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30 de Agosto de 2003

Cartório de São Miguel Paulista recebe ambulância da Apae-SP para o teste do pezinho

A parceria firmada entre a Arpen-SP e Apae-SP promoveu nesta última quarta-feira (24.09) sua terceira ação de combate a deficiências que podem ser causadas em razão da não realização do exame do teste do pezinho. A visita da ambulância da Apae-SP, realizada entre às 10h e às 16h, ocorreu no cartório do Distrito de São Miguel Paulista, bairro da zona leste de São Paulo.

O Tabelião José Roberto Bonizi, responsável pelo cartório, elaborou um meio inusitado e criativo de divulgar a visita da ambulância da Apae-SP na região de São Miguel Paulista. Por uma semana, um carro de som percorreu as principais vias do bairro e também as regiões mais carentes da região anunciando a visita do ambulatório móvel da Arpen-SP e a importância da realização do teste.

"Tínhamos que pensar em algo rápido e que atingisse o objetivo de avisar à população do bairro sobre esta importante iniciativa, fruto da parceria firmada pela Arpen-SP. O carro de som foi a saída que encontramos e acho que deu resultado", disse o Tabelião, que também lembrou a importância da realização do teste. "É muito importante que as mães se conscientizem da importância deste teste e tragam seus filhos para fazer o exame. Uma simples coleta de material pode salvar a vida destas crianças", disse o Oficial.

O pequeno Pedro Henrique da Silva de quatro meses foi um dos bebês atendido no posto móvel. "É melhor chorar agora do que pelo resto da vida", disse sua mãe, Maria Gomes da Silva, ao ver o exame sendo realizado.

Embora o teste possa ser realizado em crianças de até um ano de idade, o ideal, segundo explica o enfermeiro da Apae-SP, é que o teste seja feito nos primeiros 28 dias de vida da crianças. "Assim podemos detectar a doença cedo, antes que ela se desenvolva".

O teste do pezinho é um exame laboratorial que traça o diagnóstico de três doenças - fenilcetonúria (diagnosticada em uma criança a cada 16 mil nascimentos), hipotireoidismo congênito (diagnosticado em uma criança a cada 1,3 mil nascimentos) e anemia facilforme (diagnosticada em uma criança a cada 2,5 mil nascimentos). As três doenças requerem tratamento adequado desde os primeiros dias de vida, caso contrário, as duas primeiras levam à deficiência mental.

Embora seja obrigatório por lei e apesar de seu valor inquestionável, muitas crianças têm seu futuro comprometido em função da desinformação das famílias que acabam não fazendo o teste. Na maioria das vezes a mãe deixa a maternidade antes de completar 48 horas do nascimento do bebê, e não retornam ao hospital para a realização do teste.

A próxima visita da ambulância da Apae-SP ocorrerá no dia 8 de outubro no cartório de Brasilândia.

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