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25 de Março de 2008

Arpen-SP lança campanha de combate e prevenção à Dengue no Estado de São Paulo

Com o objetivo de auxiliar o Poder Público no combate à epidemia de Dengue que vem assolando os estados brasileiros - nesta última semana foi o Rio de Janeiro - a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) iniciará na próxima semana uma intensa campanha de conscientização e informação da população a respeito do combate à Dengue.

Em parceria com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual da Saúde do Governo do Estado, a Arpen-SP distribuirá a todos os cartórios de Registro Civil do Estado cartazes e cartilhas com orientações e informações à população sobre como proceder no combate ao mosquito transmissor da dengue.

"Com a nossa capilaridade podemos dar uma contribuição significativa às entidades públicas no sentido de orientar e informar a população sobre como prevenir focos transmissores da Dengue", afirmou o assessor especial de Cidadania da Arpen-SP, Luiz Fernando Matheus, idealizador da idéia. "Os registradores civis estão presentes em todas as cidades do Estado de São Paulo, principalmente naquelas mais carentes, onde a informação é essencial para que a população não deixe focos para a reprodução do mosquito que transmite a doença", completou.

Desde a semana passada a Dengue vem assolando o Estado do Rio de Janeiro, expondo a situação precária da Saúde Pública no Estado. "Um dos grandes problemas que houve no Rio de Janeiro foi à falta de prevenção e alerta sobre a doença. Com esta iniciativa, a Arpen-SP dará sua contribuição aos órgãos públicos e ajudará a população sendo um pólo difusor de informações", explicou o presidente da entidade, Odélio Antônio de Lima. "Mais uma vez estamos sendo parceiros do Estado e do Governo Federal em uma ação de cidadania, cumprindo nosso papel e ajudando a população com uma ação pública de grande porte", concluiu o presidente.

Os cartazes e cartilhas serão entregues pelo Ministério da Saúde na sede da Arpen-SP a partir da próxima semana e em seguida, a associação remeterá lotes aos cartórios do Estado de São Paulo. Para os Oficiais que estiverem interessados em já contribuir com a campanha, o site http://www.combatadengue.com.br/, disponibiliza todo o material para a impressão, distribuição, bem como vídeos, ringtones, jingles e panfletos.

Participe, sua ajuda é essencial. Arpen-SP é Cidadania.

Governador do Rio atribui epidemia de dengue à falta de trabalho preventivo

O governador Sérgio Cabral (PMDB) atribuiu a epidemia de dengue no Rio à falta do trabalho de prevenção nos municípios do Estado. Desde o começo do ano, 48 pessoas morreram em conseqüência da doença no Estado.

Segundo ele, nas cidades onde o programa Saúde da Família --feito em parceria com o governo federal-- foi realizado de modo constante, a incidência da doença é menor que em outras localidades.

"É um trabalho de formiguinha que os municípios têm que fazer o ano inteiro", afirmou o governador, citando como exemplos Niterói (região metropolitana) e Piraí (interior), onde, de acordo com o governador, não há registros de mortes em decorrência da dengue.

Cabral afirmou que a rede de atendimento estadual está saturada devido ao aumento do número de casos da doença. Por isso, destacou a importância das tendas de hidratação que foram instaladas ontem (24).

De acordo com o governador, há 300 pontos de hidratação no Estado e novas vagas serão abertas nos próximos dias.

Cabral disse ainda que há mais de 13 anos o Rio de Janeiro passa por seguidas crises com a dengue, em maior ou menor escala. Por isso, evitou avaliar se as ações emergenciais foram feitas cedo ou tarde demais. Entre as medidas adotadas estão a contratação de 300 agentes para operar equipamentos de fumacê (fumaça tóxica ao mosquito) e a criação de um cartão para registrar o atendimento de pacientes com dengue.

"Não vamos ficar chorando o leite derramado. Temos que trabalhar. A população está sofrendo e precisa de assistência. Não adianta ficar buscando culpado neste momento".

Fonte: Folha Online

Sobre a Dengue

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Em nosso País, as condições socioambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram o avanço da doença desde sua reintrodução, em 1976. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionais. Por isso, o controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores e, hoje, o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade.

No período de janeiro a julho de 2007, 438.949 casos de dengue clássica, 926 casos de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e a ocorrência de 98 óbitos.

A Dengue no Brasil

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) registrou, no período de janeiro a julho de 2007, 438.949 casos de dengue clássica, 926 casos de Febre Hemorrágica da Dengue e a ocorrência de 98 óbitos. Ao compararmos com o ano de 2006, observamos um aumento de 136.488 casos de dengue no País, sendo o mês de março aquele com o maior número de notificações no período, correspondendo a 102.011 casos. Importante destacar que este aumento no número absoluto de casos está relacionado com a ocorrência de epidemias com altas taxas de incidência em alguns Estados. Neste caso, destaca-se o ocorrido nos Estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro que notificaram um excedente de 59.370, 39.391 e 18.181 casos, respectivamente.

Sintomas

Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do 3 º dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os seguintes sintomas aparecem:

Dengue Clássica

Febre alta com início súbito.
Forte dor de cabeça.
Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Perda do paladar e apetite.
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
Náuseas e vômitos" Tonturas.
Extremo cansaço.
Moleza e dor no corpo.
Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum.
A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Dores abdominais fortes e contínuas.

Vômitos persistentes.
Pele pálida, fria e úmida.
Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Manchas vermelhas na pele.
Sonolência, agitação e confusão mental.
Sede excessiva e boca seca.
Pulso rápido e fraco.
Dificuldade respiratória.
Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O objetivo do Ministério é que esse número seja reduzido a menos de 1%.

Tratamento

Ao ser observado o primeiro sintoma da dengue, deve-se buscar orientação médica no serviço de saúde mais próximo. Só depois de consultar um médico, alguns cuidados devem ser tomados, como:

Manter-se em repouso.
Beber muito líquido (inclusive soro caseiro).

E só usar medicamentos prescritos pelo médico, para aliviar as dores e a febre.
A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea.

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