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05 de Maio de 2008
Campanha Sub-Registro Zero começa em Euclides da Cunha Paulista
Em 1990 a população de Euclides da Cunha Paulista, no oeste paulista comemorava a entrada em vigor da Lei 6.645 que desmembrava o novo município de seu vizinho, Teodoro Sampaio. Três anos depois a nova cidade seria finalmente instalada. Passados 18 anos de sua criação e 16 de sua instalação, no último sábado (03.05) os moradores da cidade tiveram pela primeira vez em sua história a presença de um cartório de Registro Civil em seu município, com a ação do Registro Civil Itinerante da Arpen-SP que, iniciou na cidade o seu projeto Sub-Registro Zero, que percorrerá ainda outras 19 cidades em todo o Estado.
Localizado a cerca de 50 km da cidade de Teodoro Sampaio, onde encontra-se o cartório de registro civil, a população do município, composta essencialmente de trabalhadores rurais que residem em glebas agrícolas, enfrenta uma longa jornada para realizar os atos essenciais de cidadania. "Tinha muita esperança que alguém iria escolher este cartório no último concurso, mas novamente ninguém optou por instalar o cartório aqui", afirmou a Oficiala Aparecida Luiza Del Pupo, cujo cartório responde ainda pelas delegações de imóveis, pessoa jurídica e títulos e documentos.
"Na antiga administração, o prefeito levava a população até o cartório, em dias já pré-determinados, mas isso mudou, e agora ficou ainda mais complicado para a população da cidade se dirigir ao cartório", explicou Aparecida que coordenou a equipe do cartório de Teodoro Sampaio, formada pelo escrevente Cristiano Garcia Castanheira e pelos auxiliares Rodrigo de Souza Andrade e Lindalva Soprani Santos, que estiveram atendendo a população de Euclides da Cunha Paulista na primeira ação da campanha Sub-Registro Zero, promovida pela Arpen-SP com o objetivo de erradicar completamente o índice de crianças sem certidão de nascimento no Estado de São Paulo.
Ao todo, foram praticados 78 atos pela equipe do cartório, entre registros de nascimentos, segunda via de certidões, processos de habilitação de casamento e reconhecimento de paternidade. "Foi uma bela iniciativa da Arpen-SP vir até Euclides da Cunha Paulista. O município é muito pobre e a população é extremamente carente e necessitada de qualquer ação de cidadania", avaliou a Oficiala, que acompanhou pessoalmente os atendimentos no cartório itinerante.
Edna Maria de Jesus Almeida, de 26 anos, e José Galdino de Souza, de 34, foram um dos primeiros a serem atendidos pelo cartório itinerante em Euclides da Cunha Paulista. Sorridentes, foram ao cartório móvel registrar a pequena Elen Almeida de Souza, que já havia completado três meses de vida. "O cartório aqui é mais fácil para nós. Não temos que gastar dinheiro com a locomoção e não perco um dia de trabalho na Usina", disse Souza. "O médico sempre dizia que precisava fazer o registro dela, que ela ficaria sem qualquer proteção", disse Edna. "Agora ela vai ser cidadã de verdade e vou poder levá-la ao posto de saúde", completou. "Vou poder fazer também o cadastro dela no Bolsa Família", disse Souza.
A pequena Janaína, de apenas 12 dias, também compareceu com sua mãe no cartório itinerante realizando o seu primeiro ato de cidadã, o registro civil de nascimento. "Minha filha agora existe de verdade, para todo mundo saber", disse a mãe, radiante de felicidade. "Com o cartório aqui ficou muito fácil. Não entendo por que o cartório tem que estar longe de Euclides. Seria bom ter o cartório aqui, mesmo que fosse este móvel", comentou Darcyane Luzia Lopes, que registrou a pequena Evelyn na primeira ação itinerante do projeto Sub-Registro Zero.
Localizado a cerca de 50 km da cidade de Teodoro Sampaio, onde encontra-se o cartório de registro civil, a população do município, composta essencialmente de trabalhadores rurais que residem em glebas agrícolas, enfrenta uma longa jornada para realizar os atos essenciais de cidadania. "Tinha muita esperança que alguém iria escolher este cartório no último concurso, mas novamente ninguém optou por instalar o cartório aqui", afirmou a Oficiala Aparecida Luiza Del Pupo, cujo cartório responde ainda pelas delegações de imóveis, pessoa jurídica e títulos e documentos.
"Na antiga administração, o prefeito levava a população até o cartório, em dias já pré-determinados, mas isso mudou, e agora ficou ainda mais complicado para a população da cidade se dirigir ao cartório", explicou Aparecida que coordenou a equipe do cartório de Teodoro Sampaio, formada pelo escrevente Cristiano Garcia Castanheira e pelos auxiliares Rodrigo de Souza Andrade e Lindalva Soprani Santos, que estiveram atendendo a população de Euclides da Cunha Paulista na primeira ação da campanha Sub-Registro Zero, promovida pela Arpen-SP com o objetivo de erradicar completamente o índice de crianças sem certidão de nascimento no Estado de São Paulo.
Ao todo, foram praticados 78 atos pela equipe do cartório, entre registros de nascimentos, segunda via de certidões, processos de habilitação de casamento e reconhecimento de paternidade. "Foi uma bela iniciativa da Arpen-SP vir até Euclides da Cunha Paulista. O município é muito pobre e a população é extremamente carente e necessitada de qualquer ação de cidadania", avaliou a Oficiala, que acompanhou pessoalmente os atendimentos no cartório itinerante.
Edna Maria de Jesus Almeida, de 26 anos, e José Galdino de Souza, de 34, foram um dos primeiros a serem atendidos pelo cartório itinerante em Euclides da Cunha Paulista. Sorridentes, foram ao cartório móvel registrar a pequena Elen Almeida de Souza, que já havia completado três meses de vida. "O cartório aqui é mais fácil para nós. Não temos que gastar dinheiro com a locomoção e não perco um dia de trabalho na Usina", disse Souza. "O médico sempre dizia que precisava fazer o registro dela, que ela ficaria sem qualquer proteção", disse Edna. "Agora ela vai ser cidadã de verdade e vou poder levá-la ao posto de saúde", completou. "Vou poder fazer também o cadastro dela no Bolsa Família", disse Souza.
A pequena Janaína, de apenas 12 dias, também compareceu com sua mãe no cartório itinerante realizando o seu primeiro ato de cidadã, o registro civil de nascimento. "Minha filha agora existe de verdade, para todo mundo saber", disse a mãe, radiante de felicidade. "Com o cartório aqui ficou muito fácil. Não entendo por que o cartório tem que estar longe de Euclides. Seria bom ter o cartório aqui, mesmo que fosse este móvel", comentou Darcyane Luzia Lopes, que registrou a pequena Evelyn na primeira ação itinerante do projeto Sub-Registro Zero.