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19 de Julho de 2003

Clipping Jornal Nacional: Novo Código Civil permite ao marido adotar sobrenome mulher

O Registro Civil do Estado de São Paulo esteve representado no último sábado (19.07) em horário nobre da televisão brasileira.

A Oficial do Jaraguá, Priscila de Castro Teixeira Pinto Lopes Agapito, participou da edição do Jornal Nacional, comentando as estatísticas de homens que adotam o sobrenome da mulher, possibilidade aberta com a entrada em vigor do Novo Código Civil.

A seguir, a matéria publicada no site do Jornal Nacional:

O novo Código Civil, que entrou em vigor há seis meses, ajudou a mudar a vida de milhares de brasileiros. Basta uma visita aos cartórios de São Paulo para perceber que os casamentos já não são mais os mesmos.

A arquiteta Renata Oliveira e Silva não teve dúvida. Decidiu manter o nome de solteira:

"Porque sempre é o mesmo problema. A mulher troca todos os documentos, o trabalho é todo da mulher."

Este é o segundo casamento de Vânia. Com a separação, a copeira teve que mudar todos os documentos. Desta vez, resolveu manter o nome de solteira. O noivo é que surpreendeu:

"Para mim é uma honra ter o sobrenome da minha esposa e eu particularmente não iria aceitar não ter o sobrenome da minha esposa. Eu não acharia isso legal, bonito."

"Fiquei orgulhosa dele ter assinado o meu nome apesar deu não ter assinado o dele", diz ela.

Até o ano passado, Valclécio não poderia trocar o nome de solteiro.

O novo código, que passou a vigorar este ano, trouxe um texto diferente: agora, o homem também pode adotar o sobrenome da mulher. Só que novidade não combina com casamento. Em um cartório, basta olhar o livro de registros para constatar: o número de casais em que o marido passou a assinar o sobrenome da esposa não chega a 1%.

Não é só na igreja. No casamento civil, também é costume guardar recordação de todo tipo: fotografia, filmagem. Mas o momento fica registrado, principalmente, no papel. Aí, vem uma tradição tão forte quanto o vestido branco.

Entre Valclécio e Vânia, não houve machismo. Pelo contrário. Ele incorporou o sobrenome dela. Ela não.

Fábio e Graziele marcaram a cerimônia para agosto. Um adotou o sobrenome do outro. Para eles, uma forma de mostrar que casamento é mais do que união.

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