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10 de Fevereiro de 2004
Casamento comunitário oficializa união de vinte e dois anos
Após 22 anos de vida em comum, a dona de casa Jucineide da Silva, 45, e o motorista Daniel Machado Rodrigues, 46, vão oficializar a união no casamento comunitário organizado pela Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. O evento acontecerá no Ginásio do Ibirapuera, no dia 15 de fevereiro.
O casal não havia feito isso antes por dois motivos: não tinha dinheiro para pagar os custos do cartório (R$ 222,00) e também por não saber que o novo Código Civil determina a gratuidade do casamento para a população de baixa renda. Mas isso mudou em dezembro do ano passado. Ao ouvir a notícia de que as inscrições para o casamento comunitário estavam abertas, eles resolveram se casar.
"A falta de um documento que confirmasse que somos marido e mulher era um empecilho. Meu marido era obrigado a redigir uma autorização para que eu fizesse pequenas transações em bancos ou cartórios, e isso sempre atrapalhava", lembra a dona de casa.
Jucineide conta que eles achavam muito cara a taxa de R$ 222,00. "Não temos esse dinheiro e também não sabíamos que o casamento é gratuito para quem não pode pagar."
Animados com a festa que se aproxima, o casal se prepara para o grande dia. "Ainda preciso comprar a roupa. Quero me casar de branco, mas será um vestido bem simples, pois não dá mais para usar aqueles vestidos de noiva cheio de coisas."
Além das duas filhas do casal, Lívia e Lilia, o filho Leandro, 23, fruto do primeiro casamento de Jucineide, também vai se casar no dia 15 de fevereiro. "A família do Daniel vai ficar muito contente com a oficialização. Eles são crentes e não aceitavam nossa situação "sem papel passado"", comenta a noiva.
Brindes e surpresas
Assim como Jucineide e Daniel, os outros casais que participarão do casamento terão uma cerimônia cheia de surpresas. O evento contará com o famoso Coral do Maestro Bacarelli, que irá tocar durante a cerimônia. Além disso, os casais participarão de sorteios de viagens de núpcias para Porto Seguro e brindes.
A iniciativa privada teve papel importante na realização do casamento. Entre os patrocinadores do evento estão: Casas Bahia, Cervejarias Krill, Schincariol e Casas Pernambucanas.
A Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg) fornecerá um bolo gigante para os convidados, além de lanches para os mais de 300 voluntários que trabalharão no evento. O Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Sinoreg) contribuirá com a decoração do Ginásio do Ibirapuera e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) doará viagens de núpcias para Porto Seguro.
O Instituto de Estudos e Protestos de Títulos do Brasil está oferecendo lanches para todos os convidados e noivos, e a Nossa Caixa Nosso Banco está fornecendo a decoração da entrada do ginásio.
Ao lado da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o projeto do Casamento Comunitário conta com o apoio da Arpen e da Associação dos Juízes e Suplentes de Juiz de Casamento do Estado de São Paulo (Ajucesp).
A idéia do projeto é atender às pessoas carentes. Em 2003, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania realizou dois casamentos: um no Jardim Ângela, para cerca de 300 casais; outro em Riberão Preto, para 820. Em 2002 também houve dois casamentos: um em Ermelino Matarazzo e outro em Itaquera, para 258 e 220 casais, respectivamente.
Consta no "Ranking Brasil - O Livro dos Recordes Brasileiros", empresa responsável pela homologação de todos os recordes nacionais, que o maior casamento realizado no país até agora foi o de Riberão Preto (820 casais).
Quem quiser informações sobre o casamento comunitário pode ligar para a Ouvidoria da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, nos telefones 3291-2617 e 3291-2618.
Data: 15 de fevereiro de 2004
Local: Ginásio do Ibirapuera
Horário: 10h
Autor: Juliana Parlato
Fonte: Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo
O casal não havia feito isso antes por dois motivos: não tinha dinheiro para pagar os custos do cartório (R$ 222,00) e também por não saber que o novo Código Civil determina a gratuidade do casamento para a população de baixa renda. Mas isso mudou em dezembro do ano passado. Ao ouvir a notícia de que as inscrições para o casamento comunitário estavam abertas, eles resolveram se casar.
"A falta de um documento que confirmasse que somos marido e mulher era um empecilho. Meu marido era obrigado a redigir uma autorização para que eu fizesse pequenas transações em bancos ou cartórios, e isso sempre atrapalhava", lembra a dona de casa.
Jucineide conta que eles achavam muito cara a taxa de R$ 222,00. "Não temos esse dinheiro e também não sabíamos que o casamento é gratuito para quem não pode pagar."
Animados com a festa que se aproxima, o casal se prepara para o grande dia. "Ainda preciso comprar a roupa. Quero me casar de branco, mas será um vestido bem simples, pois não dá mais para usar aqueles vestidos de noiva cheio de coisas."
Além das duas filhas do casal, Lívia e Lilia, o filho Leandro, 23, fruto do primeiro casamento de Jucineide, também vai se casar no dia 15 de fevereiro. "A família do Daniel vai ficar muito contente com a oficialização. Eles são crentes e não aceitavam nossa situação "sem papel passado"", comenta a noiva.
Brindes e surpresas
Assim como Jucineide e Daniel, os outros casais que participarão do casamento terão uma cerimônia cheia de surpresas. O evento contará com o famoso Coral do Maestro Bacarelli, que irá tocar durante a cerimônia. Além disso, os casais participarão de sorteios de viagens de núpcias para Porto Seguro e brindes.
A iniciativa privada teve papel importante na realização do casamento. Entre os patrocinadores do evento estão: Casas Bahia, Cervejarias Krill, Schincariol e Casas Pernambucanas.
A Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg) fornecerá um bolo gigante para os convidados, além de lanches para os mais de 300 voluntários que trabalharão no evento. O Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Sinoreg) contribuirá com a decoração do Ginásio do Ibirapuera e a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) doará viagens de núpcias para Porto Seguro.
O Instituto de Estudos e Protestos de Títulos do Brasil está oferecendo lanches para todos os convidados e noivos, e a Nossa Caixa Nosso Banco está fornecendo a decoração da entrada do ginásio.
Ao lado da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o projeto do Casamento Comunitário conta com o apoio da Arpen e da Associação dos Juízes e Suplentes de Juiz de Casamento do Estado de São Paulo (Ajucesp).
A idéia do projeto é atender às pessoas carentes. Em 2003, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania realizou dois casamentos: um no Jardim Ângela, para cerca de 300 casais; outro em Riberão Preto, para 820. Em 2002 também houve dois casamentos: um em Ermelino Matarazzo e outro em Itaquera, para 258 e 220 casais, respectivamente.
Consta no "Ranking Brasil - O Livro dos Recordes Brasileiros", empresa responsável pela homologação de todos os recordes nacionais, que o maior casamento realizado no país até agora foi o de Riberão Preto (820 casais).
Quem quiser informações sobre o casamento comunitário pode ligar para a Ouvidoria da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, nos telefones 3291-2617 e 3291-2618.
Data: 15 de fevereiro de 2004
Local: Ginásio do Ibirapuera
Horário: 10h
Autor: Juliana Parlato
Fonte: Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo