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07 de Agosto de 2007

Paternidade Responsável - Dia Estadual da Paternidade Responsável mobiliza o bairro de Itaquera

Quando várias facções da sociedade se unem por um projeto sério, voltado para a cidadania o resultado não poderia ser diferente do que se assistiu no último domingo (05.08) em todo o Estado de São Paulo. O projeto Paternidade Responsável garantiu a milhares de crianças e adolescentes o direito de ter o nome do pai no registro de nascimento.


Em Itaquera, bairro da zona leste da Capital, onde ocorreu o projeto piloto da Paternidade Responsável, no ano passado, 200 audiências foram marcadas para o reconhecimento da paternidade, além de alguns casos em que os pais tomaram conhecimento da mobilização pela mídia e assim compareceram à escola Estrela Guia.


"Eu acredito que a continuidade do projeto, a partir do piloto, demonstra o alto objetivo social. Hoje nós temos uma previsão de 30 mil reconhecimentos no Estado de São Paulo, então evidencia a necessidade de ter havido este projeto. Isso traduz a importância e o sucesso do projeto. Durante a semana recebemos no cartório mais de vinte ligações de pessoas que tomaram conhecimento do projeto através da imprensa e que hoje estão comparecendo mesmo estando fora dos convocados", explica Francisco Márcio Ribas, Oficial do registro Civil de Itaquera.


A segunda fase do projeto, que ocorreu no dia estadual da Paternidade Responsável, deu oportunidade a muitas crianças e adolescentes de regularizar gratuitamente seu registro de nascimento, incluindo o nome do pai na certidão de nascimento - em uma iniciativa pioneira promovida em parceria pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), Associação dos Registradores de Pessoas Naturais(Arpen-SP) e Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação.


Esse foi o caso de Luan Taiguara Paulino de Toledo, de 17 anos, que agora também tem o nome do pai no registro de nascimento. Os pais do adolescente namoravam na época em que a mãe, Andrea Cristina de Paulino de Toledo, estava grávida do pai João Alves de Toledo. Porém, por causa de uma briga, quando Luan nasceu a mãe registrou o filho apenas no nome dela. Quando a criança completou dois anos o casal reatou, se casou, porém não regularizou a situação do registro.


"Nós assistimos na televisão sobre o projeto. Na hora liguei para o cartório, que me informou que eu poderia vir até a escola para acertar tudo. Fiquei muito feliz. Essa foi a oportunidade que não podíamos perder, pois a gente queria ter resolvido isso há muito tempo", disse contente a mãe Andrea Cristina de Paulino de Toledo. "Estou muito feliz com a oportunidade. É muito importante para mim", completou Luan.


A audiência realizada para regularizar a situação de Luan foi assistida pelo Corregedor Geral da Justiça, Gilberto Passos de Freitas, e pela juíza auxiliar da Corregedoria, idealizadora do projeto, Ana Luiza Villa Nova, que cumprimentaram a família que saiu da escola realizada.


Muitos funcionários do registro civil de Itaquera, voluntários e 5 juizes participaram da mobilização na escola Estrela Guia na zona leste, atenderam e solucionaram os casos de reconhecimento.

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