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13 de Outubro de 2008
Adriano dá depoimento pessoal para a campanha "Nossas Crianças", do CNJ
Os craques da seleção brasileira de hoje não começaram a carreira fazendo gols nos estádios europeus. A maioria dividia a bola - muitas vezes improvisada com meias - e o pouco que havia na despensa com os amigos e vizinhos. A turma cresceu: alguns viraram estrelas, a maioria gente honesta, mas uma parte também enveredou pela criminalidade.
Durante a gravação de mensagens de apoio ao projeto "Nossas Crianças", desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça e que tem o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o atacante Adriano Ribeiro (foto), o "Imperador", falou da infância difícil e dos amigos que enveredaram para o tráfico de drogas e o crime. No depoimento gravado na Granja Comary, na última quinta-feira, tentou convencer meninos e meninas de favelas a andar na lei em busca de uma vida de sucesso. As mensagens serão transmitidas pela TV Justiça e Rádio Justiça a partir de hoje.
Para os que têm Adriano por ídolo, ele tenta mostrar que apesar das dificuldades é possível vencer com estudo e esporte. "Isso ajuda a não pensar de coisas ruins", aconselhou as crianças na gravação para o programa do CNJ.
Adriano conserva amigos (ele frisa que não eram apenas vizinhos) na Vila Cruzeiro, onde há situação de tráfico. Admitiu que alguns dos companheiros de bola dos tempos de criança se envolveram no crime e ele ainda tenta entender por quê: "talvez porque para quem é criado na favela seja difícil conseguir emprego, então vender drogas é o caminho do dinheiro fácil". Para Adriano, a estrutura que teve em casa o manteve longe de problemas. "Se você não tiver a família do lado e pessoas que te querem bem, é quase impossível sair dali para mudar de vida", contou.
Os olhos do jogador brilham quando ele fala de programas sociais para crianças que, como ele, num momento da vida, precisaram de uma atenção especial. São olhos que viram o crime cedo demais. "Um cara matou outro na minha frente quando eu tinha sete anos, e três anos depois meu pai tomou um tiro na cabeça." Ele reconhece que, depois de experiências como essas, segurar o adolescente na legalidade é um desafio.
Adriano acredita que sem a intervenção correta, um garoto que vive o que ele viveu poderia optar pela vingança, principalmente se o autor do crime for um policial que mata um traficante querido pela vizinhança. "Por isso algumas crianças se baseiam muito na bandidagem porque eles (os bandidos) têm o seu valor dentro da comunidade", explica.
"Num primeiro instinto você quer sair e fazer o mesmo com quem te fez mal, e nessa hora é preciso que os valores da família sejam muito mais fortes do que os do crime. Os pais dão a noção para a criança do que ela está fazendo", desabafa.
Durante a gravação de mensagens de apoio ao projeto "Nossas Crianças", desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça e que tem o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o atacante Adriano Ribeiro (foto), o "Imperador", falou da infância difícil e dos amigos que enveredaram para o tráfico de drogas e o crime. No depoimento gravado na Granja Comary, na última quinta-feira, tentou convencer meninos e meninas de favelas a andar na lei em busca de uma vida de sucesso. As mensagens serão transmitidas pela TV Justiça e Rádio Justiça a partir de hoje.
Para os que têm Adriano por ídolo, ele tenta mostrar que apesar das dificuldades é possível vencer com estudo e esporte. "Isso ajuda a não pensar de coisas ruins", aconselhou as crianças na gravação para o programa do CNJ.
Adriano conserva amigos (ele frisa que não eram apenas vizinhos) na Vila Cruzeiro, onde há situação de tráfico. Admitiu que alguns dos companheiros de bola dos tempos de criança se envolveram no crime e ele ainda tenta entender por quê: "talvez porque para quem é criado na favela seja difícil conseguir emprego, então vender drogas é o caminho do dinheiro fácil". Para Adriano, a estrutura que teve em casa o manteve longe de problemas. "Se você não tiver a família do lado e pessoas que te querem bem, é quase impossível sair dali para mudar de vida", contou.
Os olhos do jogador brilham quando ele fala de programas sociais para crianças que, como ele, num momento da vida, precisaram de uma atenção especial. São olhos que viram o crime cedo demais. "Um cara matou outro na minha frente quando eu tinha sete anos, e três anos depois meu pai tomou um tiro na cabeça." Ele reconhece que, depois de experiências como essas, segurar o adolescente na legalidade é um desafio.
Adriano acredita que sem a intervenção correta, um garoto que vive o que ele viveu poderia optar pela vingança, principalmente se o autor do crime for um policial que mata um traficante querido pela vizinhança. "Por isso algumas crianças se baseiam muito na bandidagem porque eles (os bandidos) têm o seu valor dentro da comunidade", explica.
"Num primeiro instinto você quer sair e fazer o mesmo com quem te fez mal, e nessa hora é preciso que os valores da família sejam muito mais fortes do que os do crime. Os pais dão a noção para a criança do que ela está fazendo", desabafa.