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05 de Junho de 2007

Paternidade Responsável - Cartório da Saúde, na Capital, realiza primeira fase do projeto piloto

Primeira fase do projeto "Paternidade Responsável", realizado pelo cartório da Saúde, na zona sul de São Paulo, ocorreu no último domingo (03.06) na escola E.E. Carlos Pasquale. O Registro Civil da Saúde levou máquina copiadora, computador e demais materiais necessário para o evento.

A mobilização levou 43 mães que foram atendidas pelos funcionários do Registro Civil do 21º Subdistrito - Saúde. "O projeto é de suma importância para a comunidade, inclusive para as regiões carentes, onde se encontram muitas pessoas que desconhecem o direito que ela tem. As pessoas atendidas estão muito satisfeitas", avaliou José Gonçalves Ferreira, Oficial Substituto do cartório da Saúde.

Nesta primeira fase do projeto a Vara da Infância e Juventude do Jabaquara notificou 180 mães e as que compareceram à escola tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e principalmente dar entrada ao processo de reconhecimento de paternidade. Cada caso foi orientado da melhor forma possível para que a criança em questão pudesse ter em sua certidão de nascimento o nome do pai.

"Hoje é o primeiro passo de um projeto muito importante. Acredito que ele trará maior integração à família. E penso que em breve esse projeto possa ser ampliado. A diretora do colégio me relatou crianças que rasgaram a notificação por terem raiva de seus pais, essas crianças tem muita mágoa e isso também deve ser trabalhado", explicou o Juiz da Vara da Infância e Juventude do Jabaquara, Armando Camargo Pereira.

Durante todo o domingo o cartório da Saúde 36 mães que fizeram a indicação do suposto pai e sete casos onde já foram feitos os reconhecimentos espontâneos.

Wilca Paulo de Lima compareceu à escola Carlos Pasquale para indicar o pai de sua filha Carla de oito anos. "Acho que será importante pra minha filha ter o nome do pai no registro. Vou aproveitar esta oportunidade, pois além de ser de graça eu pude comparecer porque foi no final de semana. Seria bom se sempre tivesse ações como esta", disse a mãe.

"Muitas crianças sofrem preconceito, é importante que haja mobilização de todas as partes", diz Marcia Damaris, diretora da Vara da Infância e Juventude do Jabaquara. "Eu passei de classe em classe explicando o projeto aos alunos. Acredito que é fundamental que eles tenham o nome do pai na certidão de nascimento", completou a diretora do E.E. Carlos Pasquale, Aparecida Domingos de Lima Carvalho.

Rebeca Gama dos Santos Moraes Pessoa compareceu junto com os pais na escola para fazer o reconhecimento espontâneo da paternidade do irmão Moisés de 12 anos. "Eu já tinha o nome do meu pai na certidão, mas o Moisés não. Mas hoje já pudemos resolver isto, de maneira rápida, fácil e também é de graça", conta feliz a irmã mais velha.

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