas da Grande SP lideram avanço populacional
Estimativa populacional calculada pelo Seade para todos os municípios do Estado aponta crescimento de apenas 3,9% na população da cidade de São Paulo até 2020, o segundo menor índice entre as cidades com mais de 200 mil habitantes -Santos, com 0,8%, é a primeira colocada- e menos de 1/4 da expansão calculada para o Estado no período, de 16,6%.
Pela projeção, a cidade deverá ter 11.210.909 habitantes daqui a 13 anos (atualmente, são 10.789.058). Até 2010, a população deve crescer anualmente 0,5% em média, menos que a metade do 1,1% observado na década de 80. De 2015 a 2020, a taxa de crescimento será de apenas 0,19% -a média do Estado no período será de 0,90%.
Conforme o Seade, um dos principais fatores da reversão é a queda na migração nos últimos 20 anos -tendência que deve ser mantida, diz o estudo.
Na opinião da demógrafa Rosana Baeninger, coordenadora do Núcleo de Estudos da População da Unicamp, o surgimento de novos pólos econômicos regionais contribuiu para diminuir a migração para a capital paulista. "O próprio interior paulista também se desenvolveu e reteve a sua população. Hoje, vemos pessoas da capital em direção ao interior", disse.
Vizinhança
A pequena expansão demográfica da capital paulista, segundo projeção da Seade para 2020, não encontra eco nas suas vizinhas da Grande São Paulo. Barueri, que crescerá 49,1%, Itaquaquecetuba (45,5%) e Suzano (42,3%) lideram o avanço populacional entre as cidades com mais de 200 mil habitantes no Estado.
Fora da Grande São Paulo, a cidade cuja população mais deve crescer até 2020 é Sorocaba, com 27,8%, seguida de Franca, com 25,9%.
O "boom" no entorno de São Paulo resulta de outro fenômeno: a maior mobilidade entre as cidades vizinhas e o município-pólo, segundo Baeninger. "As cidades precisam se preparar para a migração entre si, esse ir e vir da população de cidades da sua região, que vem trabalhar e estudar."
No Estado, pela primeira vez desde o início do século 20, o crescimento anual da população ficará abaixo de 1% ao ano, entre 2015 e 2020, quando a expansão deverá ser de 0,9%. O número menor de filhos por mulher e a queda da migração explicam a redução do ritmo do crescimento, segundo a Seade.