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06 de Agosto de 2007

Paternidade Responsável - Clipping - Jornal de Jundiaí - Poucos responderam ao chamado

Os olhos de Amanda Luiza da Costa se enchem de alegria ao saber que poderá assinar o nome com o sobrenome "Nascimento", do pai. Ela e mais outras dezenas de crianças fizeram parte da segunda etapa do programa 'Paternidade Responsável'. Os documentos foram feitos ontem. Os pais que não compareceram ou não reconheceram os filhos passarão por processo, com exame de DNA.

Durante a manhã de ontem, os atendimentos aos 25 pais convocados da região do 2° Cartório de Registro Civil foram feitos no Fórum Adriano de Oliveira. De acordo com o oficial do subdistrito, Luiz Ricardo de Oliveira Salvador, ontem não seria entregue o documento com a alteração. "É feito o ofício, encaminhado ao cartório onde a criança foi registrada, para que lá seja incluído o nome do pai e dos avós paternos", explica. Pelo subsdistrito do 1° Cartório, houve 27 agendamentos, para audiência na Escola Estadual Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.

No caso de Amanda, os pais tentaram fazer a alteração antes, porém, como foi registrada no Paraná, teriam de viajar até a cidade onde nasceu. "Fui ver quanto custava. Ficava em torno de R$ 150 aqui, mais um outro custo de cartório. Esse projeto foi uma mão na roda", explica o pai, Eduardo do Nascimento. Com isso, Amanda receberá o registro novo, em alguns dias, sem custo.

A corregedora permanente de Jundiaí, Fátima do Prado Marçura, adiantou que os próximos passos do projeto devem englobar as escolas municipais. "Esse primeiro levantamento foi feito em dez escolas dos bairros mais carentes da cidade. A próxima fase será feita com as crianças em faixa etária menor", explica. Fátima ainda destaca que o termo "Paternidade" não remete apenas ao pai da criança. "A mulher, a partir do momento que sabe que pode engravidar, deve saber o nome do companheiro".

Na primeira fase, foram selecionadas 500 crianças entre 10 escolas. Dessas, cerca de 60 mães levaram o nome completo do suposto pai e o endereço para que a convocação fosse entregue. "A adesão foi frustrante", afirma a corregedora. A defensora pública do Estado de São Paulo, Nádia Taffarello Soares, acompanhou a ação e disse que é preciso maior mobilização para conscientizar a população carente.

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