Notícias
24 de Março de 2004
Clipping - Jornal Nacional - Casais que querem adotar crianças menores de 4 anos não poderão escolher sexo e cor
Casais que pretendem adotar crianças menores de 4 anos não poderão mais escolher o sexo nem a cor do filho, no Rio de Janeiro. A decisão de um juiz da Infância e da Juventude é para ajudar as crianças mais velhas a encontrar uma família.
Só podem se inscrever no juizado pessoas que concordarem em adotar crianças com mais de 4 anos de idade, sem escolha sexo ou cor. Ou crianças portadoras de necessidades especiais.
O perfil da adoção no Rio, já mostra que existe um problema. Noventa e quatro por cento das pessoas que querem adotar uma criança querem bebês brancos. Noventa e nove por cento das crianças que esperam por uma adoção têm mais de 4 anos de idade e 56% delas são negras ou mestiças.
"Se continuarmos idealizando que queremos uma criança parecida conosco, isso fica muito mais difícil pra adotar. E isto passa um pouco pela fantasia daquela pessoa que quer na verdade um boneco e não uma criança para substituir alguma frustração sua", argumentou Siro Darlan, juiz da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro.
A Associação Brasileira para a Infância e Adolescência acha que não é assim que se resolve o problema.
"Não acredito que você querer filhos a sua semelhança pode ser caracterizado como preconceito. Acho que não é preconceito. Eles tem razão, mas acho que isso não vai resolver", opinou Lauro Monteiro, presidente da Abrapia.
O empresário Marcelo Pereira e a professora Elaine Castilho estão há dois anos inscritos para adotar um bebê em mais de 50 cidades. Querem uma menina parecida com eles.
"Nós estamos atrás do nosso filho. Se nosso filho fosse chegar de uma forma natural ele seria branco. Então, nós estamos seguindo os passos normais através de um meio legal", explicou Marcelo.
Cristina da Conceição Farias e Paulo também já quiseram um bebezinho, até que um dia Cristina se apaixonou por três carinhas meigas e sorridentes, que transformaram a vida do casal.
"Foi o dia que mais choramos lá em casa, quando no primeiro dia eles colocaram o pé na porta e falaram: minha mãe, meu pai, minha casa. Então pra gente é bem comovente, bem legal, isso é ótimo", contou Cristina.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo
Data: 23/03/2004
Só podem se inscrever no juizado pessoas que concordarem em adotar crianças com mais de 4 anos de idade, sem escolha sexo ou cor. Ou crianças portadoras de necessidades especiais.
O perfil da adoção no Rio, já mostra que existe um problema. Noventa e quatro por cento das pessoas que querem adotar uma criança querem bebês brancos. Noventa e nove por cento das crianças que esperam por uma adoção têm mais de 4 anos de idade e 56% delas são negras ou mestiças.
"Se continuarmos idealizando que queremos uma criança parecida conosco, isso fica muito mais difícil pra adotar. E isto passa um pouco pela fantasia daquela pessoa que quer na verdade um boneco e não uma criança para substituir alguma frustração sua", argumentou Siro Darlan, juiz da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro.
A Associação Brasileira para a Infância e Adolescência acha que não é assim que se resolve o problema.
"Não acredito que você querer filhos a sua semelhança pode ser caracterizado como preconceito. Acho que não é preconceito. Eles tem razão, mas acho que isso não vai resolver", opinou Lauro Monteiro, presidente da Abrapia.
O empresário Marcelo Pereira e a professora Elaine Castilho estão há dois anos inscritos para adotar um bebê em mais de 50 cidades. Querem uma menina parecida com eles.
"Nós estamos atrás do nosso filho. Se nosso filho fosse chegar de uma forma natural ele seria branco. Então, nós estamos seguindo os passos normais através de um meio legal", explicou Marcelo.
Cristina da Conceição Farias e Paulo também já quiseram um bebezinho, até que um dia Cristina se apaixonou por três carinhas meigas e sorridentes, que transformaram a vida do casal.
"Foi o dia que mais choramos lá em casa, quando no primeiro dia eles colocaram o pé na porta e falaram: minha mãe, meu pai, minha casa. Então pra gente é bem comovente, bem legal, isso é ótimo", contou Cristina.
Fonte: Jornal Nacional - Rede Globo
Data: 23/03/2004