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25 de Setembro de 2003
Clipping - O Globo - Certificação? Como? Para quê?
A final de contas, o que é um certificado digital e qual será a sua importância no nosso cibercotidiano? Uma assinatura eletrônica equivalente a "firma reconhecida" em cartório para autenticação de documentos digitais? Uma carteira de identidade virtual com todos os dados cadastrais do portador para identificação pessoa em sistemas eletrônicos? Ou as duas funções combinadas? E quantas certificações o cibercidadão brasileiro será obrigado a ter? Uma, válida para toda e qualquer transação eletrônica? Ou várias, como as senhas e chaves que usamos diariamente? Se várias, haverá interoperabilidade entre elas?
Quanto custará um certificado? Que tipos de dispositivos vamos usar para termos nossos certificados sempre à mão? Cartões inteligentes, tokens USB? Quem serão os guardiões dos certificados? Nossa privacidade será resguardada? Como? Todas as informações que dizem respeito a nossa vida pessoal, profissional, em forma de títulos ou outros tipos de documentos, estarão seguras?
Esses e outros pontos importantíssimos para o futuro da nossa vida digital foram discutidos por especialistas durante alguns meses no fórum virtual lançado pelo ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (www.iti.br). Nos próximos dias 7, 8 e 9 de outubro, um seminário em Brasília fará a sistematização deste trabalho e abrirá o debate para toda a sociedade.
O assunto é árido. Dezenas de documentos foram encaminhados ao Fórum virtual. A leitura não é nada agradável, reconheço. Mas é muito recomendável. A teoria está toda lá. E todos nós a aplicaremos na prática. Portanto, a hora de procurar entender e criticar é esta, antes que sejamos surpreendidos por decisões verticais. Embora o próprio governo venha se esforçando para tornar este processo dinâmico e participativo.
- Não existe nada definitivo. O que existe é um processo de construção permanente - diz Enylson Martinez, secretário executivo da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras, a famosa ICP-Brasil.
Atualmente, um comitê composto por sete instituições governamentais, entre ministérios e autarquias, tem o objetivo de estabelecer normas técnicas e a política para o sistema de certificação digital no país. Um dos desafios é a definição, junto às autoridades certificadoras já credenciadas e a sociedade, de um modelo econômico que mantenha as características de confiabilidade do modelo brasileiro de certificação.
Nesta linha, um grupo de trabalho foi criado na semana passada para discutir a utilização dos certificados digitais nos programas de inclusão digital do governo. Especialmente os que utilizarem o software de código aberto. (Outro ponto polêmico entre os especialistas.) Segundo o o ITI, a proposta é que os usuários de telecentros do governo comecem a familiarizar seus usuários com o uso da certificação nas ações mais simples do cotidiano cibernético, como o envio de e-mail. Esse grupo de trabalho será formado basicamente por representantes das Autoridades Certificadoras credenciadas na Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil) e pelo ITI. Mas estará aberto também à participação, como convidados, de técnicos e especialistas, servidores de órgãos da administração pública, acadêmicos e membros da sociedade civil.
Também não faltam exemplos bem-sucedidos de aplicações com certificação digital no Brasil. Muitos serão apresentados durante o seminário em Brasília. Já confirmaram presença Serpro, CEF, Microsoft, IBM, Serasa, CertiSign, Febraban, Módulo Security. E eu também. Estarei mediando a mesa redonda que discutirá "A Prática e o Uso da Certificação Digital", às 11h do dia 8 de outubro.
Fonte: Jornal O Globo
Data: 03/10/2003
Quanto custará um certificado? Que tipos de dispositivos vamos usar para termos nossos certificados sempre à mão? Cartões inteligentes, tokens USB? Quem serão os guardiões dos certificados? Nossa privacidade será resguardada? Como? Todas as informações que dizem respeito a nossa vida pessoal, profissional, em forma de títulos ou outros tipos de documentos, estarão seguras?
Esses e outros pontos importantíssimos para o futuro da nossa vida digital foram discutidos por especialistas durante alguns meses no fórum virtual lançado pelo ITI - Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (www.iti.br). Nos próximos dias 7, 8 e 9 de outubro, um seminário em Brasília fará a sistematização deste trabalho e abrirá o debate para toda a sociedade.
O assunto é árido. Dezenas de documentos foram encaminhados ao Fórum virtual. A leitura não é nada agradável, reconheço. Mas é muito recomendável. A teoria está toda lá. E todos nós a aplicaremos na prática. Portanto, a hora de procurar entender e criticar é esta, antes que sejamos surpreendidos por decisões verticais. Embora o próprio governo venha se esforçando para tornar este processo dinâmico e participativo.
- Não existe nada definitivo. O que existe é um processo de construção permanente - diz Enylson Martinez, secretário executivo da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras, a famosa ICP-Brasil.
Atualmente, um comitê composto por sete instituições governamentais, entre ministérios e autarquias, tem o objetivo de estabelecer normas técnicas e a política para o sistema de certificação digital no país. Um dos desafios é a definição, junto às autoridades certificadoras já credenciadas e a sociedade, de um modelo econômico que mantenha as características de confiabilidade do modelo brasileiro de certificação.
Nesta linha, um grupo de trabalho foi criado na semana passada para discutir a utilização dos certificados digitais nos programas de inclusão digital do governo. Especialmente os que utilizarem o software de código aberto. (Outro ponto polêmico entre os especialistas.) Segundo o o ITI, a proposta é que os usuários de telecentros do governo comecem a familiarizar seus usuários com o uso da certificação nas ações mais simples do cotidiano cibernético, como o envio de e-mail. Esse grupo de trabalho será formado basicamente por representantes das Autoridades Certificadoras credenciadas na Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil) e pelo ITI. Mas estará aberto também à participação, como convidados, de técnicos e especialistas, servidores de órgãos da administração pública, acadêmicos e membros da sociedade civil.
Também não faltam exemplos bem-sucedidos de aplicações com certificação digital no Brasil. Muitos serão apresentados durante o seminário em Brasília. Já confirmaram presença Serpro, CEF, Microsoft, IBM, Serasa, CertiSign, Febraban, Módulo Security. E eu também. Estarei mediando a mesa redonda que discutirá "A Prática e o Uso da Certificação Digital", às 11h do dia 8 de outubro.
Fonte: Jornal O Globo
Data: 03/10/2003