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07 de Agosto de 2007

Paternidade Responsável - Segunda fase do projeto Paternidade Responsável mobiliza seis cartórios na Capital

Seis cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais da capital (Capela do Socorro, Capão Redondo, Ibirapuera, Jardim São Luis, Parelheiros e Santo Amaro) se uniram no último domingo (05.08) para realizar uma verdadeira demonstração de cidadania com a realização da segunda fase do projeto "Paternidade Responsável".


Noventa audiências foram marcadas para realizar a regularização da paternidade. O evento envolveu a participação ativa de funcionários e Oficiais dos cartórios presentes à jornada, além de 4 juízes e 3 funcionárias e 2 estagiárias da defensoria pública.


Para Odélio Antonio de Lima, Oficial do cartório de Parelheiros, a oportunidade foi muito proveitosa, pois todos os pais convocados compareceram às audiências. "Nós tivemos aqui um dia tranqüilo, bem organizado. É muito importante que esse trabalho tenha seqüência para fixarmos níveis, quem sabe, nulos de crianças sem o nome do pai no registro. Aqui na zona sul o trabalho seguirá em frente para caminhar para isso", explicou o Oficial.


Todos os casos em que foram suscitadas dúvidas quanto à paternidade seguiram diretamente à Defensoria Pública para que fossem realizados os testes de DNA, que felizmente acabou ocorrendo em poucos casos na escola Dom Duarte, no bairro da Capela do Socorro, zona sul da capital.



Para Mateus Cordeiro Bernardo da Silva o projeto deu não só um nome, mas também um pai. Gilberto Bernardo da Silva adotou o menino com quem convive desde os primeiros meses de vida. A mãe de Mateus, Maria Eliane Cordeiro da Silva, começou a se relacionar com o agora pai de seu filho quando o menino tinha apenas seis meses, mas nunca tiveram oportunidade de realizar adoção. "Acompanhei ele desde quase o nascimento. Tenho ele como um filho meu. E agora tivemos essa oportunidade. Estamos muito felizes", declara o agora pai de Mateus.


Guilherme Henrique de Souza Firmino, de 17 anos, já saiu da escola com a certidão averbada com o nome do pai. Maria Aparecida de Souza Firmino e Cláudio Belo Firmino namoravam quando ela estava grávida, porém uma briga os separou. Pouco tempo depois reataram e acabaram casando, porém Aparecida já havia registrado o filho somente em seu nome. Agora puderam acertar toda a documentação. "A gente gostaria de ter resolvido este problema antes. Esse projeto nos ajudou. Veio complementar algo que faltava para o Guilherme", afirma a mãe. "Estou feliz, ter o nome dele é importante pra mim", disse Guilherme.


O juiz designado para trabalhar no evento Jayme de Oliveira, da 13ª Vara da Fazenda Pública acredita que a mobilização é importante para a conscientização da população. "Esse trabalho desenvolvido por meio dessas parcerias trazem um resultado muito bom. Haver um movimento como esse cria um ambiente favorável, conscientiza e orienta mães, pais e também os adolescentes. Eu acho que esse projeto é bastante relevante", afirma.



Paternidade Responsável na mídia


Durante a mobilização da segunda fase do projeto Paternidade Responsável a TV Bandeirantes compareceu ao evento para realizar uma reportagem sobre a jornada, que este ano esta sendo realizada em todo o Estado de São Paulo.

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