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03 de Janeiro de 2003
Clipping JN: Novo Código Civil e a maioridade aos 18 anos
No computador do escritório as fotos dos dois filhos. A rotina de trabalho ele conhece desde os 15 anos. Bruno tem 20 anos, mora junto com a mulher há dois mas para tudo ainda precisa da autorização da mamãe.
"Pra abrir conta no banco precisei da assinatura da minha mãe, a moto precisei da assinatura da mãe. Sou independente e ainda assim dependendo da minha mãe pra várias coisas", reclama.
Vestibular feito, profissão escolhida, muitos jovens até mudam de cidade para estudar. E, como Joana enfrentam a chatice: papai tem que assinar tudo.
"Eu já tinha maioridade pro meu pai, pra minha mãe e pra mim. Só pra lei eu não tinha maioridade", conta Joana, de 20 anos.
Mas agora vai ter. Com o novo código os juristas quiseram sintonizar as leis com as mudanças de comportamento do mundo moderno. Por isso, a maioridade civil cai dos atuais 21 para 18 anos. E com 18 anos será possível assinar contratos, abrir conta em banco, viajar para o exterior, casar sem a assinatura de papai e mamãe. Mas aprontou alguma, ofendeu, atropelou alguém, bateu o carro, vai ter que assumir sozinho, sem papai e mamãe.
"Se ele causar um prejuízo a terceiros ele responderá, não os pais, com o seu patrimônio. E se ele não tiver patrimônio no momento em que ele venha a adquirir um, esse servirá para pagamento das dívidas contraídas quando ele tinha 18, 19, 20 anos", esclarece o advogado Rui Fragoso.
Mas o grupo de amigos acha que é justo. Pelo menos eles se dizem preparados.
"Pode tirar carta com 18, responde criminalmente com 18, pode votar, pode fazer um tanto de coisa, e ele vai ter responsabilidade pelos seus atos", diz Felipe Ferrari, de 20 anos.
Um dos objetivos do novo código foi mesmo equipar a maioridade civil com a criminal. Para as mães só resta concordar.
"Os filhos não são para nós. A gente tem que criar os filhos para o mundo mesmo", filosofa a enfermeira Teresa Maria Ferrari.
Mas Teresa lembra que a responsabilidade agora é de todos. Maioridade civil aos 18 exige preparação. Aquela que começa com a família, passa pela escola, pelo emprego até chegar a hora em que eles estarão prontos para aprender com a liberdade concedida por lei.
"A liberdade é uma das coisas mais importantes para o adolescente, para o jovem poder crescer, faz parte da construção do caráter dele ter essa liberdade", avalia Renato Miranda, de 20 anos.
A série de reportagens sobre o Novo Código Civil prossegue hoje, a partir das 20h15, no Jornal Nacional da Rede Globo.
"Pra abrir conta no banco precisei da assinatura da minha mãe, a moto precisei da assinatura da mãe. Sou independente e ainda assim dependendo da minha mãe pra várias coisas", reclama.
Vestibular feito, profissão escolhida, muitos jovens até mudam de cidade para estudar. E, como Joana enfrentam a chatice: papai tem que assinar tudo.
"Eu já tinha maioridade pro meu pai, pra minha mãe e pra mim. Só pra lei eu não tinha maioridade", conta Joana, de 20 anos.
Mas agora vai ter. Com o novo código os juristas quiseram sintonizar as leis com as mudanças de comportamento do mundo moderno. Por isso, a maioridade civil cai dos atuais 21 para 18 anos. E com 18 anos será possível assinar contratos, abrir conta em banco, viajar para o exterior, casar sem a assinatura de papai e mamãe. Mas aprontou alguma, ofendeu, atropelou alguém, bateu o carro, vai ter que assumir sozinho, sem papai e mamãe.
"Se ele causar um prejuízo a terceiros ele responderá, não os pais, com o seu patrimônio. E se ele não tiver patrimônio no momento em que ele venha a adquirir um, esse servirá para pagamento das dívidas contraídas quando ele tinha 18, 19, 20 anos", esclarece o advogado Rui Fragoso.
Mas o grupo de amigos acha que é justo. Pelo menos eles se dizem preparados.
"Pode tirar carta com 18, responde criminalmente com 18, pode votar, pode fazer um tanto de coisa, e ele vai ter responsabilidade pelos seus atos", diz Felipe Ferrari, de 20 anos.
Um dos objetivos do novo código foi mesmo equipar a maioridade civil com a criminal. Para as mães só resta concordar.
"Os filhos não são para nós. A gente tem que criar os filhos para o mundo mesmo", filosofa a enfermeira Teresa Maria Ferrari.
Mas Teresa lembra que a responsabilidade agora é de todos. Maioridade civil aos 18 exige preparação. Aquela que começa com a família, passa pela escola, pelo emprego até chegar a hora em que eles estarão prontos para aprender com a liberdade concedida por lei.
"A liberdade é uma das coisas mais importantes para o adolescente, para o jovem poder crescer, faz parte da construção do caráter dele ter essa liberdade", avalia Renato Miranda, de 20 anos.
A série de reportagens sobre o Novo Código Civil prossegue hoje, a partir das 20h15, no Jornal Nacional da Rede Globo.