Notícias
07 de Agosto de 2007
Paternidade Responsável - Dia Estadual da Paternidade Responsável lota o Fórum de Sorocaba
A uma semana da comemoração do Dia dos Pais, pode-se dizer que milhares de crianças têm hoje motivos de sobra para comemorar.
Acontece que o dia 5 de agosto foi estabelecido como o Dia Estadual da Paternidade Responsável, ocasião em que milhares de crianças de todo o Estado de São Paulo tiveram a oportunidade de ter o nome de seus pais incluídos em seus registros de nascimento, garantindo-lhes assim a conquista de valiosos direitos.
Na cidade de Sorocaba, quando a primeira fase do Projeto Paternidade Responsável foi iniciada cerca de 5.200 mães da rede estadual de ensino foram mobilizadas, tendo, aproximadamente, 800 delas feito a indicação do suposto pai.
E neste domingo (05.08), dando continuidade ao Projeto, o Fórum de Sorocaba recebeu os supostos pais residentes de Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora e Sorocaba para assumirem ou negarem a paternidade das crianças em questão. O movimento no Fórum foi intenso, mas bem organizado. Toda a estrutura do ambiente foi dividida de modo a atender cada família de acordo com suas necessidades.
"O movimento está sendo muito acima do esperado, até porque muitas pessoas que estão vindo ao Fórum não haviam sido selecionadas pelas escolas", explica o oficial do 1º Subdistrito de Sorocaba, Sebastião Santos da Silva, que enxerga o reconhecimento da paternidade como um direito de extrema importância, gerando para a criança um convívio social mais adequado.
Pelos corredores do Fórum era possível ouvir as mais diversas histórias. Histórias tristes à espera de um desfecho feliz e histórias emocionantes, como foi o caso do pequeno Vitor Hugo Botelho, que na ocasião teve o Barbosa acrescentado ao sobrenome, mas não por seu pai biológico e sim pelo pai que o criou desde cedo. "Talvez agora que o Vitor seja mais novo, não entenda exatamente a dimensão do que está acontecendo. Mas creio que hoje seja um dia muito importante para a nossa família. Conversamos com ele hoje cedo e explicamos o que aconteceria aqui e ele ficou muito feliz. Contou pra todo mundo que agora teria o sobrenome igual ao da irmã", conta a mãe Cristiane Alves Botelho.
O caso de Luendi Lana da Silva já é bastante diferente. Contente pelo fato de o pai ter ido ao Fórum para reconhecê-la como filha, a garota explica que o sobrenome não sofrerá alteração alguma, uma vez que o único sobrenome do pai também é Silva. "Meu nome vai continuar sendo o mesmo, mas fiquei muito feliz mesmo por meu pai ter vindo e me reconhecido como filha", conta entusiasmada.
Também houveram histórias de pais que não se interessaram em fazer o reconhecimento da paternidade, como o de Gabriela Bueno, que ainda alimentava esperanças na espera pelo pai. "Gostaria que meu pai tivesse vindo. Mas talvez ainda dê tempo", declarou Gabriela, ansiosa.
Nesse caso, o processo é encaminhado à Defensoria Pública, que poderá determinar a realização de um exame de DNA. A previsão é de que nesse caso a paternidade seja reconhecida ou descartada gratuitamente em aproximadamente um mês. Já os pais que não compareceram voltarão a ser intimados para declararem ou não a paternidade.
Para o diretor do Fórum de Sorocaba, José Elias Themer, a grande adesão da população foi uma agradável surpresa. "Chegando ao Fórum pela manhã notei a enorme fila postada em frente ao prédio e fiquei realmente surpreso. Isso representa a grande importância do convênio firmado entre a Defensoria Pública, a Arpen-SP e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Porque nesse projeto a justiça vai diretamente de encontro a necessidade da população, antecipando se ao conflito e concorrendo para a pacificação social e o amplo exercício da cidadania", ressalta.
O evento, que começou pontualmente às 8h30 deste sábado, se estendeu até às 13h30, uma vez que vários horários foram previamente divididos entre os que se faziam presentes para serem atendidos.
Participaram da mobilização os Cartórios de Registro Civil do 1º e 2º Subdistrito de Sorocaba, os cartórios dos distritos de Éden e Brigadeiro Tobias. Os números ainda não foram anunciados, mas estima-se que na ocasião tenham sido reconhecidas quase 300 crianças, sem contar os casos em que os pais residem em outras localidades.
Acontece que o dia 5 de agosto foi estabelecido como o Dia Estadual da Paternidade Responsável, ocasião em que milhares de crianças de todo o Estado de São Paulo tiveram a oportunidade de ter o nome de seus pais incluídos em seus registros de nascimento, garantindo-lhes assim a conquista de valiosos direitos.
Na cidade de Sorocaba, quando a primeira fase do Projeto Paternidade Responsável foi iniciada cerca de 5.200 mães da rede estadual de ensino foram mobilizadas, tendo, aproximadamente, 800 delas feito a indicação do suposto pai.
E neste domingo (05.08), dando continuidade ao Projeto, o Fórum de Sorocaba recebeu os supostos pais residentes de Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora e Sorocaba para assumirem ou negarem a paternidade das crianças em questão. O movimento no Fórum foi intenso, mas bem organizado. Toda a estrutura do ambiente foi dividida de modo a atender cada família de acordo com suas necessidades.
"O movimento está sendo muito acima do esperado, até porque muitas pessoas que estão vindo ao Fórum não haviam sido selecionadas pelas escolas", explica o oficial do 1º Subdistrito de Sorocaba, Sebastião Santos da Silva, que enxerga o reconhecimento da paternidade como um direito de extrema importância, gerando para a criança um convívio social mais adequado.
Pelos corredores do Fórum era possível ouvir as mais diversas histórias. Histórias tristes à espera de um desfecho feliz e histórias emocionantes, como foi o caso do pequeno Vitor Hugo Botelho, que na ocasião teve o Barbosa acrescentado ao sobrenome, mas não por seu pai biológico e sim pelo pai que o criou desde cedo. "Talvez agora que o Vitor seja mais novo, não entenda exatamente a dimensão do que está acontecendo. Mas creio que hoje seja um dia muito importante para a nossa família. Conversamos com ele hoje cedo e explicamos o que aconteceria aqui e ele ficou muito feliz. Contou pra todo mundo que agora teria o sobrenome igual ao da irmã", conta a mãe Cristiane Alves Botelho.
O caso de Luendi Lana da Silva já é bastante diferente. Contente pelo fato de o pai ter ido ao Fórum para reconhecê-la como filha, a garota explica que o sobrenome não sofrerá alteração alguma, uma vez que o único sobrenome do pai também é Silva. "Meu nome vai continuar sendo o mesmo, mas fiquei muito feliz mesmo por meu pai ter vindo e me reconhecido como filha", conta entusiasmada.
Também houveram histórias de pais que não se interessaram em fazer o reconhecimento da paternidade, como o de Gabriela Bueno, que ainda alimentava esperanças na espera pelo pai. "Gostaria que meu pai tivesse vindo. Mas talvez ainda dê tempo", declarou Gabriela, ansiosa.
Nesse caso, o processo é encaminhado à Defensoria Pública, que poderá determinar a realização de um exame de DNA. A previsão é de que nesse caso a paternidade seja reconhecida ou descartada gratuitamente em aproximadamente um mês. Já os pais que não compareceram voltarão a ser intimados para declararem ou não a paternidade.
Para o diretor do Fórum de Sorocaba, José Elias Themer, a grande adesão da população foi uma agradável surpresa. "Chegando ao Fórum pela manhã notei a enorme fila postada em frente ao prédio e fiquei realmente surpreso. Isso representa a grande importância do convênio firmado entre a Defensoria Pública, a Arpen-SP e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Porque nesse projeto a justiça vai diretamente de encontro a necessidade da população, antecipando se ao conflito e concorrendo para a pacificação social e o amplo exercício da cidadania", ressalta.
O evento, que começou pontualmente às 8h30 deste sábado, se estendeu até às 13h30, uma vez que vários horários foram previamente divididos entre os que se faziam presentes para serem atendidos.
Participaram da mobilização os Cartórios de Registro Civil do 1º e 2º Subdistrito de Sorocaba, os cartórios dos distritos de Éden e Brigadeiro Tobias. Os números ainda não foram anunciados, mas estima-se que na ocasião tenham sido reconhecidas quase 300 crianças, sem contar os casos em que os pais residem em outras localidades.