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27 de Março de 2004
Clipping - Folha de São Paulo - Estrangeiros respondem por 5% das adoções
Depois de chegar a um abrigo sem nome, sem aniversário e até sem idade, M. está a poucos dias da adoção. Seus futuros pais, que já têm uma filha adotada na Bulgária, são italianos -nacionalidade de quase 50% dos adotantes estrangeiros com pedido atendido no país, seguidos por franceses, holandeses e espanhóis.
Juntos, os estrangeiros adotaram 5% das crianças cujos processos tiveram sentença em 2003, segundo o levantamento da Folha. Mas o número também está em queda. Em São Paulo, por exemplo, que responde por 47% das adoções internacionais, foram 410 casos em 1994, contra apenas 210 no ano passado.
M. entrará em breve nesses dados. Ele foi deixado na porta de uma escola, sem pai nem mãe, apenas segurando uma folha na qual estava escrito: "Cuidem de mim". Questionado sobre sua família, o menino nunca mencionou a mãe e poucas vezes falou no pai. De concreto, não sabe nada de seu passado nem da família.
Depois de uma série de testes e radiografias para determinar sua idade, o abrigo para onde M. foi encaminhado concluiu que ele tem, hoje, seis anos. Quando foi abandonado, teria quatro.
Os futuros pais, que devem vir buscá-lo no mês que vem, já mandaram fotos para o menino, que fala constantemente com um psicólogo para entender a situação. Em breve, viverá em Roma, com um pai juiz e uma mãe professora.
Juntos, os estrangeiros adotaram 5% das crianças cujos processos tiveram sentença em 2003, segundo o levantamento da Folha. Mas o número também está em queda. Em São Paulo, por exemplo, que responde por 47% das adoções internacionais, foram 410 casos em 1994, contra apenas 210 no ano passado.
M. entrará em breve nesses dados. Ele foi deixado na porta de uma escola, sem pai nem mãe, apenas segurando uma folha na qual estava escrito: "Cuidem de mim". Questionado sobre sua família, o menino nunca mencionou a mãe e poucas vezes falou no pai. De concreto, não sabe nada de seu passado nem da família.
Depois de uma série de testes e radiografias para determinar sua idade, o abrigo para onde M. foi encaminhado concluiu que ele tem, hoje, seis anos. Quando foi abandonado, teria quatro.
Os futuros pais, que devem vir buscá-lo no mês que vem, já mandaram fotos para o menino, que fala constantemente com um psicólogo para entender a situação. Em breve, viverá em Roma, com um pai juiz e uma mãe professora.