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21 de Novembro de 2007

Clipping - Correio Popular - Holambra - SP ganha cartório de registro

A partir de segunda-feira, nenhum morador precisará viajar para documentar separações, nascimentos, casamentos ou óbitos

Entre os 9.111 habitantes atuais não existe um que possua uma certidão de nascimento atestando ter nascido em Holambra. Primeiro porque ninguém nasce lá, já que a cidade não tem maternidade e as grávidas precisam viajar para Jaguariúna, Campinas ou outro município para o parto. Segundo porque, mesmo a lei abrindo a possibilidade de o registro de nascimento ser feito na cidade de residência dos pais, nem isso ajuda, porque Holambra também não tem cartório. Ou melhor, não tinha. Segunda-feira será um dia histórico: o primeiro holambrense será registrado inaugurando o Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais.

A partir de então, mais nenhum morador de Holambra será obrigado a viajar para fazer separações e divórcios, registros de nascimento, casamentos ou óbitos, testamentos, escrituras públicas, reconhecimento de firmas e autenticações. No cartório, instalado no Centro, também funcionará o Tabelionato de Notas do Município de Holambra da Comarca de Mogi Mirim.

O cartório vai facilitar a vida dos holambreses, de acordo com o oficial registrador e tabelião de notas Daniel de Araújo Corrêa. "Atualmente, a população tem que se deslocar 30 quilômetros para realizar qualquer serviço, inclusive os mais básicos. Um cartório na cidade vai trazer economia de tempo e eliminar gastos desnecessários."

A instalação de um Cartório de Registro Civil em Holambra ocorreu em função de concurso público promovido este ano pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), quando Daniel Corrêa foi aprovado. A primeira criança que será registrada em Holambra na segunda-feira nasceu em São Paulo. O nome não foi divulgado.

Lurdes Eiras, que reside na cidade há dez anos, teve Gabriel há seis meses em Campinas e registrou a criança em Artur Nogueira. "Se pudesse, teria registrado aqui em Holambra, porque todos os documentos dele aparecerão como natural de Artur Nogueira e, se ele precisar de segunda via, vai ter que ir até lá para conseguir."

Geovana, de 1 ano e 6 meses, nasceu em Jaguariúna e também foi registrada em Artur Nogueira. "É estranho isso. Ela só não nasceu aqui porque não tem hospital. Não há nada que a ligue a Artur Nogueira, mas o resto da vida ela terá de preencher documentos dizendo que é natural de Artur Nogueira", disse Osmar da Silva Rosa, pai da garota. Ele e a mãe da menina ainda não são casados, mas Rosa disse que, com um cartório em Holambra, vai facilitar a realização do sonho do casal. "Hoje teríamos que ir para outra cidade para o casamento civil."



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