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11 de Junho de 2007
Clipping - SPTV 1ª edição - Crianças ganham RG com nome do pai
Cerca de 350 mil crianças que estudam na rede pública estadual não têm o nome do pai registrado no RG. Para zerar este número, foi criado o Projeto Paternidade
As mães estão sendo chamadas nas escolas, para uma aula prática de cidadania. As crianças recebem, de graça, uma nova identidade.
Vanilda tem 30 anos e ainda guarda a mágoa de não ter sido reconhecida pelo pai.
"Eu via o meu pai, mas não podia chegar, abraçar, falar com ele, porque ele não me reconheceu como filha", conta Vanilda Carvalho, doméstica.
O filho dela de 10 anos também não tem o nome do pai no documento. Ele fugiu quando soube que Vanilda estava grávida.
"Hoje, as vezes o meu filho diz "mãe, o pai que eu tenho é o que está morando com a gente, porque meu pai biológico não me reconheceu". Eu fico sem resposta para dar pra ele", diz ela.
Para mudar a história do filho, ela foi uma das primeiras a participar do mutirão da paternidade. O projeto foi criado pelas secretarias da Educação e da Justiça.
O objetivo é proporcionar às crianças que estudam na rede pública do estado e que não têm o nome do pai, um RG completo.
"É fundamental é a cidadania que você está dando. Essa criança vai crescer tendo o nome da mãe e o nome do pai", afirma Odélio Antônio de Lima, coordenador do projeto na Região Sul.
Em agosto começa a segunda fase deste projeto. Os pais das crianças indicados pelas mães vão ser chamados para uma conversa. Se eles reconhecerem a paternidade, o processo é concluído com a emissão de um novo documento de identidade com o nome e o sobrenome do pai.
Se o reconhecimento não for amigável, o juiz pode pedir um exame de DNA. Em qualquer situação, a família não gasta nada.
Foi isso que deu coragem à uma das famílias. Lucília e Francisco são casados e têm sete filhos.
Desempregado e sem documentos, o pai não registrou os quatro mais novos. No mutirão que aconteceu numa escola da zona sul, tudo ficou acertado.
"estou aliviada, com vontade até de chorar", garante Lucília.
Maria também voltou pra casa aliviada. O filho de 10 anos, abandonado pelo pai biológico, foi adotado pelo novo marido.
"Eu já amava ele, agora amo mais ainda. Nem todos fazem isso", afirma Maria Eliane da Silva, diarista.
"Eu gosto muito dele e reconheço ele como um filho", diz Gilberto.
A secretaria estadual de educação está chamando, para irem às escolas, as mães de filhos que não tem o nome do pai na certidão de nascimento.
Quem estiver nestas condições e não receber a notificação também pode procurar uma escola estadual ou um cartórios de registro civil, para arrumar os documentos, de graça.
Clique para assistir a matéria
As mães estão sendo chamadas nas escolas, para uma aula prática de cidadania. As crianças recebem, de graça, uma nova identidade.
Vanilda tem 30 anos e ainda guarda a mágoa de não ter sido reconhecida pelo pai.
"Eu via o meu pai, mas não podia chegar, abraçar, falar com ele, porque ele não me reconheceu como filha", conta Vanilda Carvalho, doméstica.
O filho dela de 10 anos também não tem o nome do pai no documento. Ele fugiu quando soube que Vanilda estava grávida.
"Hoje, as vezes o meu filho diz "mãe, o pai que eu tenho é o que está morando com a gente, porque meu pai biológico não me reconheceu". Eu fico sem resposta para dar pra ele", diz ela.
Para mudar a história do filho, ela foi uma das primeiras a participar do mutirão da paternidade. O projeto foi criado pelas secretarias da Educação e da Justiça.
O objetivo é proporcionar às crianças que estudam na rede pública do estado e que não têm o nome do pai, um RG completo.
"É fundamental é a cidadania que você está dando. Essa criança vai crescer tendo o nome da mãe e o nome do pai", afirma Odélio Antônio de Lima, coordenador do projeto na Região Sul.
Em agosto começa a segunda fase deste projeto. Os pais das crianças indicados pelas mães vão ser chamados para uma conversa. Se eles reconhecerem a paternidade, o processo é concluído com a emissão de um novo documento de identidade com o nome e o sobrenome do pai.
Se o reconhecimento não for amigável, o juiz pode pedir um exame de DNA. Em qualquer situação, a família não gasta nada.
Foi isso que deu coragem à uma das famílias. Lucília e Francisco são casados e têm sete filhos.
Desempregado e sem documentos, o pai não registrou os quatro mais novos. No mutirão que aconteceu numa escola da zona sul, tudo ficou acertado.
"estou aliviada, com vontade até de chorar", garante Lucília.
Maria também voltou pra casa aliviada. O filho de 10 anos, abandonado pelo pai biológico, foi adotado pelo novo marido.
"Eu já amava ele, agora amo mais ainda. Nem todos fazem isso", afirma Maria Eliane da Silva, diarista.
"Eu gosto muito dele e reconheço ele como um filho", diz Gilberto.
A secretaria estadual de educação está chamando, para irem às escolas, as mães de filhos que não tem o nome do pai na certidão de nascimento.
Quem estiver nestas condições e não receber a notificação também pode procurar uma escola estadual ou um cartórios de registro civil, para arrumar os documentos, de graça.
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