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11 de Junho de 2007

Paternidade Responsável - Cartório do Ipiranga atende à população do bairro na primeira fase do projeto da Paternidade

No último domingo (04.06), foi iniciada a primeira fase do projeto "Paternidade Responsável" - parceria entre a Associação dos Registradores do Estado de São Paulo (Arpen-SP), Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Corregedoria Geral da Justiça e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Educação, que ocorreu no bairro do Ipiranga , zona sul da Capital.

Para dar vida ao projeto, foi realizado um levantamento dos alunos que não tinham em seu registro de nascimento a paternidade estabelecida. Ao todo 96 crianças foram identificadas nessa condição. "Normalmente o processo leva de dois a três meses, aqui a indicação do suposto pai é feito na hora, devido ao perfil dos colégios da região, grande parte das mães que compareceram tem seus filhos adolescentes", disse a Escrevente, Maria Dolores Torres Barbosa.

Djanira dos Santos, 53 anos, mãe de três filhos e veio indicar a paternidade da menor de 17 anos: "Minha filha sempre quis ter o nome do pai em seu registro, com essa oportunidade que surgiu ficou muito mais fácil em resolver essa questão. Fui muito bem atendida e esclareceram todas as minhas dúvidas", disse.

As notificações enviadas as mães foram dividas em três horários para evitar as filas, trazendo uma boa fluência durante todo o dia, obtendo um aspecto positivo.

Do total das mães notificadas não compareceram 40 mães das quais 17 não tem dados dos genitores; cinco não tiveram interesse; quatro já tem pais falecidos; dois já tem processo em via judicial; duas mães não apresentaram interesse; dois já são adotados e uma guardiã desconhece os dados dos pais.

O Juiz de Direito da Vara da infância e juventude do foro regional do Ipiranga, Edson Chuji Kinashi, ressaltou a importância do projeto: "É de grande valia essa iniciativa que irá atender dois pontos cruciais: a criança ou adolescente terá a paternidade reconhecida, algo que afeta o psicológico do menor, e o segundo ponto importante é que com o nome do pai no registro auxilia para aqueles que tiverem interesse em uma ação de alimentos ou patrimonial", concluiu.

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